Última "posta" antes de sair, por me sentir obrigado a "postá-la":
JPP escreve: "Fiz uma comparação entre o cinema francês e o americano, pouco abonatória para o cinema francês."
Recomendam-lhe: "Alguns autores de outros blogues censuraram-me a nota e chamaram-me a atenção para determinadas filmes que eu não tinha visto."
Engole em seco: "Eu enfiei, como se costuma dizer, a viola no saco, e prometi voltar ao assunto depois de os ver."
E, agora, depois de "Fiel a uma promessa que fiz nos primeiros momentos do Abrupto, comprei uma série de DVDs de filmes franceses, que tenho vindo a ver ao acaso do tempo."
Acaba por, aparentemente, ficar com a mesma opinião... como não podia deixar de ser...
Aqui deixo o meu voto no cinema francês! E proponho uma campanha: Vamos ajudar JPP a descobri-lo!
Antes de também eu ir a banhos uma semana, deixo-vos esta imagem. Não pretende ser um chamariz fácil, um piscar de olhos a outros blogues. É apenas um outro debate possível sobre a cultura. A legenda da foto é esta: «A undated handout photo of Brazilian singer and actress Petra Gil, 29, daughter of the Brazilian Culture Minister Gilberto Gil, posing nude in the cover photo of her latest CD disc "Pret-a-porter", that will be launched this month. Petra weighs 70 kilos and is 1.60 m tall».
Eis, então, a filha de Gilberto Gil, na capa do seu último álbum. Música sem preconceitos.
A Administração Bush prepara-se para fazer aprovar uma lei que permitirá a milhares de centrais eléctricas, refinarias de petróleo e outras unidades industriais antiquadas aumentar a sua capacidade produtiva sem ter de instalar novos mecanismos anti-poluição, isentando-os, na prática, de cumprirem o estabelecido no "Clean Air Act", o que lhes poupará, está bom de ver, milhões de dólares.
Mas o problema não é só esse. O problema é que estes senhores vão continuar (e mesmo aumentar) a emitir centenas de milhares de toneladas de poluentes para a atmosfera!
Se tudo correr bem para a Administração Bush e para estes industriais, a lei será publicada já na próxima semana, sem direito a discussão pública.
O Procurador do Estado de Nova Iorque já informou que dará início a um processo judicial de contestação da nova lei, mal ela entre em vigor, mas a verdade é que os malefícios não afectarão apenas o Estado de NY. Todo o Mundo será afectado por mais esta decisão da Administração Bush.
Para quem não percebeu, a moral da história é que há muitos tipos de terrorismo e muitos inimigos do mundo civilizado!
Antes de mais nada, aproveito para agradecer os comentários elogiosos feitos pelo Miguel e pelo Filipe às minhas últimas postas. Não sendo esse o objectivo delas, não deixa de ser simpático vê-las serem alvos da admiração de outros. Espero não vir nunca a desiludir-vos, mas sei que vai acontecer!
Ontem, compromissos profissionais levaram-me a duas cidades que visitamos menos do que devíamos: Sertã e Lousã. Não importa agora explicar o que lá fui fazer, o que, aliás, seria demasiado aborrecido. A questão é que estes compromissos me levaram a percorrer estradas muito diferentes das habituais auto-estradas e ipês que normalmente cruzo a alta velocidade.
Fui primeiro à Sertã. Até Tomar, a estrada não merece grandes comentários. Mas, depois, vamos por ali fora, passando por Ferreira do Zêzere e por Cernache do Bonjardim, terra do Condestável. Dali à Sertã, sede do concelho, é um saltinho. Fiz o que tinha a fazer, passeei como, costumo fazer sempre que tenho a oportunidade de visitar cidades exteriores aos meus circuitos quotidianos, e segui viagem.
Dali, como já disse, ia para a Lousã. Entre ã e ã, passei por outra terra esquecida do meu dia-a-dia: Castanheira de Pera. Ziguezagueada a serra, lá cheguei ao meu destino. Estacionei à sombra, almocei, passeei mais um pouco, fiz o que tinha a fazer e fiz-me ao caminho de regresso à capital.
Como tinha ouvido falar das longas filas de trânsito devidas às obras na A1, resolvi continuar por estradas secundárias. Direcção a Miranda do Corvo, passando perto de Penela, de Ansião e de Alvaiázere, até chegar novamente a Tomar e, daí, num instante, ao IP6, agora rebaptizado A23.
Onde é que eu quero chegar com esta descrição? Não sei bem... Mas sei que me fez impressão passar por estas terras, que sabemos existir, mas que não sabemos bem onde ficam, nem nunca lá fomos. Mora lá gente. Mesmo! Não sei o que fazem no seu dia-a-dia, se têm blogues, se trabalham em escritórios... não sei nada.
Sei que lhes ardeu a paisagem e que, mesmo que eu não me lembre deles todos os dias, são portugueses como nós. Cidadãos como nós.
E, ao pensar nisso, lembrei-me que Portugal é enorme!
Enquanto aguardo pelas análises (sempre lúcidas) do Diogo - das bolas de campo aos campos de bombas - aposto mais este blogue em casa própria. O Beira-Mar, ele mesmo, o clube auri-negro (sempre gostei de dizer este "palavrão"), é objecto de debate e postagem. Basta ir por aqui - que eles agradecem contributos!
O fim que se anunciou é o de Guerra e Pás. Não da Cibertúlia, claro. Que, aliás, se delicia em intervalos (às vezes forçados) a navegar sem porto certo pelos mares da blogosfera - ao acaso, clicando de link em link, lendo as coisas mais incríveis ou pousando os olhos em coisas "apenas" bonitas. Rendo-me em momentos diferentes ao nosso Filipe, tornado asceta, ou a Ana Sá Lopes, "cronista pública" - aqui já referenciada como Cristiano Ronaldo dos blogues -, que mostra aquilo que todos escondemos: que isto do mundo "blogger" tem que se lhe diga!
E é bom descobrir que há outros que escrevem aquilo que pensamos ou que gostávamos de ter dito. Ou aqueles que nos irritam e que insultamos sem elevar a voz. E quedamo-nos em silêncio. Até ao fim. Sem fim.
Fomos várias vezes à guerra - e outras vezes sublinhamos a paz. O Guerra e Pás anunciou hoje o seu fim. Tenho pena. Mesmo quando discordava dele, a pena de Pedro Boucherie Mendes fazia-nos pensar.
Coreia do Norte. O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, quer que os possíveis candidatos à sua sucessão se reúnam e indiquem quem deverá ser o sucessor. «Se os delfins chegassem a um acordo, se se sentassem à mesa e indicassem o que queriam, o assunto ficava resolvido», vaticina Alberto João Jardim.
Ministro da Propaganda. A Central de Compras anunciada pelo ministro Paulo Portas para a Defesa não é um exclusivo do seu Ministério, mas resulta de uma determinação aprovada pelo Conselho de Ministros, que é dirigida a todo o Governo e mesmo ao Presidente da República.