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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Março 31, 2013

compassos

Miguel Marujo

Não há compasso na cidade - temo bem que muitos nem saibam o que isso é -, a cruz a ir de porta em porta, e são cada vez menos as portas abertas. Flores e folhas à entrada para acolher o compasso, mesmo que a chuva copiosa torne os passos mais lentos. Depois a saudação, o folar, a oferenda. A Páscoa também é isto. Longe da aldeia, na cidade a trabalhar, sinto falta do folar com pito, dos breves reencontros, do sino pequeno que anuncia a chegada da cruz. E do meu Pai que há um ano pegava nela, para a levar a cada um de nós.