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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 21, 2013

Cisma grisalho na rua: “Troika é uma merda”

Miguel Marujo

[a ditadura do espaço - entenda-se: o espaço finito no papel impossibilita muitas vezes que os textos possam sair como os escrevemos originalmente, o que não acontece na imensidão da net - ditou que a minha reportagem de ontem, nos jardins em frente do Palácio de Belém, numa ação de protesto durante o Conselho de Estado, se resumisse hoje no DN a um parágrafo longo; recupero aqui o texto original, como já outras vezes o fiz.]

 

 

O cisma grisalho já está na rua. Paulo Portas, que o temia há 15 dias, está em Caracas e não o viu ontem às portas do Palácio de Belém. Como não o viram o Presidente da República e os 19 conselheiros, mantidos à distância de uma avenida atravessada por carros e autocarros e carrinhas da polícia e um gradeamento que colocava a ação de protesto do movimento “Que se lixe a troika!” a meio do jardim da Praça Afonso de Albuquerque.
São mais os velhos que se juntam aos protestos - como também neste, convocado na página de facebook do movimento, que já a 2 de março tinha visto a sua manifestação em 40 cidades portuguesas com muitos pensionistas e reformados. “Um governo que não respeita os seus velhos não é digno do respeito da sociedade”, resumia um cartaz da APRE! - Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados. “Está-se a pôr em causa a sustentabilidade demográfica”, completava ao DN Nuno Ramos de Almeida, do movimento “Que se lixe a troika!”, recuperando o número dos que emigraram, sobretudo jovens – “e muitos também iam às manifestações”.
O propósito desta “ação de pessoas” – escassas centenas, que foram crescendo no final da tarde –  passou por “não deixar passar em claro a reunião do Conselho de Estado”,  disse o responsável. Que sublinharia que “não há nenhum cenário pós-troika”, o tema da reunião, “que não passe por eleições”. Os manifestantes repetiam a ideia: “Está na hora do governo ir embora.” A alternativa política tem de existir, insistiu Ramos de Almeida, porque “na terra já todos perceberam que a troika é uma merda” porque o Governo “não cumpre nenhuma previsão nem estimativa”.
Pelos jardins em frente ao palácio passaram representantes do PCP e do Bloco de Esquerda alinhados no pedido de demissão do Governo. Já o movimento recolheu assinaturas para uma “moção de censura popular” ao executivo, a entregar a Cavaco Silva e ao Parlamento. E publicitaram a manifestação internacional de 1 de junho, que em Lisboa passará à porta do FMI.

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