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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 13, 2004

E Deus?, perguntava-se na praia

Miguel Marujo

«Desconfio sistemática e prudentemente de tudo aquilo a que se possa chamar milagre. Mas acredito sem limites que a Deus tudo é possível.



Tenho-me como fazendo parte daqueles "felizes que não viram e acreditaram" (cf. Jo 20, 29) e vou pedindo ao Senhor que me livre de ser algum dos que são infelizes por não saberem muito bem o que viram.
»

[Obrigado (ainda) ao Rui. Pode ser que seja uma continuação de conversa sobre o catolicismo.]

Janeiro 13, 2004

As notícias não são milagres. Os jornalistas às vezes julgam-se profetas

Miguel Marujo

Escreve Rui Almeida: «Fala-se por aí de milagres, a propósito da utilização do termo em actos jornalísticos.

[Acho ridícula a mania (contrária ao rigor apregoado...) de os jornalistas usarem indiscriminadamente este tipo de metáforas, tal como acho ridículos os excessivos adjectivos.]
» Eu aplaudo. E olho em volto... à espera de um milagre mais terreno dado à responsabilidade do que fazemos.

Janeiro 13, 2004

(pausa para uma mensagem aos amigos)

Miguel Marujo

Aos leitores regulares ou menos regulares, àqueles que nos visitam pela primeira vez ou que julgaram tratar-se de um "bug" no computador... O que se segue é mesmo pessoal e (quase) intransmissível.

É para os meus amig@s: peço-vos que consultem o vosso e-mail e que corram directamente a ler a mensagem que vos deixei lá. Obrigado.



Actualização: o nosso amigo Asceta respondeu à letra. Toma!

Janeiro 13, 2004

O Governo do Queijo

Miguel Marujo

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Guterres sem maioria comeu um queijo limiano. Este Governo de virtudes públicas e muitos vícios privados come também muito queijo (de todo o tipo): Isaltino esqueceu-se de declarar uns trocos e umas contas na Suíça, Pedro Lynce esqueceu-se de que há regras de acesso ao Ensino Superior e Martins da Cruz esqueceu-se de ser solidário com o seu colega de executivo. Agora, é o ministro da Educação que se esqueceu de declarar uns euros ganhos na Câmara de Oeiras, em dois curtos meses para atingir o tempo da reforma antecipada. David Justino esqueceu-se. E de esquecimento em esquecimento, eles esquecem-se que, no tempo de Guterres, houve ministros que caíram por outros esquecimentos.

Janeiro 12, 2004

«As jogadas que o Mundo nunca esqueceu»

Miguel Marujo

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Lembro-me de um estoiro do meio da rua do Sócrates no Mundial de 82. Do Maradona a ultrapassar meia Inglaterra para marcar um golo antes de fazer outro, com a «mão de Deus». Lembro-me também de outra mão - a de Vata, em Marselha. E a (menos boa) do Abel Xavier em França. Lembro-me de um Bayer Leverkusen-Benfica que me deixou sem fôlego. Lembro-me de ser campeão no ano dos famosos sete a um. E lembro-me do João Pinto a comer a relva como nunca voltou a fazer no 6-3. Lembro-me do toque de calcanhar do Madjer em Viena e do voo de cabeça de Jardel em Milão. Lembro-me de ver um Benfica de reservas ganhar 8-2 ao Beira-Mar, na primeira vez que vi o Benfica ao vivo no "velhinho" Mário Duarte.


Foram estas as jogadas que me lembrei este fim-de-semana, depois de ver nas ruas uma publicidade do «Record». Hoje, depois de ler no Barnabé uma crítica "àquilo", lembrei-me também de dizer que o "cogumelo" atómico de Hiroxima não é uma jogada que o Mundo nunca esquecerá - nem é publicidade. É mau gosto. Da empresa de publicidade que desenhou imagem de tão mau gosto para o jornal «Record».

Janeiro 12, 2004

Aventurado mistério público

Miguel Marujo

Em tempos um senhor fazia gala de dispensar cinco minutos à leitura de jornais. Devia ter lido mais: não tinha acabado a comer bolo-rei de boca aberta. Hoje, o senhor procurador da República na Madeira, Orlando Ventura, garantiu não ter conhecimento de «quaisquer redes organizadas de pedofilia» na região. Ora, o senhor Orlando nunca deve ter ouvido falar em Edgar Silva, no Movimento do Apostolado das Crianças, nas denúncias de 1992 e 1997. Pior ainda: o senhor desventura nunca se passeou pelas ruas do centro do Funchal e nunca viu os "miúdos das caixinhas"... O jardim, afinal, tem ervas daninhas.

Janeiro 12, 2004

A coordenação do Governo ou mais uma vez o PSD a reboque do PP

Miguel Marujo

A direita na blogosfera vai certamente desmentir qualquer das hipóteses incluídas no título deste "post" - ou assobiar para o ar -, mas é significativo que Celeste Cardona diga hoje aquilo que Durão desmentiu sexta-feira. A ver vamos, quem ganha a guerra...



PS - O Bloguítica escreveu uma nota sobre os interesses do CDS-PP nesta matéria [ver "post" Liberdade de Imprensa II - 9/1/03].

Janeiro 12, 2004

Como podemos nós duvidar do Ministério Público?

Miguel Marujo

«Nem Bruno, nem os amigos, tiveram o apoio de que hoje dispõem as vítimas da Casa Pia - judicial ou médico. Rebentaram fogos partidários e algumas teorias da "cabala", mas o poder público não se interessou por eles. Só puderam, em 1999, exercer os seus direitos, designadamente pedir uma indemnização cível, graças à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e a uma sociedade de advogados - o Ministério Público negou-lhes ajuda.»



Excerto do dossier de hoje do Público [ver "post" anterior], reportagem iniciada já ontem no destaque, sobre a pedofilia na Madeira e os "miúdos das caixinhas".