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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Dezembro 30, 2010

Diz-se

Miguel Marujo

Alegre saiu triste do debate. É um facto. Calou-se e calou o que não devia. Mas quem sai triste é o país, com Cavaco de novo por lá. Mas é bom que ele fique: para Portugal ver quem é também responsável pelo estado a que isto chegou. O país alimentado no crédito e nos fundos perdidos que hoje se perde no défice e no desemprego. Também por isto, é obsceno ouvir de Cavaco dizer-se preocupado com o desemprego ou defensor do estado social.

2 comentários

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    Miguel Marujo

    30.12.10

    Mr. Brown, não deve ter vivido certamente no país de 1985-1995, em que Cavaco apostava nas auto-estradas (hoje vilipendiadas pelo PSD e Cavaco) e matava o caminho-de-ferro, em que os fundos europeus que jorravam todos os dias para jipes e campos de monoculturas que mataram a agricultura, a pesca que ficou atolada nos portos desmantelados, no ensino superior que passou a ser dependente de propinas criadas e alimentadas por Cavaco-Ferreira Leite, desresponsabilizando e desobrigando o Estado, do ensino pré-escolar que era inexistente, nos episódios caricatos e tristes do "feriado" de Carnaval, das portagens na ponte, das bastonadas nos estudantes, dos polícias secos e molhados, do bolo-rei. No fundo, dez anos perdidos - porque nunca entrou tanto dinheiro no país e o país manteve o atraso atávico no essencial: a educação e a formação e a investigação (ligeiramente recuperado, veja lá, no consulado de Sócrate).

    O Estado social cavaquista é anedota brownística. Por mim, dispenso propaganda. Falo de factos.
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