Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Jornalistas «cooperantes de crimes»?

por Miguel Marujo, em 24.10.03
Sugiro algumas leituras para aquilo que o Jorge questiona, em «Crimes e cooperantes», sobre a violação do segredo de Justiça.



Por exemplo, o texto do Código Deontológico dos Jornalistas não se refere especificamente ao segredo de Justiça - ou à sua eventual violação. Mas deixa algumas pistas, especialmente nos pontos 6 e 7. [Por este Código ser pouco "conhecido" ou "praticado", mesmo entre a classe que se deve reger por ele, reproduzo alguns excertos (o texto completo está acessí­vel na página do Sindicato).]



«1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendí­veis no caso. [...] 2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais. [...] 6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas. 7. O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as ví­timas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor. [...] 9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indiví­duo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. [...]»



No mesmo dia em que o Jorge aqui questionava os jornalistas (que são dois, nesta tertúlia, ao contrário do que então escrevi - mil desculpas, JVA!), o Público de quarta-feira, na sua primeira página, fazia publicar um editorial de toda a Direcção em que pedia «Serenidade e equilíbrio» (não disponível na edição on-line). Como estou de férias, não imagino a reacção de outros jornalistas a este texto. Como noutras ocasiões há-de ter provocado reacções menos de concordância, mais (noutros meios) de grande discordância. Percebe-se: neste momento, é difícil não dar notí­cias sobre o processo Casa Pia, sem recorrer às "inevitáveis" fontes anónimas ou a fugas de informação de coisas que estão em segredo de Justiça. Acuso o "toque" do Jorge: será o "mensageiro" tão responsável pela fuga de informação como o "emissor" dessa "mensagem/fuga"?



Neste ponto, concordo com a Direcção do Público: «[...] Como jornalistas, não deixaremos de publicar o que entendermos ser de interesse público, independentemente de poder servir a estratégia de A ou B. Fá-lo-emos com as preocupações de contenção, frieza e equilíbrio que, neste momento, sentimos serem nossas responsabilidades acrescidas. Também seremos chamados a julgar, todos os dias, o que merece ser ou não publicado [...]».



É neste fio da navalha que se joga também a credibilidade dos jornais e dos órgãos de comunicação social. Mas, neste caso, acho que o fogo não deve ser apontado sobretudo à comunicação social. É desviar do alvo principal. Hoje, também no Público, Miguel Sousa Tavares apresenta-nos «algumas reflexões rigorosamente inúteis», que são tudo menos inúteis. E sobre um exemplo concreto de violação do segredo de justiça, questiona-se MST: «As alegações completas do Ministério Público no recurso da prisão preventiva de Paulo Pedroso, incluindo a transcrição integral das escutas, veio publicada esta semana como suplemento de 12 páginas no jornal "24 Horas". Repito: as alegações completas, com indicação de origem e tudo. Segredo de justiça? Lealdade processual? Presunção de inocência? Direito ao sigilo da correspondência de quem não é parte em processo nem suspeito? O que é isso? Repito o que disse há dias: a PIDE também escutava, mas, ao menos, não publicava as escutas.»

Autoria e outros dados (tags, etc)

Coisas do mundo outro

por Miguel Marujo, em 24.10.03
Pausa em tempo de férias, para mais uma "blogada" (e para ver se preparo algumas coisas atrasadas, como responder ao desafio do Jorge). Salto de blogue em blogue, procuro as referências diárias, descubro novos sítios, visito os amigos e caio apenas um pouco tarde num lugar onde já não ía há alguns dias. Cito na íntegra.



«Terça-feira, Outubro 21, 2003

El Pais

Uma das maiores vantagens de se trabalhar num jornal reside no facto de ser possível - e quase obrigatório, sempre que o outro trabalho o permite - ler uma data de jornais. Na edição de hoje do espanhol “El Pais” há dois textos que se não deviam perder por quase nada deste mundo. Uma crónica da Rosa Montero sobre a pobreza escondida de Madrid e uma reportagem do horror: a história de um grupo de emigrantes africanos mortos de sede e fome enquanto o barco fantasma que devia levá-los a Itália andava à deriva no Mediterrâneo. Quando deixaram de ter forças para lançar os cadáveres à água, os sobreviventes passaram a utilizá-los para se aquecerem e para se protegerem da chuva. É verdade: acontecem no nosso mundo coisas que parecem do outro.»



Destas coisas, quase ninguém se ocupa. Andam todos a escutar o telefone errado. Obrigado a Jorge Marmelo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Da morte (uma semana depois)

por Miguel Marujo, em 24.10.03
«Que tipo terá escolhido no momento da morte? Gostarias de te transportar até essa masmorra como uma Verónica e de lhe passar a toalha sobre o rosto, para gravares o rictus sincero do que vai morrer. É sincero esse rictus? Por acaso a cultura educou-nos por forma a escolhermos o rictus da morte, inclusive a última frase? Qual seria o grito de um ser humano sem cultura, perante a presença da morte? Um alarido, que é a linguagem mais sincera, o alarido ou, na sua falta, a tristeza biológica do resignado que abre as portas do corpo à morte a partir da melancolia paralisante, com os olhos interiores fechados perante o inevitável. A água da piscina contém-te as lágrimas, mergulhas como se renunciasses à realidade do dia e da terra e quando emerges ficou nas águas a tua angústia, como uma sujidade viscosa da alma e espera-te a verticalidade de um empregado que descobriu o ponto exacto da tua emersão.»



Manuel Vázquez Montalbán, Galíndez, ed. Caminho (1994).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Do meio do Atlântico, o Paulo Decq associou-se à Cibertúlia. A nossa comunidade estende-se agora à ilha de São Miguel. Já cá andam 18-dezoito-18 cibertúlicos (não parece, pois não?): em Aveiro, a Luísa Marujo, o Filipe Teles, "asceta", o Pedro Prí­ncipe, o Rui Viegas e o João Marujo; em Lisboa, a Ana Rita Varela, o Zé Manuel Salvado, o João Quirino, o Diogo Pinto, o João Borges, o Nuno Alves, o João Vasco Almeida, "primo galarza", e eu-me-myself-and-I. Em Coimbra, o "sir" José Saraiva e o Miguel Branco. No Algarve, a Cláudia Soares. No Porto, o Jorge Barreiros. Venham de lá essas postas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O melhor momento da TVI que eu perdi

por Miguel Marujo, em 23.10.03
O famoso diálogo de terça-feira, entre Miguel Sousa Tavares e Manuela Moura Guedes...

Actualização: Alertado pelo Terras do Nunca, cada vez mais um "clássico", dou com uma versão ainda mais corrosiva no Jornal de Notícias. Actualizo então o texto:



[...]

Miguel Sousa Tavares (MST) - Estava eu a dizer que o meu primeiro trabalho, quando saí da faculdade foi na Comissão de Extinção da Pide, onde tive ocasião de folhear muitos processos que a Pide tinha instruído aos antigos resistentes...

Manuela Moura Guedes (MMG) - Ó Miguel, por amor de Deus, não vais comparar o que agora vivemos com a Pide!

MST - Não vou comparar porque há uma diferença grande, é que as escutas da Pide não apareciam nos jornais e agora aparecem...

MMG - E tu pões uma comparação... É grave, muito grave

MST - Para dizer o seguinte, aprendi outra coisa...

MMG - Havia perseguições políticas...

MST (já em voz mais alterada) - Ó Manela eu ouço todas as semanas o prof. Marcelo Rebelo de Sousa, aqui, nunca o ouvi ser interrompido nem deixarem acabar o raciocínio...

MMG - Não, nunca estive com o prof. Marcelo ...

MST - Ora, eu não me importo de ser interrompido, de ser contraditado, mas importo se tu me impedes de acabar o raciocínio. Se me impedes, eu calo-me e passemos ao assunto seguinte.

MMG - Eu só te peço que não faças comparações com a Pide porque o que eu te perguntei é o comentário ...

MST - Mas tu não tens de me pedir nada, tens de ouvir a minha opinião.

MMG - Sobre a Pide...

MST - Sim, sobre a Pide. O que havia na Pide não eram apenas as actividades subversivas que o Governo pedia. Havia a vida familiar, sexual, extra-sexual, extra conjugal, as dívidas de jogo, havia tudo sobre as pessoas. Portanto, não há nada mais grave do que uma escuta telefónica e é por isso que a Constituição estabelece que o sigilo da correspondência privada é um princípio fundamental. Um juiz só pode decretar em último caso, tem de ser imediatamente apresentado ao juiz, tem que mandar apagar o que é irrelevante. E eu quero saber se isso aconteceu neste caso. E não pode, de maneira nenhuma, deixar que isso chegue aos jornais.

MMG - Tu achas que tudo isso é irrelevante.

MST - Eu não sei se é ou não, sei é que o julgamento não se faz aqui. Eu digo-te uma coisa. Se te puserem sobre escuta telefónica e se publicarem as tuas conversas no jornal tu não te vais reconhecer a ti própria ... E não vais conseguir explicar muitas das coisas que disseste.

MMG - Não percebo...

MST - Porque as pessoas quando falam normalmente, e quando falam com os amigos, falam de maneira completamente diferente. Por isso é que eu digo que isto só faz sentido... É evidente que eu percebo. É uma conclusão que eu tirei. O PS mexeu-se. Claro que se mexeu...

MMG - Não é mexer. São as pressões...

MST - Resta saber que pressões. Se o processo fosse abafado...

MMG - E achas isso normal...

MST - Não. Se fez essas, está errado, e está por demonstrar...

MMG - Está por demonstrar com estas escutas?

MST - Num Estado de Direito, os julgamentos fazem-se em tribunal porquê? Porque obedecem a um contraditório. Porque aparecem as escutas da acusação e a defesa tem o direito de se defender, e de explicá-las.

MMG - E o que é que nós temos assistido se não a explicações dos diversos dirigentes socialistas...Há uma fase, inclusivamente, que Ferro Rodrigues sabe que está sob escuta e de propósito faz uma adjectivação pouco simpática aos magistrados, aos juízes...

MST - Também eu faria. Não gosto que me escutem as conversas.

MMG - Já fizeste o teu comentário?

MST - O meu comentário é assim: eu acho que, infelizmente, e vou voltar a dizer isto (deve ser a quinta vez que digo na TVI), as deficiências da instrução são tamanhas, os incidentes laterais são tamanhos, que eu acho que o grosso dos implicados vai acabar de fora, com prejuízo de acabarem dentro, se calhar, alguns inocentes, e que jamais alguém neste país vai ter a certeza de que se chegou à verdade, seja ela qual for. Foi isso que eu acho que se conseguiu.



Todo o diálogo é de antologia. O texto completo - da sua presença na TVI - pode ser lido no Diário Económico. E rebate ponto por ponto muitas ideias feitas sobre o processo Casa Pia. A ler, obrigatoriamente, sobretudo para quem não viu...

Autoria e outros dados (tags, etc)

O país, lá fora

por Miguel Marujo, em 23.10.03




De Quino

Como as leituras de férias nos fazem pensar...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desafio estimulante

por Miguel Marujo, em 22.10.03
O que o Jorge escreve é muito estimulante. E merece-me (sou o único jornalista que aqui intervém) uma ponderação grande à qual não posso agora dedicar mais do que esta breve referência. Mais logo, ou se calhar amanhã, "postarei" aqui a minha "retaliação" amiga.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Crimes e cooperantes...

por Miguel Marujo, em 22.10.03
Nesta sequência de escutas divulgadas, lamentos gerais e assumpções de responsabilidades vazias, há uma questão que me assalta:

- quem colabora num roubo, também é considerado criminoso...

- é criminoso aquele que compra/vende um bem roubado - sabendo que o é...

- é delito assistir a um crime e não o tentar evitar ou sequer denunciar...



Então... porque carga de água e a que título, pode um jornalista ser cúmplice de um crime de revelação de segredo de justiça sem que nada aconteça?

Ou existirá um juízo moral distinto entre divulgar escutas telefónicas feitas por outros ou fazer as escutas e divulgá-las?

Certo. Em primeira linha os responsáveis são os que deixam transbordar a informação para fora do Ministerio Público (e aí o PGR já devia ter assumido as falhas... como disse ontem o Júdice), mas podemos ser todos cúmplices impunemente?

Quem é mais criminoso: o que rouba ou o que se aproveita do bem roubado para uso próprio? De acordo que o primeiro o é mais, mas ninguém deixa de atribuir responsabilidades ao segundo.



O que mais me espanta é que as nossas classes política e crítica achem perfeitamente normal que os nossos jornalistas ajam em conluio com a origem das referidas revelações... - ainda ninguém tentou saber como foram parar estas escutas às mãos dos meios de comunicação e em troca de quê! Será que têm medo de também eles serem colhidos por estas ondas de devassa?



Já sei que os jornalistas que intervêm na Cibertulia me vão cair em cima... mas ao menos não apelem a argumentos que não sejam a simples conquista de audiências e vendas... o que por si só não é de lamentar. Lamentável é que os jornalistas apelem constantemente à moral e bons princípios quando estão na linha da frente da sua violação!



Espero retaliações...



PS. Quando falo em jornalistas não me quero referir exclusivamente à classe, mas também a gestores de meios de comunicação.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Para não perder de vista o essencial

por Miguel Marujo, em 22.10.03
Dei por mim no primeiro dia de férias a deambular por livrarias (FNAC, Bertrand e uma obscura-sem-nome-visível enfiada nos corredores do Metro do Colégio Militar...) e constatei que nenhuma delas punha em destaque Manuel Vásquez Montalbán. É sórdido fazer negócio com a morte? Será, mas não neste caso. Aqui tratar-se-ia de homenagear esse grande escritor e que tem muitas obras publicadas em português. Então: porquê o esquecimento?

[Do Nobel, J.M. Coetzee, quase que podemos dizer o mesmo: apenas a FNAC dispensava um escaparate, plantado num corredor, aos seus livros. Em destaque estava o novíssimo de Margarida Rebelo Pinto.]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há Lodo no Cais.

por Miguel Marujo, em 22.10.03
Numa comunicação do Presidente à população somos alertados para não perder de vista o essencial. Não podia concordar mais com ele, e no meio desta novela mexicana que se tornou o Processo Casa Pia, género "Não perca o próximo episódio que nós também não", já há muito que perdi a pachorra. Apenas duas coisas se me apresentam interessantes e dignas de reterem a minha atenção nos media, se alguma vez lá chegarem:

1. Houve ou não abuso a menores na Casa Pia? Quem Abusou?

2. Quem violou o segredo de Justiça?



Primeiro é uma preocupação clara pelas verdadeiras vitimas neste processo: as crianças (Lembram-se?).

Segundo porque considero muito grave a divulgação de escutas telefónicas, seja lá qual fôr o seu conteudo.

Tirando estas questões tudo o resto parece-me uma açorda (detesto açordas) ao melhor estilo do "Anjo Selvagem": quando tudo parece acabar eles lançam mais uma temporada de polémicas para sustentar o enredo.



Tudo o resto apenas serve para deteriorar, mais uma vez, a confiança que temos nos responsáveis politicos deste pais (Esquerdas, Direitas e Centros). Mas isso nem é uma novidade assim tão grande se atentarmos nos niveis de abstenção que aumentam a cada sufrágio.

Ao melhor estilo do Octávio, "Vocês sabem do que é que eu estou a falar!", apetece-me lembrar enigmaticamente: Por muito menos já anteriormente houve demissões.



(Hoje de manhã não encontrei estacionamento e portantos não estou muito tolerante! Isto sim, estacionamentos, é que é importante!!!)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vocês fizeram os dias assim...

por Miguel Marujo, em 22.10.03




In Público

Autoria e outros dados (tags, etc)

Crimes e cooperantes...

por Miguel Marujo, em 22.10.03
...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dislates e Palavrões

por Miguel Marujo, em 21.10.03
De há muito conhecido, assumido como exemplo da excepção do sistema democrático, o erro tem nome - Alberto João - tudo nele me cria repulsa, e enquanto não tivermos um sistema Anti vírus que funcione em ambiente democrático ele vai continuar a existir. O fenómeno parece estar a alargar à ala esquerda do parlamento, (PS) e encontramos hoje uma Ana Gomes ao melhor nível de Alberto João, dispara ao nível do mesmo, sem nexo, para todos os lados, e mais grave para cima, um dia destes ainda se magoa.

Quanto ao famigerado caso da pedofilia, parece-me que é necessário vivermos em algum silêncio , sem serem minados os caminhos que a investigação tem de precorrer.

Não podemos estar reféns de ruído comunicacional, fogueiras públicas, o acto de privar alguém da liberdade ser número de circo, o acto de devolver alguém à liberdade ainda sem decisões transitadas em julgado, ser motivo de aclamação héroica em sede de soberania nacional, baralha mais do que esclarece.

Se calhar todos receiam o mesmo - o real conhecimento dos factos.

As conspirações de café são salutares, quando estas passam a ser primeira página de jornais assusta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Palavrões

por Miguel Marujo, em 21.10.03
Há quem tenha memória e não coma muito queijo. Quem hoje se incomoda com as afirmações de Ferro, nunca deve ter estremecido a ouvir os dislates alcoolizados de Alberto João. Obrigado pela lembrança, JPH!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eça é que essa!

por Miguel Marujo, em 21.10.03
Atrevi-me a questionar o tom odioso de um escriba da blogosfera portuguesa, sobre todos aqueles que ousem questionar o processo Casa Pia (quer-se dizer: o sô dótor juiz e a excelsa equipa do Ministério Público).

Esse escriba desanca a Clara Ferreira Alves, por causa do texto que publiquei aqui em baixo. Entre muitas verdades e certezas (entre as quais a inevitável frase sobre "Ela": «Não me apetece viver sob uma Santa Inquisição do "politica" ou "socialmente" correcto ou porque o tema A ou B seja tabú»), no e-mail de resposta deixa-me alguns conselhos: «Leia na última Visão o que diz o Miguel Carvalho, Arranje uma gravação das declarações da Constança ontem à TVI, leia muito Eça e Ramalho e sobretudo leia as Memorias do Cardeal de Retz...».

Não me atreverei de futuro a questionar tão venerável escriba sobre a Casa Pia. Mas sei que, a partir de hoje, é política e socialmente correcto defender o Estado de Direito. E de Paul de Gondi, cardeal de Retz, apraz-me lembrar que «Nada persuade tanto as pessoas de pouco juízo como o que elas não entendem».



A despropósito: deixo as boas-vindas ao João Borges, agora que descubro termos perdido de vez a possibilidade de "contratarmos" a Vírgula que nos acompanhou na primeira versão da Cibertúlia, respondendo então por Margarida Ferra, minha sucessora-bem-sucedida num projecto que procurou ser diferente, a Juvenilia.

Autoria e outros dados (tags, etc)





Seguir

foto do autor


Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2003
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D


Links

KO! [EM DESTAQUE]

  •  
  • OS QUE LINKAM A...

  •  
  • MUITO CÁ DE TODOS OS DIAS

  •  
  • CÁ DA CASA TUDO PARADO

  •  
  • MUITO CÁ DO PRÉDIO

  •  
  • MUITO CÁ DO BAIRRO

  •  
  • ESPECIALISTAS [CINEMÚSICA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [COMUNICAÇÃO]

  •  
  • ESPECIALISTAS [ESCRITA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [HISTÓRIA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [FOTOGRAFIA+ILUSTRAÇÃO]

  •  
  • ESPECIALISTAS [IGREJA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [HUMOR]

  •  
  • ESPECIALISTAS [SABERES]

  •  
  • PARA DESCOBRIR

  •  
  • FORA DOS BLOGUES