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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 26, 2004

Poste da situação

Miguel Marujo

Há novidades na coluna dos blogues [à direita]: o Amor & Ócio, com um escriba que nos anima no Público e que vem das boas terras aveirenses, Rui Baptista; o Estrago da Nação, de Pedro Almeida Vieira, em novo endereço e formato, mas com a mesma acutilância; o novo Carlos Vaz Marques assinou o óbito do seu Outro Eu, o que lamentamos; o benfiquista "sete a zero" perdeu a vontade, num "premonitório" poema anterior ao desaparecimento de Fehér; e acrescentámos (há já algum tempo) três blogues essenciais e verdadeiros serviços públicos: Almocreve das Petas, Blog sobre Kleist e Sous les pavés, la plage! Ide ler.



[mais logo, poremos os links para os referidos blogues]

Fevereiro 26, 2004

Justiça «casa pia»

Miguel Marujo

«Mais de dois anos depois de ter começado a levar para Guantanamo os suspeitos taliban e membros da Al-Qaeda capturados nos meses que se seguiram ao 11 de Setembro, o Pentágono anunciou as primeiras duas acusações entre os cerca de 660 detidos. Não foi avançado nenhum calendário para os julgamentos e há indicações de que o processo de pode arrastar.» [in Público]

Fevereiro 25, 2004

Marretadas neles

Miguel Marujo

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Eles fizeram um ano (parabéns!). É muito tempo - aqui, em qualquer lugar... Confesso (e vou levar marretadas por isso) que não são leitura diária. Mas eles têm graça. Em especial, o Animal - que, como bom animal de esquerda, é o mais divertido da companhia (nova marretada, agora à direita). Hoje, um outro blogue "parabenizou-os" com um blogue de parabéns. Nada de original (marretada nossa!): já aqui se tinha antecipado um aniversário e aqui se tinha felicitado o acontecimento.

Fevereiro 25, 2004

«El final del siglo veinte es un show de funerarias»(um tango para Woody Allen)

Miguel Marujo

«Woody Allen, quiero verte en Buenos Aires,

ruso piola y atorrante de Manhattan,

con tu cara de gilastro,

y tu corazón en llamas,

te veo por Corrientes palpitando

nostalgias que hacen mal, pero son lindas:

Buenos Aires, viejo Woody, es una mina

de la que ya never more escaparás.



Verás, che Woody Allen

tu biógrafo en porteño,

cuando Hugo del Carril de la pantalla se salía

por darle una alegría de amor a Doña Nadie

y el cielo era la vieja vigilando junto a Dios.



Verás a las mellizas

New York y Buenos Aires,

bellísimas y neuras como niñas inmortales,

cambiando amor por sexo y a los cafés por bancos,

bailar el tango al ritmo de tu rubio bandoneón.



Woody Allen, tengo ganas de abrazarte

contemplando que el final del siglo veinte

es un show de funerarias:

Chernobyl, El Golfo, El Sida.

Y, al fin, si es inmoral seguir con vida,

vení, que aquí están Groucho y Pepe Arias

y nos vamos a morir, pero de risa,

para dentro de dos siglos despertar.



Verás, che Woody Allen

tu biógrafo en porteño,

cuando Hugo del Carril de la pantalla se salía

por darle una alegría de amor a Doña Nadie

y el cielo era la vieja vigilando junto a Dios.



Verás a las mellizas

New York y Buenos Aires,

bellísimas y neuras como niñas inmortales,

cambiando amor por sexo y a los cafés por bancos,

bailar el tango al ritmo de tu rubio bandoneón.
»



Horacio Ferrer, «Woody Allen»

[um obrigado ao Primo pela referência]

Fevereiro 24, 2004

O Zeca que me tem cativo...

Miguel Marujo

... desde que me lembro, chegou-me pelos meus irmãos e pelo meu pai. Sem fervores demasiados, apenas a música pela música - e já é dizer tanto. Também me lembro dos dias da morte de Zeca Afonso. Andava pelo 9º ano e, na minha turma, o filho de um industrial-devidamente-PPD-PSD (não é uma mania santanista, na altura era mesmo assim) vociferava contra o músico-militante, ou, se calhar, só contra o militante, mas o músico levava por tabela. Por ser «comunista» (numa altura em que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno-almoço), gritava/insultava o B., em pleno balneário depois da aula de Educação Física. Saí em defesa de Zeca, citando um trecho de uma entrevista (ao Expresso?) em que ele admitia uma admiração por Jesus. A memória atraiçoa-me e o baú que guarda estas coisas deve estar perdido em Aveiro. Mas era aquilo que ele mais ou menos dizia. O outro, católico-suficientemente-devoto, não acreditava no que lhe contava. O mundo era a preto-e-branco, na cabeça formatada lá em casa. Há uns assim hoje em dia, mas - o pior - é que chegaram ao poleiro.