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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Outubro 08, 2003

Pausa - para um agradecimento

Miguel Marujo

«A HISTÓRIA NUNCA PODE SER TRAVADA

A Cibertúlia é um espaço que prova que só se pode ser cristão a sério olhando para o mundo que nos rodeia com verdadeiro sentido crítico, mesmo correndo o risco de não dizer sempre o mais agradável ou previsível.

Creio que a fé se manifesta no silêncio e na rebeldia. Juntos e, necessariamente, sem medida.




Por mim, pela Cibertúlia, agradeço publicamente ao Rui Almeida estas palavras. De um amigo, que conheci aqui.

Outubro 08, 2003

Só mais esta

Miguel Marujo

Peço licença a Joel Neto e cito-o na íntegra:



«Prisão preventiva



Na Suécia, o Ministério Público teve de fazer um pedido especial de quinze para deduzir a acusação ao (primeiro) alegado assassino da ministra dos Negócios Estrangeiros. Ao fim de uma semana, o sistema disse: ou há acusação ou o cidadão tem de ser libertado. A Suécia é um país onde dois governantes foram assassinados nos últimos 20 anos e onde as câmaras do centro comercial em que Anna Lindh foi morta estavam desligadas na altura. Mas é também um país que percebe os limites da prisão preventiva.

Paulo Pedroso, solto hoje, já devia ter sido solto há mais tempo. De todos os seis arguidos detidos preventivamente, apenas Carlos Silvino tem acusação deduzida - só ele poderia estar ainda preso. Quanto aos restantes, e no que diz respeito ao sistema, duas coisas deveriam acontecer: que fossem de facto culpados (será grave de mais se algum deles for inocente); e que fossem libertados de imediato, até que lhes fosse formada a culpa (esta prisão preventiva é terceiro-mundista).

Sim, há crise da Justiça em Portugal. E essa não é uma constatação de esquerda nem de direita, não é pró-PS nem pró-Paulo Portas, não é securitária nem libertária - é uma questão de Direito. Uma questão de desprespeito do Direito, isto é.
»

Outubro 08, 2003

Fez-se justiça!

Miguel Marujo

É verdade, fez-se justiça. Não porque Paulo Pedroso tenha sido libertado, mas sim porque estava preso sem conhecer os fundamentos dessa medida. Agora, sim: pode fazer-se justiça, nos locais adequados - nos tribunais, e não na praça pública.

Outubro 08, 2003

Um "post" à Eduardo Prado Coelho

Miguel Marujo

Podia-se temer que a mais recente telenovela da Globo, exibida na SIC, tivesse um ar levemente oficioso. Afinal de contas, sempre é uma novela da maior embaixadora da Cultura do Brasil que está em exibição. Mas esse risco desvaneceu-se por completo desde a primeira entrada em cena. Eu sei que alguns consideram que eu ver e analisar telenovelas é uma extravagância. Mas arrisco. Ajudam-me a perscrutar sinais, como aquele que nos transmite um mil-folhas comido por Manuel Maria Carrilho em vésperas de demissão (nada que se compare com esta nova mentalidade durí­stica que prolonga as remodelações fazendo perigar a qualidade dos bolos e azedando as necessidades da sua equipa).



Donde ser fácil admitir que vejo «Mulheres Apaixonadas». Os seus episódios são calorosos, entusiásticos, desburocratizados, marcados por uma certa obsessão da identidade sul-americana, mas também abertos ao mundo e à modernidade. E podemos ainda ser sensí­veis à forma progressista de incorporar essa energia vital. Afinal está lá tudo: cancro da mama, aborto, violência doméstica, violência nas ruas, uso de armas, homossexualidade (lésbicas, malgré tout), conflito de gerações e relações entre maiores-menores... Todo um programa, como diria Pacheco Pereira. Abruptamente, em frente de uma bola de creme.



[Texto inspirado na crónica de hoje de EPC no Público.]

Outubro 08, 2003

Viva a República!

Miguel Marujo

Um prí­ncipe holandês quer casar com uma senhora que, para além de ser do povo, parece que - antes de se meter em "namoros reais" - andou enrolada com outros homens e, entre estes, um que não seria uma companhia muito recomendável (parece que o rapaz é suspeito de tráfico de droga e assassí­nio).

Perante estes "factos", noticia ontem o Público (a notí­cia não está "online"), a jovem da plebe defendeu-se dizendo que só tinha dormido no iate do tipo, sem manter relações com o dito. Entretanto, o Parlamento holandês vai discutir se o jovem prí­ncipe deve casar ou não...



Os dois nubentes não se pronunciaram sobre se eles querem casar ou não.