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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 13, 2004

Por falar em queijos...

Miguel Marujo

Olá a todas e a todos!

Andei há uns tempos para mandar uma posta sobre a polémica proposta pelo Miguel Marujo em torno de se o ano passado foi bom ou mau. Acabei por não ter tempo para o fazer na altura certa e, depois, achei que já não valia a pena. Enfim, a derrota do Benfica ante o Sporting também não propiciou grandes elogios ao novo ano... Detesto quando o Benfica perde pontos nos confrontos com as equipas pequenas!

Bom, na verdade o ano passado, no plano pessoal, também foi bem positivo para as minhas bandas, mas a minha análise pretendi escapar ao egocentrismo e ser mais abrangente. Disse e mantenho que 2003 foi um ano mau para o mundo e para a humanidade. E, apesar do perclitante início para essa enorme fatia da população que se diz benfiquista, ainda mantenho a esperança de que 2004 seja um bocadinho melhor.

De qualquer forma, o que me traz aqui hoje são os queijos. Em primeiro lugar, porque gostei da ilustração que o Miguel postou (eu adoro queijo! todos os tipos de queijo!). E, depois, porque no Natal me ofereceram um calendário para 2004 baseado nos ensinamentos do Dr. Spencer Johnson, um médico norte-americano que ganha a vida a ajudar os outros a lidar com a mudança. Ora, precisamente, a sua obra mais conhecida chama-se Who Moved My Cheese?

Bom, a verdade é que nem sequer sei se a obra é boa ou não... limito-me a ler as citações que acompanham cada dia do ano no calendário que me ofereceram. Por exemplo, a citação de hoje é «Não posso mudar a direcção do vento, mas posso adaptar as velas para chegar sempre ao meu destino» e foi proferida por um tal de Jimmy Dean, artista e empresário.

Mas a mudança é um tema que me interessa. Em abstracto («todo o mundo é composto de mudança») e no concreto.

As notícias que nos são trazidas todos os dias pelos jornais, pelas revistas, pelas rádios e pelas televisões, as postas na blogosfera e sobretudo a nossa vida quotidiana, provam, à saciedade, que é preciso que algo mude... para que pelo menos alguma coisa não fique na mesma!

O processo da Casa Pia, a crise económica, a acção do Governo e muitas outras desgraças estão a conduzir-nos a um estado de degradação cívica que poucos julgavam atingível. E todos os dias o record é batido, todos os dias descemos mais baixo, todos os dias cavamos mais fundo!... Precisamos de mudança como de pão para a boca! Precisamos de sair do pântano que, afinal, o afastamento de Guterres não evitou.

Mas a verdade é que não basta dizer que isto está tudo mal e que é preciso mudar. O que é preciso é mudar mesmo! Revitalizar a cidadania!

Todos temos um papel a desempenhar e eu também quero dar o meu contributo.

Isto é uma ameaça: brevemente terão notícias minhas!

Espero poder contar convosco.

Janeiro 13, 2004

E Deus?, perguntava-se na praia

Miguel Marujo

«Desconfio sistemática e prudentemente de tudo aquilo a que se possa chamar milagre. Mas acredito sem limites que a Deus tudo é possível.



Tenho-me como fazendo parte daqueles "felizes que não viram e acreditaram" (cf. Jo 20, 29) e vou pedindo ao Senhor que me livre de ser algum dos que são infelizes por não saberem muito bem o que viram.
»

[Obrigado (ainda) ao Rui. Pode ser que seja uma continuação de conversa sobre o catolicismo.]

Janeiro 13, 2004

As notícias não são milagres. Os jornalistas às vezes julgam-se profetas

Miguel Marujo

Escreve Rui Almeida: «Fala-se por aí de milagres, a propósito da utilização do termo em actos jornalísticos.

[Acho ridícula a mania (contrária ao rigor apregoado...) de os jornalistas usarem indiscriminadamente este tipo de metáforas, tal como acho ridículos os excessivos adjectivos.]
» Eu aplaudo. E olho em volto... à espera de um milagre mais terreno dado à responsabilidade do que fazemos.

Janeiro 13, 2004

(pausa para uma mensagem aos amigos)

Miguel Marujo

Aos leitores regulares ou menos regulares, àqueles que nos visitam pela primeira vez ou que julgaram tratar-se de um "bug" no computador... O que se segue é mesmo pessoal e (quase) intransmissível.

É para os meus amig@s: peço-vos que consultem o vosso e-mail e que corram directamente a ler a mensagem que vos deixei lá. Obrigado.



Actualização: o nosso amigo Asceta respondeu à letra. Toma!

Janeiro 13, 2004

O Governo do Queijo

Miguel Marujo

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Guterres sem maioria comeu um queijo limiano. Este Governo de virtudes públicas e muitos vícios privados come também muito queijo (de todo o tipo): Isaltino esqueceu-se de declarar uns trocos e umas contas na Suíça, Pedro Lynce esqueceu-se de que há regras de acesso ao Ensino Superior e Martins da Cruz esqueceu-se de ser solidário com o seu colega de executivo. Agora, é o ministro da Educação que se esqueceu de declarar uns euros ganhos na Câmara de Oeiras, em dois curtos meses para atingir o tempo da reforma antecipada. David Justino esqueceu-se. E de esquecimento em esquecimento, eles esquecem-se que, no tempo de Guterres, houve ministros que caíram por outros esquecimentos.