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Enchamos tudo de futuros

por Miguel Marujo, em 24.03.04




À memória da Rita. Dois anos depois, às 19 horas, na Capela do Rato.

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«Tempos houve em que o meu demónio ria»

por Miguel Marujo, em 24.03.04
«Ao nosso lado está sempre tudo o que faz o nosso mundo, aqueles que amamos, os nossos livros, os nossos medos». Um novo blogue «fora do mundo» que é deste mundo. Por Francisco José Viegas, Pedro Lomba e Pedro Mexia. Bem-vindos nesta casa.

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Jornalismo de causas

por Miguel Marujo, em 24.03.04




Há dias o Greenpeace protestou em Londres contra a guerra. No mesmo dia em que por todo o mundo, milhares de pessoas saíam à rua pela paz. «Time for truth», lia-se na bandeira desfraldada no Big Ben. Nesse dia, a CNN deu conta dos protestos. O texto lido dizia qualquer coisa como: «Dois activistas do Greenpeace escalaram o Big Ben para desfraldar uma bandeira. No final, foram detidos». As imagens omitiram convenientemente a bandeira. O texto não esclareceu que frase tinha sido mostrada. Só na SIC, mais tarde, pude ver a bandeira e a "perigosa" frase. De facto, a comunicação social portuguesa está tomada pela esquerda...

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Sondagem a acompanhar

por Miguel Marujo, em 23.03.04
Façamos uma pausa para uma polémica bem mais saborosa: «Scarlett Johansson deve, ou não, pôr-se nuínha no próximo filme?» - podem responder no Martinho da Arcada e acompanhar no sempre atento Terras do Nunca...

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Um assassinato

por Miguel Marujo, em 23.03.04
«The Yassin assassination was justified, no less so than American assassinations of Osama bin Laden and his cohorts would be justified. But 'justified' does not mean necessary and wise.»

Editorial do Haaretz, 23/3/04.

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O fazedor de partilhas

por Miguel Marujo, em 22.03.04
Foi há uns anos. Defronte da catedral de Barcelona parámos inebriados. Andávamos assim há horas, a passear pelo Bairro Gótico, entre ruelas e pessoas, e parámos. E, de novo, inebriados, fomos rondados por mulheres de gestos alegres e ciganos, que nos prometiam este mundo e o outro. E entre um cravo que nos vendiam e o sonho de Abril em Janeiro voaram cinco mil pesetas (sim, ainda não existiam uniões de facto entre moedas), enquanto na carteira jaziam quase inúteis duas notas de mil escudos. Abençoadas mãos, que seleccionaram o trigo do joio. O Edgar exultava por não ter sido ele o ludibriado - e falava de partilha dos bens. Ontem e hoje, lembrei-me da história, por alguém estar a exultar de alegria com o meu telemóvel que fotografava a Mariana e o Lucas e registava mais de 100 números de telefone...



Corri para a estante de onde retirei «El hacedor», Jorge Luis Borges na versão de bolso da Alianza Emecé. Lá dentro, no papel já amarelecido, o Edgar registou o dia do encantamento: «No teu aniversário em Barcelona quando te roubaram o dinheiro». Cru como a vida.

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Tudo se perdoa

por Miguel Marujo, em 22.03.04
Scarlett recusa despir-se no cinema. Nesta matéria estou mais próximo de JMF que dos rapazes do Cruzes Canhoto. A sensualidade insinua-se, não precisa de ser apregoada aos quatro ventos.

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Do fim-de-semana

por Miguel Marujo, em 22.03.04
1. A melhor crítica de cinema que li nos tempos mais recentes não foi escrita por um crítico de cinema. Foi escrita por alguém que gosta de cinema.



2. «Al-Qaeda "fabricou" prestígio de Bush». Um dos textos mais inteligentes sobre a manipulação da verdade e as eleições de Espanha. Para Pacheco ignorar, claro.



3.«Há um ano começou a contagem»: 10.618. Números que incomodam um mundo que continua perigoso, mesmo depois do Iraque.



4. 200 mil pessoas passam fome, clamava ontem o Público. O trabalho é baseado em pessoas (sérias, competentes) que há anos lidam no terreno com esta realidade (e estes números). Mas Pacheco não gostou, claro. E duvida do trabalho dos jornalistas, claro. Porque os números (também aqui) incomodam.

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11-M

por Miguel Marujo, em 20.03.04






até segunda-feira



a partir de uma ideia do A Bordo

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Duas breves mensagens, sem contradição alguma

por Miguel Marujo, em 19.03.04
1.«Eles amam a morte, nós amamos a vida».



2.«Terrorismo e guerra, basta ya!. Manif. Dia 2o, às 15h00, no Lrg. Camões (Lisboa) e na Pr. Batalha (Porto).» [enviar aos amigos por SMS ou e-mail]

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A paixão, de novo

por Miguel Marujo, em 19.03.04
Em tempos, um crítico de cinema virou-se para um jornalista que o acompanhou a uma projecção de um filme que poderia causar alguma polémica, «O Padre», para rematar: «Mas isto não é cinema!». Antes, a conversa ia animada - sobre as questões que eram colocadas pelo filme... Homossexualidade, celibato, segredo de confissão: tudo ficou no caixote da sentença definitiva: «Não é cinema»!



Já fui ver «A Paixão de Cristo», de Mel Gibson. Antes tinha comentado aqui alguns aspectos do filme, como a «extrema violência». Aquele corpo dilacerado que nos entra pelos olhos, pelos ouvidos, pelo corpo todo - é uma manifestação quase obscena de sofrimento. Meço as palavras: ouve-se o sangue a jorrar, a carne a ser rasgada.



Sim, sei que a tortura infligida aos prisioneiros de Roma era aquela. Mas ficaria este Jesus mais diminuído se a sua tortura fosse menos "gráfica"? Não creio. Este repisar da violência incomoda - digo-o agora, sem ser na condicional. E não creio ser uma questão eventual lateral: Mel Gibson assumiu-o em muitas entrevistas e há quem não desgoste deste «comprazimento com o lado meramente dolorista do cristianismo». A mim desgosta-me que seja todo um programa esse sofrimento. Sem negar a violência daquela «paixão», prefiro sublinhar (já o tinha dito, reafirmo-o) o carácter mais distintivo da Ressurreição.



Nestes apontamentos sobre o filme cabem duas ou três notas sobre o trabalho especificamente "cinematográfico": gosto da fotografia, não gosto da música (era difícil fazer melhor, depois de «Passion», a única coisa boa de «A Última Tentação de Cristo»), gosto de Maria e do seu olhar, não gosto da representação de Satanás.



Num texto longo sobre o filme, o poeta Pedro Mexia fala da credibilidade que ganham aquelas personagens com os diálogos em aramaico e latim. E sentiu que as palavras dos Evangelhos assim ditas têm «mais força», e «isso não [lhe] foi indiferente». E remata: «Mas isso, repito, não é cinema», como dizia há uns anos aqueloutro crítico de cinema.



É cinema. Se o cinema não nos interpela, não nos provoca, não nos diverte, não nos faz chorar ou rir, para que é que nos interessa o cinema? Seria uma «paixão» com pouco sentido. Como a de Mel Gibson.

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A ETA é terrorista! A Al-Qaeda é terrorista!

por Miguel Marujo, em 18.03.04
Mas as mentiras das democracias não servem! Não podem servir! Outro mundo, sem guerra, é possível!



O post indigno de Pacheco Pereira (link ao lado):

«20:25 (JPP)

BASTA YA

Gente que não é capaz de dizer a simples frase "a ETA é terrorista", usa de forma indigna o nome de "Basta Ya", a organização mártir da luta contra a ETA, para convocar uma manifestação em Lisboa.»

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Voz amiga apontou-me um afunilamento de temas - entre o 11-M e a Paixão de Mel Gibson, com pequenos apontamentos bloguísticos. Reconheço: mas também assim (me) descubro coisas novas, reconheço portos de abrigo e mestres de palavras. Já perceberam - devo continuar neste registo... Que venham de lá outros confrades com outros sobressaltos. [Até nas caixas de comentários, para visitantes ocasionais ou amigos de sempre.]

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É grande uma Glória assim!

por Miguel Marujo, em 18.03.04
Grande texto, JPH! A ler, obrigatoriamente: «Terrorismo: Argumentos que ficam sempre bem num centro de mesa».

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Despedida (longa) de solteiros

por Miguel Marujo, em 18.03.04
Confesso: nas últimas semanas já não acompanhava aqueles «classificados» com a mesma alegria. Mas as saudades dos Açores, os roteiros de viagens, ou a resignação de ser benfiquista faziam-me regressar lá. Descubro agora (pelo sempre atento mestre de Aviz), que os rapazes já não desejam casar. Também não procuram amantes, nem divórcios. Nem sequer quiseram «dar um tempo» à relação que ali crescia todos os dias. Apenas anunciam o «fim». E, por agora, estão em despedida... Vão lá! Há despedidas de solteiros que valem bem a pena.

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