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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 10, 2004

Abril em Março

Miguel Marujo

«Tão pouco e tanto», o genial álbum de Janita Salomé, vai ser ouvido ao vivo no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 6 de Março. No Grande Auditório, às 21h30.

Fevereiro 10, 2004

Rimas para Santana

Miguel Marujo

Atenta aqui o Marujo que nada rima com Lisboa no Gelo. Ora, eis algumas sugestões:



Lisboa no gelo tem pêlo

Lisboa no gelo: antes frio que aquecê-lo

Lisboa no gelo vai bem com grelo

Lisboa no gelo: para quê tê-lo

Lisboa no gelo: antes no talho que no Restelo

Lisboa no gelo: foi o santana que o fê-lo



Como viram, há bastas rimas.



Já agora, companheiro Marujo, credite lá a fotozinha PACE

Fevereiro 09, 2004

As palavras de ordem de Santana

Miguel Marujo

Primeiro tivemos um «Bairro Alto astral». Agora temos «Lisboa on ice é nice» [sic]. Fica a dúvida: "Lisboa no gelo" não rimava com nada? Ou a língua portuguesa nunca foi opção para o novo "brinquedo" de Santana? Fica outra dúvida: por que não se incomodam os puristas, como Vasco Graça Moura ou David Justino, com estas idiotices?

Fevereiro 07, 2004

Azia espessa

Miguel Marujo

Há uma semana evitei ler o alegado jornal sério, mas a blogosfera deu conta da coisa. Hoje, não. Resolvi comprá-lo - e, pumba!, passei o dia com um mal-estar geral. Deve ter sido da «nota editorial», eventualmente escrevinhada pelo Grande Arquitecto, que nos anuncia que boas notícias são as «surpreendentes» e que estas são «verdadeiras», depois de devidamente «testadas». Julguei que no jornalismo se cruzam informações, para saber da sua veracidade. Mas parece que não. Testam-se. Deve ser por isso que o Expresso confirmou Oscar Niemeyer como o autor da nova catedral de Lisboa...

Fevereiro 06, 2004

Postas longas

Miguel Marujo

Sim, hoje os textos que aqui se colocaram são longos - melhor: são longas citações. Mas são alguns bons exemplos de como as coisas não se moldam a preto e branco. Por mim, no fim-de-semana retomo a conversa com o Diogo sobre o mare nostrum.

Fevereiro 06, 2004

Mais uma leitura, adiando o regresso à polémica

Miguel Marujo

Inês Serra Lopes*: «Todos diferentes...»

«O antigo ditador iraquiano foi preso há 56 dias, a 13 de Dezembro. Na comunidade internacional ninguém sabe onde está detido Saddam Hussein nem qual o tribunal que o irá julgar ou qual a lei que será aplicada no julgamento. O mundo foi informado de que Saddam está no Iraque e de que foi declarado prisioneiro de guerra a 10 de Janeiro.

Mas há muito pior. Há Guantánamo, a prisão especial que abriu as portas no início de 2002, quatro meses após o devastador 11 de Setembro. Ainda hoje estão em Guantánamo, entre civis e militares, 660 presos que não podem escolher advogado, não foram acusados de qualquer crime concreto e não têm ideia de como, onde e quando vão ser julgados – se alguma vez o forem (dados da organização Human Rights Watch). A indefinição é quase tão gritante como a indiferença internacional.

As vozes que se têm feito ouvir (pouco) no Ocidente sobre o abandono de toda e qualquer humanidade e igualdade no tratamento de pessoas que podem perfeitamente estar inocentes são de organizações de direitos humanos e de um ou outro partido sem vocação de poder e tendencialmente marginais nos sistemas políticos onde se enquadram – como

o nosso saudável Bloco de Esquerda.

É obrigação elementar de todos os que apoiaram os Estados Unidos exigir agora que seja feita justiça e que se acabe com a indefinição que leva a que centenas de pessoas possam estar presas em Cuba durante dois anos e meio sem qualquer direito, mesmo os mais básicos.

José Manuel Durão Barroso, a quem a Justiça é tão cara e que apoiou os americanos de modo tão "natural", não disse uma palavra sobre o tema.Tem boa companhia: a comunidade internacional tem calado o assunto de forma que é difícil de adjectivar.

Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha continuam a discutir-se os relatórios de inteligência e a sua fiabilidade.

Enquanto isto, a autoridade reguladora dos Estados Unidos vai investigar um seio e as aberturas dos telejornais repetem à exaustão as imagens do peito nu de Janet Jackson no "Super Bowl". A mesma cantora que esta semana, submissa, monopolizou as notícias e comoveu a América pedindo desculpa por ter mostrado o corpo.

Somos todos irremediavelmente iguais.
»



* - outra de quem sou insuspeito de gostar muito...