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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Abril 28, 2004

Terra da Alegria

Miguel Marujo

Nós os vencidos do catolicismo

que não sabemos já donde a luz mana

haurimos o perdido misticismo

nos acordes dos carmina burana



Nós que perdemos na luta da fé

não é que no mais fundo não creiamos

mas não lutamos já firmes e a pé

nem nada impomos do que duvidamos



Já nenhum garizim nos chega agora

depois de ouvir como a samaritana

que em espírito e verdade é que se adora

Deixem-me ouvir os carmina burana



Nesta vida é que nós acreditamos

e no homem que dizem que criaste

se temos o que temos o jogamos

«Meu deus meu deus porque me abandonaste?»




Ruy Belo



Nota: já está online um novo projecto colectivo, onde participo: Terra da Alegria propõe-se ser um olhar de vários cristãos sobre as coisas do mundo. Fica o convite à leitura e às críticas. Sai às quartas.

Abril 27, 2004

Teasers

Miguel Marujo

1. Ando a preparar um breve texto sobre o "meu" 25 de Abril.



2. E outro sobre a América...



3. Temos novidades de Arly Cravo, em tempos de revolução.



4. A Terra da Alegria vai dar-se a conhecer.

Abril 27, 2004

Duas imagens de Abril

Miguel Marujo

«Duas notas, opostas, sobre a cobertura da RTP da cerimónia no Parlamento, evocativa dos 30 anos do 25 de Abril de 1974.



1 - Uma imagem ausente. Durante todo o discurso do Presidente da República, não se viu nunca - nunca - quem aplaudia. As imagens mostravam-nos sucessivamente Jorge Sampaio, a bancada do Governo, os convidados dos países lusófonos, os militares que fizeram a Revolução, até a esposa do Presidente. Nunca, mas nunca, quem aplaudia o quê, ao sabor do discurso de Sampaio. De tal maneira que, a meio, decidi desligar o som televisivo e ligar o rádio, sem grande sorte. A manipulação (má realização? ingenuidade? opção ideológica? falta de câmaras suficientes?) também se faz escondendo informação.



2 - Um gesto presente. Quase no final da comunicação do Presidente da República, a câmara está centrada, de novo, na bancada do Governo. O primeiro-ministro está a trocar olhares com alguém do grupo parlamentar do PSD, percebe-se. No instante seguinte, volta-se para o ministro Marques Mendes e segreda qualquer coisa. Este vira-se também para alguém da bancada do partido maioritário e acena. Depois, faz um gesto, levantando e baixando a mão. Leitura imediata: no final do discurso, os deputados do PSD devem levantar-se. Faltava o cartaz que se usava nos concursos. Há imagens que valem por mil discursos e a política também se faz com pequenos gestos.»



António Marujo, in Público

Abril 26, 2004

O que mais ordena

Miguel Marujo

O computador finou-se em tempos do 24 de Abril. O telemóvel finalmente será substituído. O Dicionário do Diabo mete-se comigo para me enviar um vírus. O blogue tem estado de quando em vez inacessível. Definitivamente, a tecnologia é uma gaja complicada. Por mim, vou para casa ouvir Caetano.

Abril 26, 2004

Conquistas de Abril

Miguel Marujo

A descer a Avenida...



... um casal de indianos (ou paquistaneses), de cravo na mão e com os seus filhos,



... os Tocárufar com miúdos e graúdos, brancos e pretos a espantar fantasmas coloniais,



... os militares só participaram a desmontar o palco das cerimónias da manhã,



Por isto. E por tudo "caber" na Avenida: os slogans do PCP e do Bloco, os solidários com o «capitão Ad hoc», a minha vizinha do 6º, os meus amigos, as juntas de freguesia da Margem Sul, a banda a tocar a «Grândola». É bonita a festa, pá!

Abril 23, 2004

(aqui posto de comando deste blogue)

Miguel Marujo

O 25 de Abril toma-nos muito tempo. Está em curso o processo revolucionário. O blogue só pode seguir dentro de momentos. Até lá, peguem no Zeca, saiam à rua de cravo na mão, naveguem por outros blogues, vão à praia, indignem-se, riam, façam o que vos aprouver, mas sejam felizes.