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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 03, 2004

Não invocar o nome...

Miguel Marujo

Alguns dos nossos governantes têm o credo na boca. Salta-lhes a verbe quando lhes convém o Verbo. Ficou para a história a pia crença paulística da intervenção da senhora de Fátima junto do malfadado «Prestige», para levar o mal às costas de Espanha e de França (numa clara derrota de São Tiago de Compostela e da senhora de Lourdes).

Volta e meia, a boca dos senhores do Governo e dos partidos que o sustentam enche-se de «meu Deus», «graças a Deus» e outras expressões populares. Só faltava, afinal, a senhora do défice vir invocar o nome de Deus mais uma vez e sempre em vão. Manuela Ferreira Leite disse em repasto do Primeiro de Maio (acaso saberá ela o que se celebra neste dia?): «Deus nos defenda que os socialistas voltem ao poder, mesmo que seja daqui a muitos anos».

Deus - que nunca é tido e achado nestes dislates - já se queixou à Autoridade da Concorrência, por invocação sistemática do seu nome. Em vão, senhora ministra, em vão.

Maio 03, 2004

À porta do estádio (monólogo de um adepto)

Miguel Marujo

Dá-me licença, sô guarda. É só uma garrafinha. O guarda-chuva? Vem aí borrasca, é p'abrigar, pode ser? Não?! Nem garrafinha, nem guarda-chuva? São objectos perigosos? Ok, sô guarda, juro que ainda no último jogo aqui neste estádio vi um tipo passear-se com uma barra de ferro ou um pau... Ah! mas nessa altura correu tudo bem? Pois foi, pois foi... Ok, olhe ofereço-lhe a garrafinha e tome lá o guarda-chuva. Se chover já se pode abrigar... Adeus, vou ver a bola.

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