Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Março 29, 2004

O verdadeiro Eixo do Mal

Miguel Marujo

1. Suharto (Indonésia), 2. Ferdinand Marcos (Filipinas), 3. Mobutu Sese Seko (Zaire), 4. Sani Abacha (Nigéria), 5. Slobodan Milosevic (Jugoslávia), 6. Duvalier (Haiti), 7. Fujimori (Peru), 8. Lazarenko (Ucrânia), 9. Arnoldo Alemán (Nicarágua), 10. Joseph Estrada (Filipinas).



[todos estes países estão/estiveram na "lista de preocupações" da Administração americana...]

Março 26, 2004

Audiências

Miguel Marujo

Mistérios de um bloguímetro. Em dia de muito trabalho e poucas postas (uma longa citação), as nossas audiências têm um dos seus melhores dias. Coisas. No fim-de-semana desceremos a níveis merecidos.

Março 26, 2004

Os terrorismos (uma análise lúcida)

Miguel Marujo

«[...] Sempre houve terroristas e sempre se acabou por negociar com os terroristas, passados os primeiros tempos em que só a vingança e o extermínio deles até ao último eram admissíveis. Ontem mesmo, na sua tenda do deserto, o agora "honourable" Muammar El Kadhafi, responsável directo por Lockerbie - o maior atentado terrorista cometido na Europa -, recebeu o "premier" inglês Tony Blair, um dos arautos principais da guerra "antiterrorismo" contra o Iraque. Kadhafi está assim de volta ao "mundo civilizado" [...].



Dirão que agora é diferente. Que agora se enfrenta um inimigo sem rosto nem causas, que proclama amar a morte, enquanto nós, ocidentais, amamos a vida. A frase é, sem dúvida, de uma bestialidade desumana, mas compromete apenas aqueles que põem as bombas ou que mandam pô-las, não aqueles que são supostos representar. Nada nos autoriza a presumir que seja diferente a dor dos palestinianos que choram os seus mortos da dos israelitas que choram os seus. Não há mortos injustos e mortos justificados, assim como não há terroristas sem perdão e terroristas legítimos. Não alcanço a diferença entre o terrorismo do xeque Yassin, chefe de um bando de assassinos, e Ariel Sharon, que o mandou assassinar, em nome de um terrorismo de Estado praticado às claras e assumidamente. É certo que, quando pratica os seus "assassinatos selectivos", os seus bombardeamentos sobre campos de refugiados civis ou a destruição das casas das famílias dos suspeitos, Israel está a exercer um direito de autodefesa, o direito de viver em fronteiras seguras, dentro do seu próprio Estado. Mas aí é que reside o problema: Israel tem um Estado e fronteiras e os palestinianos não. [...]



A ideia de que o terrorismo originado pelo fundamentalismo islâmico não tem causa - logo, não pode ser parte em negociações - é uma ideia preguiçosa e perigosa. Tem sim, tem uma causa, e todos sabemos qual é: chama-se Palestina. [...] A justiça devida aos mortos de Manhattan foi posta entre parênteses para que George W. Bush pudesse ganhar a sua guerrazinha pessoal contra Saddam Hussein. Perdeu-se tempo, credibilidade e andou-se para trás, no que verdadeiramente interessava.



Há, pois, outro caminho. E esse caminho não é ir ao Afeganistão convidar Bin Laden a sair da gruta e vir negociar a Genebra. Não é disso que se trata, quando se fala em negociações. Trata-se de desarmar a popularidade de Bin Laden no mundo muçulmano, de desarmar politicamente o terrorismo islâmico. [...]»



Miguel Sousa Tavares, «E Não Se Pode Exterminá-los?», in Público. A ler na íntegra.

Março 25, 2004

O tempo

Miguel Marujo

Enquanto Anthimio de Azevedo protesta pelo fraco tempo que se abateu nas televisões, o Rui obriga-me a visitá-lo todos os dias. Por vários amores, por alguns ócios, mas também para saber o tempo que faz em Aveiro. Assim transporto-me até lá e imagino a bátega que cai de todos os lados, o vento que traz o cheiro de Cacia ou a humidade que se entranha nos ossos e nos canais da cidade.

Março 24, 2004

Jornalismo de causas

Miguel Marujo

src=http://www.oneworld.net/ezimagecatalogue/catalogue/variations/9413-400x500.jpg>


Há dias o Greenpeace protestou em Londres contra a guerra. No mesmo dia em que por todo o mundo, milhares de pessoas saíam à rua pela paz. «Time for truth», lia-se na bandeira desfraldada no Big Ben. Nesse dia, a CNN deu conta dos protestos. O texto lido dizia qualquer coisa como: «Dois activistas do Greenpeace escalaram o Big Ben para desfraldar uma bandeira. No final, foram detidos». As imagens omitiram convenientemente a bandeira. O texto não esclareceu que frase tinha sido mostrada. Só na SIC, mais tarde, pude ver a bandeira e a "perigosa" frase. De facto, a comunicação social portuguesa está tomada pela esquerda...

Março 23, 2004

Um assassinato

Miguel Marujo

«The Yassin assassination was justified, no less so than American assassinations of Osama bin Laden and his cohorts would be justified. But 'justified' does not mean necessary and wise.»

Editorial do Haaretz, 23/3/04.