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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Setembro 29, 2010

Perguntas para bingo

Miguel Marujo

 

O Governo anunciou cortes nos salários da função pública. Uma vergonha vinda de um governo socialista (como a de Zapatero, ou a do governo grego). Sim, já sei que a direita há muito que o pedia e que os "economistas" do costume nos dirão que tem de ser. Mas o que teria de ser era acabar com a pouca vergonha de desmandos na administração pública:

- quer o Governo acabar com as mordomias dos gabinetes políticos?

- quer o Governo retirar carros a administradores e directores de empresas públicas (eles têm os seus, certo?, podem ir para o trabalho nos seus, como todos os portugueses, certo?)?

- quer o Governo taxar os bancos como cobra às outras empresas e taxar as mais-valias em 23 por cento (tendo como referência o IVA)?

- quer o Governo acabar com salários obscenos nas empresas (que envergonhadamente dizem não ser) estatais, como a EDP, PT e Galp, por exemplo?,

- quer o Estado, através das câmaras municipais, acabar com as empresas municipais, que têm mais de dois mil administradores?

- quer o Governo anunciar uma redução dos salários dos seus membros em 35 por cento e estabelecer mais reduções no caso de falharem os objectivos?

- quer o Governo explicar porque todas as medidas draconianas anunciadas desde 2002, para reduzir o défice, resultaram em nada?

- quer o Governo (e o CDS-PP) explicar porque pagamos milhões em submarinos?

- quer o Governo dizer-nos se, depois disto tudo, se acaba de vez o garrote em que vivemos, ou vamos continuar a ouvir Teixeira dos Santos, Sócrates (e Passos) voltarem a anunciar mais medidas para cobrar aos portugueses?

2 comentários

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    José Rui Almeida

    30.09.10

    Entendo que em termos de equilíbrio das Finanças Públicas é mais fácil, e parece ser mais conveniente, aumentar as receitas por via dos impostos. Mas essa facilidade e ou conveniência não é sustentável porque com essas medidas imediatas pois está-se, a prazo, a contribuir para a ineficiência da economia. É muito importante não esquecer a falta de eficiência do poder político e da administração pública central e local. Há várias sobreposições no exercício do poder politico e da administração pública. Para um mesmo domínio de interesse público há um poder local (duplicado) e um poder central directo e ou descentralizado, e também existe um poder da União Europeia. Depois de várias repetições do exercício das mesmas funções de interesse público, há conflitos que provocam ineficiência e muitas das vezes, leva à ineficácia. No exercício destes poderes há várias pessoas que lhe estão afectas (funcionários públicos e políticos) que não ocupação bem definida e útil para o desenvolvimento das actividades de serviço público. Com isto, pretende-se dizer que há muita gente (algumas pagas muito acima da média) que trabalham para tarefas repetidas e outras sem utilidade.
    A acrescer a isto, há serviços de interesse público desenvolvidos por privados, onde os mesmos estão repetidos em relação à Administração Pública (também local). Em conclusão, estamos num país do faz de conta, há uma realidade virtual que se torna difícil reduzir. Há um sem número de interesses individuais que se torna quase impossível alterar.
    As medidas que tomaram só funcionarão no curto prazo. O modelo de Estado e sua Administração para o chamado "interesse público" continua a necessitar crescentemente de financiamento. A economia interna não tem capacidade de gerar receita para as necessidades crescentes do Estado (como o temos organizado). PARA FINALIZAR, A CORROSÃO (RECEITA POR IMPOSTOS) SÓ VAI ATÉ AO LIMITE DO FERRO (ECONOMIA). NÃO ESQUECER QUE O FERRO ESTÁ QUASE NO FIM.
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