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24, ponto final.

por Miguel Marujo, em 02.07.10

sensacionalismo

s. m.

1. Carácter ou qualidade de sensacional.

2. Divulgação de notícias exageradas ou que causem sensação.

3. Filos. Doutrina ou teoria em que todas as ideias são derivadas unicamente da sensação ou das percepções dos sentidos.

sensacionalista

adj. 2 gén.

adj. 2 gén.

1. Em que há sensacionalismo ou escândalo; espectacular.

2. Relativo à doutrina do sensacionalismo.

s. 2 gén.

3. Pessoa que visa causar sensação.

4. Adepto da doutrina do sensacionalismo.

 

Trago aqui estas definições, propositadamente. Esta semana fechou o 24horas, jornal onde trabalhei 1142 dias - desde Maio de 2007 (depois de 9 meses no desemprego). Muitos que aqui passam sabiam-no, nunca o escondi. Nos dias em que a notícia saiu noutros locais, blogosfera incluída, foi penoso ler os comentários, não porque me afectassem pessoalmente - tenho 1142 dias de consciência tranquila -, mas por revelarem uma ignorância enorme sobre o conteúdo e o trabalho do jornal.

 

Tomada a capa, de um jornal assumidamente popular, pelo todo, muitas pessoas que nunca terão lido uma linha do jornal, que nunca gastaram um euro que fosse, apelidaram-no de pasquim, and so on, e desqualificavam o trabalho dos seus jornalistas. Li, em comentários desbragados na edição online do Público, muitas aspas quando se referiam aos profissionais do 24. Não vou aqui procurar desmontar algum argumentário sobre a linha editorial dos diferentes jornais, mas trouxe duas definições do Priberam, que remetem (apesar de algum simplismo) para aquilo que o tablóide costuma ser, cá ou nos EUA ou no Reino Unido (sublinhe-se: é no mundo dito mui civilizado anglo-saxónico que nasce este jornalismo): que causem sensação, em que há escândalo... Nada disto me parece falso ou desonesto, premissas que li nos comentários cibernéticos.

 

Há um ano, acompanhei para o Diário de Notícias e 24horas a campanha das eleições europeias: não havia na minha escrita distinções relevantes de um e outro jornal, eventualmente o gancho da notícia, a história curiosa ou mais folclórica interessava mais ao 24 que ao DN, mas não senti que a referência de um fosse reverência para mim vindo de um pasquim: o tratamento da notícia era isento, sério, factual. Tudo o que se pedia  (pede) a um jornal, qualquer que seja.

 

Ao longo dos últimos anos, a intromissão de um determinado tipo de informação sobre as namoradas de Ronaldo, os desamores da Angelina e Brad ou as namoradas do agora muito católico-adepto-do-casamento Santana Lopes foram ganhando espaço noticioso. A culpa não é apenas de jornais como o 24, ou revistas ditas cor-de-rosa. A culpa é de leitores (muitos) que procuram esta informação, que a comentam avidamente (a blogosfera por onde se criticou o 24 é useira em alimentar-se também dessa mesma informação).

 

Neste campo, a hipocrisia de algum dito jornalismo de referência é desmascarada continuamente: foi o Expresso que noticiou em primeira página o namoro do primeiro-ministro com uma jornalista; o Público tem uma página de fofocas e rumores (como o 24 tinha) de actores, actrizes e gente do espectáculo - chama-se "P(essoas)", mas para não-parecer-muito-24 raramente dá notícias sobre portugueses e limita a coscuvilhice ao estrangeiro (coisa fina) ou a citar de vez em quando o... 24; o Público fez capa da revista com o casamento da princesa sueca...

 

A outra hipocrisia é atribuir ao 24 - e a este tipo de jornalismo - a mentira, a falsidade: em tempos uma jornalista do Público desdenhava da possível tentativa de o 24 melhorar o seu jornalismo, como prometia à conta de uma remodelação o seu então director. Escuso de lembrar a vergonha da manchete do Público, sobre as escutas (que nunca existiram) ao Palácio de Belém. O diário nunca pediu desculpa ao leitor por lhe ter mentido descaradamente. O 24horas também cometeu erros, fez asneiras, falhou o alvo ou foi desmentido, mas - ao contrário de muitos outros - fazia questão de publicar os mesmos com o destaque que a lei e a consciência mandavam.

 

A última capa foi recebida (até por pessoas que estimo) como sendo sensacionalista. Popular, prefiro classificar. Mas o problema que levou ao fecho do 24 (para lá de uma suicida ausência da internet, que até podia ter contribuído para acabar com o mito que fez caminho agora com o seu encerramento) foi ter eventualmente deixado de fazer aquilo que essa mesma capa anuncia: morder as canelas de trafulhas, políticos, famosos, actores, jornalistas, o que for. Porque o jornalismo tablóide quando vigia o poder presta um serviço público inestimável: foi o 24horas que publicou o vergonhoso Envelope 9, do processo Casa Pia. Só isto merecia respeito por um pasquim.

 

 

(Declaração de interesses: sou agora jornalista do Diário de Notícias; mas não esqueço os camaradas que não foram integrados pelo grupo e vivem desde o dia 29 no desemprego.)

 

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16 comentários

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De Luna a 02.07.2010 às 08:56

Miguel

para quem, como eu, não lia o 24 horas, a opinião sobre o jornal passa muito pelas capas, e as capas, admitamos, são sensacionalistas - ou populares, se preferires.

Pessoalmente, acho esta última capa de um mau gosto atroz, e sensacionalista, sim, mantendo a linha que deu essa fama ao jornal.

Será só a capa? Talvez. Mas essa capa é a principal razão porque nunca comprei o jornal, e como eu, muitas outras pessoas, e possivelmente também a razão porque o jornal fecha as portas - porque pouca gente o comprava.

Penso que terás reparados que não fiz mais juízos de valor, até porque há uma série de pessoas que estimo e respeito que trabalhavam para o 24 horas, e que independentemente da linha editorial, são bons profissionais. Falei apenas da capa final.
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De Miguel Marujo a 02.07.2010 às 10:02

Luna, o meu comentário - apesar de fazê-lo dias depois - não foi suscitado directamente pelo teu post. Andava aqui a magicá-lo desde que soube do fecho. Depois de ter visto o teu post também incluí uma nota (a estima). Das capas que falas, há muitas e muitas que, sim, puxavam pelas sensações (e isso é um jornal popular, tablóide), mas a forma como se diz parece querer apontar um jornalismo de falsidade, que não é verdade. É disso que trato aqui.
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De Luna a 02.07.2010 às 11:22

Miguel
uso o termo sensacionalismo no sentido de popular e não de falso. Também acho o jornal da TVI sensacionalista, pelas mesmas razões.
E, no entanto, uma das minhas grandes amigas de sempre trabalha lá. Hoje em dia já faz o que mais gosta, política, mas quando começou mandavam-na às 6 da manhã para a porta do hospital de são josé registar as ocorrências da noite.
E isto tem a ver com linhas editoriais e não com a qualidade dos profissionais que lá trabalham. A mim, pessoalmente, este tipo de populismo não me atrai. Tal como não atraía no 24 horas. Mas não tem nada a ver com falsidade.
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De Miguel Marujo a 03.07.2010 às 01:04

percebi bem que não pensavas assim, mas se leres outros comentários neste post verás que nem todos assim o pensam... de resto, uma nota importante: é importante saber as ocorrências num hospital e (dizem) que é uma boa escola de jornalismo...
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De Anónimo a 02.07.2010 às 11:29

A capa deste jornal diz tudo. Revela falta de ética, de profissionalismo e um atroz julgamento do indivíduo. É a Manuela Moura Guedes, versão papel...

Ainda bem que terminou como deviam terminar outros. Liberdade de imprensa sim, mas respeitando o outro e as suas opções. Os profissionais deste jornal estão agora a conhecer o que eles faziam, aponta-se-lhe o dedo e não gostam... hipocrisia humana.
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De Miguel Marujo a 02.07.2010 às 12:04

adoro anónimos tão corajosos: porque é que revela isso tudo, diz lá?!
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De Anónimo a 02.07.2010 às 17:29

Chamo-me Mónica Salgado e li o artigo de um amigo meu sobre a questão, e posteriormente acedi ao seu blogue, através do link.
Revela sim. Quem são vocês para julgar quem quer que seja? Que tem vocês a ver com o facto de um actor trocar de namorada todos os dias? e quantas vezes apresentam provas do que dizem? fotografias? e que tem a ver com as dividas dos famosos, só a eles lhe dizem respeito. Ou não? gostava de ver a sua vida sempre em cheque? Pergunto de novo, quem são vocês seres supostamente perfeitos para julgar alguém? Porque é isso que vocês fazem, metem-se na vida privada de cada um. Não respeitam a liberdade do indivíduo. E repito, a capa revela a hipocrisia humana, no seu auge. Acabou um faltam outros. Enquanto existir este tipo de jornalismo, não se evolui, retrocede-se.
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De Miguel Marujo a 03.07.2010 às 00:57

Eu nunca julguei nada nem ninguém - o 24horas também não. Acho interessante que a Mónica comente apenas cerca de 20 páginas de um jornal de 48. Mas anotemos algumas das questões: o jornal que descrevo assenta num tipo de jornalismo que tem cabimento, goste-se ou não: o jornalismo não é todo o mesmo: ele há o desportivo, o político, o económico, o de referência, o tablóide, o cor-de-rosa, o de fait-divers, o de...
Para início de conversa acho espantosa a inanidade de rejubilar com o desemprego de mais de 30 pessoas, ao dizer que "ainda bem que terminou como deviam terminar outros".
Adiante. Mas mais grave é afirmar que "Liberdade de imprensa sim, mas respeitando o outro e as suas opções." - sim, Mónica, a liberdade de imprensa defende-se com os direitos de resposta, a ERC, o Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas, os tribunais, o que for, não com o silenciamento de jornais e jornalistas, o que é uma concepção interessante de liberdade...
"Os profissionais deste jornal estão agora a conhecer o que eles faziam, aponta-se-lhe o dedo e não gostam... hipocrisia humana." - o que é que faziam e que conhecem agora?! O desemprego?! Quanto à hipocrisia, leia o que escrevi: faço crítica do jornal, dos jornais. Coisa que não encontro em muitas actividades profissionais, de um profissão que está sujeita a um escrutínio público como poucas estão. Como porventura a Mónica não está na sua actividade. Mas, ainda assim, o que lhe interessa que um actor muda de namorada? Nada. Ainda bem para si. Mas para muitos actores é importante anunciarem ao mundo que mudaram de namorada, para muitos leitores é relevante saber que Brad Pitt trocou Jennifer Aniston por Angelina Jolie. Nunca se interessou por isto, Mónica? Ainda bem para si. Não acha que é importante um advogado importante da nossa praça manter um discurso de impoluto e depois ter dívidas em tribunal? Então nunca se interessou pelo caso Vale e Azevedo? Ainda bem para si.
A minha vida não está em xeque porque não cometo ilegalidades, não passo a linha, não faço trafulhices, não engano ninguém, procuro trabalhar séria e honestamente, seja no 24horas, seja no DN, como noutros jornais por onde passei. Isto é igual para um jornalista, como para um advogado, médico, engenheiro, profissional liberal, professor, etc., etc. Nunca trabalhei com pessoas que se julgam deus, nem actuam como tal.
A capa, aquela capa, como também analisei e escrevi é sinal do quarto poder que deve ser crítico, responsável, sério, (e repito-me) a "morder as canelas de trafulhas, políticos, famosos, actores, jornalistas, o que for. Porque o jornalismo tablóide quando vigia o poder presta um serviço público inestimável: foi o 24horas que publicou o vergonhoso Envelope 9". Este exemplo é das vinte e tal páginas que não analisou nos seus comentários. Alguma vez leu as páginas de Factos Portugal, Factos Mundo, Entrevista, opinião deste jornal?! Por acaso, conhece as histórias de cidadãos a quem o 24horas ajudou a melhorar a sua vida? Sabe que foi o 24horas que denunciou em primeira mão o encerramento à socapa das urgências pediátricas de Setúbal, durante a noite, no Verão, decisão que o Ministério reviu depois da publicação da notícia? Este exemplo multiplica-se. Esta capa espelha a frustração de um jornal que (com erros, defeitos, falhas) tentava ajudar a mudar as coisas.
Mas quando leio "Acabou um faltam outros. Enquanto existir este tipo de jornalismo, não se evolui, retrocede-se" só posso esperar o pior para o jornalismo: não pelos seus jornais e jornalistas, mas por tão fracos leitores. Maus e sem pingo de decência. Tenho pena.
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De Nuno Gaspar a 02.07.2010 às 12:55

Um jornal que faz uma capa destas não faz falta nenhuma.
Ainda bem que fechou.
Vamos ver se o Diário de Notícias percebe o insucesso do companheiro.
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De Miguel Marujo a 02.07.2010 às 19:10

só sentimentos cristãos, Nuno, ficam tão bem...
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De Nuno Gaspar a 05.07.2010 às 01:57

Miguel,

Em comentários que manifesto discordância, não me lembro de alguma vez ter utilizado informação pessoal a teu respeito que não estivesse publicada neste espaço. Nas tuas respostas a esses comentários, é raro não invocares, a propóstito ou despropósito, não interessa, aspectos de índole pessoal de que te dei ou tens conhecimento, mal ou bem, também não interessa, por via particular, não pública. Registo.

Não me preocupa o que parece mal ou bem. Preocupa-me que haja gente que aprecie o fazer justiça no pelourinho mediático antes e em vez de nos tribunais. Prefiro ver esses algozes desempregados ou à procura de um trabalho mais digno do que ouvir esse ulular presunçoso de forquilhas no ar.

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De Miguel Marujo a 05.07.2010 às 02:05

registo que nunca tornaste pública a tua condição de católico; registo que achas que usei informação tua pessoal aqui... quando me limitei a comentar sempre coisas ditas por ti aqui nos comentários; mas gostaria que me dissesses qual, mas enfim; e registo que não fazes puto ideia do que se escrevia no 24horas para qualificares os seus jornalistas de "algozes desempregados" a "ulular de forquilhas no ar"... lá está: a defesa da vida é sempre feita de sentimentos muito nobres.
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De Lina a 03.07.2010 às 19:17

Um dos comentários mais lúcidos sobre o final do 24horas é, no meu entender, do director de canais temáticos da SIC, Pedro Boucherie Mendes, no último número do jornal. Diz ele que quanto mais próspero é um país mais espaço existe para narrativas alternativas, jornalismo tablóide incluído. Inglaterra tem-no, Espanha tem-no, até a insuspeita Noruega, um dos países mais ricos da Europa tem uma fortíssima imprensa sensacionalista e cor-de-rosa. Isto não significa que todos queiramos ler revistas do social ou jornais de referência. Mas há espaço, ou deveria haver, para todos.
Infelizmente, o que notou com o 24horas é que muita gente preferia realmente que ele não existisse, que é o que mais me choca. Pensava eu que haveria mais gente neste país que já tivesse concluído que a padronização do discurso mediático limita o exercício da democracia.
Más notícias, porém, para quem acredita que o jornalismo tablóide morreu com o 24horas. A verdade é que este jornal - uma pedrada no charco na imprensa nacional entre 2003 e 2006 chegando a vender mais de 50 mil exemplares - se foi esvaziando à medida que outras publicações se iam aproximando cada vez mais do género. É deste debate, mais profundo, que tenho sentido falta. O que nos leva a preferir um sensacionalismo encapotado? E, já agora, quem determina o que é bom? E o que é o bom gosto?
Não é mais simples deixar as regras para a ERC, o conselho deontológico do Sindicato dos Jornalistas, e outros, como dizia o Miguel Marujo?
Recordo, de resto, que o 24horas há muitos anos, e em prejuízo próprio (muita gente se deu ao trabalho de fazer direitos de respostas falsos), assumiu como política editorial cumprir escrupulosamente a publicação de direitos de resposta, incluindo na capa quando era o caso, coisa que nenhum outro jornal faz. Mesmo a publicação interior é algo bastante recente e que só existe por grande pressão do regulador.
Claro que o 24horas não era um jornal perfeito. Nenhum é. Mas é sempre preferível termos mais escolha. Era sempre melhor estarmos aqui a debater capas, títulos e abordagens a notícias do que a legitimidade, ou não, da sua existência. Mas, lá está, eu sou pela democracia. E não é só em teoria...
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De Miguel Marujo a 04.07.2010 às 00:57

excelente comentário, Lina... vou publicá-lo na "homepage".
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De sofia a 04.07.2010 às 02:43

em primeiro lugar quero começar por dizer que 1. nunca comprei o 24h, 2. nunca li o 24h, 3. não tenho nem geral nem particular interesse no tipo de jornal tabloide...

adiante...

fiquei abismada com alguns comentários e acima de tudo completamente incrédula com tanta pequenez...

o jornalismo melhora porque, como alguns "iluminados" dizem, como o 24h é mau deve desaparecer?
como podem dizer que é bom acabar com a pluralidade, a diversidade, a diferença?

querem todos os jornais iguais? ou tudo igual a quê?????

matar ignorar esconder amordaçar a concorrência nunca foi nem será uma forma de subir a qualidade de nada mas sim de baixar o nível a tudo...

deixem as pessoas escolherem... liberdade é isso... é cada qual aprender a pensar por si e a escolher por si...

eu prefiro ver, ler ou ouvir e não gostar e decidir não comprar ou criticar do que imaginar que não poderei ler um artigo ou um jornal, ouvir uma música, ver um filme porque alguém decidiu por mim que não presta!

não presta? em nome de quê? com que fundamentos? .... para mim isso é censura disfarçada de pseudo-intelectualismos...

pensem no que seria o cinema, a música, a arte.... não é igual?

se outros jornais querem mostrar que são melhores nada melhor do que existirem muitos 24h....

quem não gosta, não compra...

e o 24h para mim, na realidade, é igual a outros que não leio ou nunca li... mas tem direito a existir...


depois disto tudo, queria só acabar expressando a minha solidariedade para com os funcionários do jornal que ficaram no desemprego, jornalistas e não só, imagino...
para todos eles o desejo de que melhores dias virão!
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De PKB a 05.07.2010 às 00:40

Meu querido Miguel,
Tenho-te conhecido aqui pela blogosfera e apesar de não ser leitora do 24, passei a respeitar mais esse jornal quando me disseste que trabalhavas lá. Percebi que uma linha editorial ou um determinado estilo de um jornal não significam que as pessoas que trabalhem nesse jornal sejam as "manchetes" desse jornal. E confesso-te que quando li que o jornal ia fechar, pensei logo nas pessoas que iam perder o emprego e, claro, pensei mais especificamente em ti. Fiquei contente por teres sido integrado no DN, mas - e apesar de não conhecer o resto dos teus colegas - o facto de terem ido para o desemprego causa-me tristeza. Não sou consumidora de jornais, como tu sabes. Tantas vezes falámos nisto... e tantas vezes me esclareceste quando te perguntava, feita belfa, que raio de alarido é que havia em determinado dia... toda a gente sabia que tinha acontecido algo de conhecimento público, e eu estava a leste. E tu, com a simplicidade que te caracteriza, esclarecias-me. Das poucas vezes que comprei o 24 fui sempre à procura de algo escrito por ti. Agora vou começar a fazê-lo no DN. Um beijinho! E obrigada por te teres dado a conhecer! =) [ainda que apenas pela net]

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