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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Novembro 24, 2010

A greve

Miguel Marujo

A greve é um exercício fundamental para qualquer sociedade. Diziam-me há dias que, sendo de esquerda, devia fazer. Ripostei - e mantenho - que, à direita, se o orçamento é tão mau a greve também é um acto consequente (give me a break: Passos Coelho que deu a mão a estas medidas draconianas e sonhava com mais cortes, compreende, mas não pode fazer greve). Adiante: a consequência será maior quanto maior for o número de serviços (mais até do que pessoas) a pararem.

Independentemente dos custos da greve, vejo pela primeira vez gente a fazer, que tinha dado ainda um último voto ao PS, que acreditava num projecto que não fosse mais do mesmo, e que não se dedicasse a dar cabo das valências sociais do Estado, a levar pela mão os grandes gestores, triturando ainda mais o funcionário público (óptimo bode expiatório) ou quem paga honestamente impostos sem poder escapar. Aderir a uma greve, ainda assim, sobretudo no sector privado, é mais complicado do que nos querem fazer crer. Por isso, apesar de entender e compreender muitos também não a farão. E não é ter medo, como simplisticamente se diz. É um futuro negro que se desenha e que não ajuda a perceber os caminhos ínvios por onde se mexem muitas empresas privadas. Até nisto, este Governo e esta democracia têm falhado. Este blogue faz greve (mesmo que não se confunda o blogue com a vida do autor). Greve de palavras. Porque é preciso resistir. E defender outra política, uma nova economia.

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