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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Agosto 22, 2003

Sexta-feira

Miguel Marujo

Antes de mais nada, aproveito para agradecer os comentários elogiosos feitos pelo Miguel e pelo Filipe às minhas últimas postas. Não sendo esse o objectivo delas, não deixa de ser simpático vê-las serem alvos da admiração de outros. Espero não vir nunca a desiludir-vos, mas sei que vai acontecer!



Ontem, compromissos profissionais levaram-me a duas cidades que visitamos menos do que devíamos: Sertã e Lousã. Não importa agora explicar o que lá fui fazer, o que, aliás, seria demasiado aborrecido. A questão é que estes compromissos me levaram a percorrer estradas muito diferentes das habituais auto-estradas e ipês que normalmente cruzo a alta velocidade.



Fui primeiro à Sertã. Até Tomar, a estrada não merece grandes comentários. Mas, depois, vamos por ali fora, passando por Ferreira do Zêzere e por Cernache do Bonjardim, terra do Condestável. Dali à Sertã, sede do concelho, é um saltinho. Fiz o que tinha a fazer, passeei como, costumo fazer sempre que tenho a oportunidade de visitar cidades exteriores aos meus circuitos quotidianos, e segui viagem.



Dali, como já disse, ia para a Lousã. Entre ã e ã, passei por outra terra esquecida do meu dia-a-dia: Castanheira de Pera. Ziguezagueada a serra, lá cheguei ao meu destino. Estacionei à sombra, almocei, passeei mais um pouco, fiz o que tinha a fazer e fiz-me ao caminho de regresso à capital.



Como tinha ouvido falar das longas filas de trânsito devidas às obras na A1, resolvi continuar por estradas secundárias. Direcção a Miranda do Corvo, passando perto de Penela, de Ansião e de Alvaiázere, até chegar novamente a Tomar e, daí, num instante, ao IP6, agora rebaptizado A23.



Onde é que eu quero chegar com esta descrição? Não sei bem... Mas sei que me fez impressão passar por estas terras, que sabemos existir, mas que não sabemos bem onde ficam, nem nunca lá fomos. Mora lá gente. Mesmo! Não sei o que fazem no seu dia-a-dia, se têm blogues, se trabalham em escritórios... não sei nada.



Sei que lhes ardeu a paisagem e que, mesmo que eu não me lembre deles todos os dias, são portugueses como nós. Cidadãos como nós.



E, ao pensar nisso, lembrei-me que Portugal é enorme!

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