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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 18, 2010

Famílias

Miguel Marujo

«Por que razão se há-de impor dogmaticamente que o casamento se estabelece entre duas pessoas?! Por que não entre três?», pergunta no Público um tal de Gonçalo Portocarrero de Almada, que responde por ser "licenciado em Direito e doutorado em Filosofia" e "vice-presidente da Conferederação Nacional das Associações de Família".

 

A minha dúvida instala-se quando olho para a foto: usa cabeção. O senhor será portanto padre. Mas esconde no seu currículo a sua "profissão". E diz-se membro de uma associação de famílias, um senhor que jurou castidade e que de família não saberá o que é, a não ser aquela em que ele já nasceu. Não casou, não se juntou a ninguém, não constituiu família, não teve filhos, fez uma opção - que não está em causa. Mas, por isso, pergunto: que lhe interessa a ele o casamento gay? Nada.

 

(Recuso-me comentar as aberrações em que o senhor teoriza sobre a possibilidade de casamento com animais. O vómito e o asco têm limites.)

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