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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 22, 2004

Assim à distância

Miguel Marujo

Ouvi Durão a falar da Madeira (mas enganou-se no nome do arquipélago): Um regime com tentações totalitárias, uma democracia com défice de liberdade de expressão.



Vi a chuva a abençoar a boda de Letizia e Felipe, como diz o povo. E dei por mim a ouvir jornalistas a falarem constantemente de realeza e povo.



Ouvi e vi o inefável Alberto João com inveja de Avelino Ferreira Torres a dizer que lhe apetecia invadir o campo.

Maio 21, 2004

Uma solução para o Iraque

Miguel Marujo

[entrevista de António Lobo Antunes, à revista Visão]



V: Ainda sonha com a guerra?

ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, punhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.



V: Parava a guerra?

ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?



V: Não vou pôr isso na entrevista...

ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do

Benfica?

Maio 21, 2004

A theia deste Governo

Miguel Marujo

Malhas que a chuva tece: caía uma bátega quase tropical sob a capital e Amílcar apressava-se do Porto para Lisboa para ouvir José Manuel dizer que não contava mais com ele. A Manuela tinha-se esquecido de declarar uns rendimentos, o Congresso vinha aí e prometia ser uma monumental seca ou uma antecâmara para Santana se lançar a Belém, o Miguel Relvas tinha de ir para o partido mas sem ficar no Governo, a Águas de Portugal é uma empresa demasiado apetitosa para ser deixada nas mãos de um tecnocrata com escrúpulos, e numa jogada matreira de defesa já cansado das pernas, passou uma rasteira a outro defesa - mas da própria equipa. A verdadeira história da remodelação guardou-a Amílcar. José Manuel sobe hoje a Oliveira de Azeméis para dizer que tudo está bem quando acaba bem, o povo vai aplaudir e o Santana esperar.

Maio 20, 2004

Leituras ainda não comentadas

Miguel Marujo

«É por isso que, em suma, há coisas que me indignam mais que outras. Porque gostava que o nosso lado, o lado da democracia, não tivesse tantos telhados de vidro.» A frase, certeira, de JMF, refere-se a uma posição já defendida por aqui. Mas o que me parece óbvio, não é para pensamentos acidentais. Nestes dias em que (a)pareci mais afastado destas coisas todas, senti a civilização defendida nas Terras do Nunca e no Glória Fácil. Sem mudar uma vírgula.