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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Novembro 25, 2009

Ameaças

Miguel Marujo

Celebra-se hoje o 25 de Novembro, festeje-se essa festa, mas não façamos de conta, como a direita-PP que hoje se prepara para comemorar a "data que nos livrou da ameaça da ditadura do comunismo" e se esquece de celebrar o 25 de Abril como a data que acabou com a ditadura fascista. Esta não era uma ameaça, já existia, mas a direita-PP prefere festejar "a liberdade contra ameaças" e não "a liberdade contra o que já era real".

5 comentários

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    Miguel Marujo

    26.11.09

    A Liberdade entrou de rompante a 25 de Abril. O 25 de Novembro de Eanes, Melo Antunes, Jaime Neves e Soares apenas consolidou esse Liberdadem com a democracia. Agora, falar em democracia com a monarquia em Portugal é coisa deliciosa. Mesmo a monarquia liberal com partidos com assento parlamentar tem muito pouco de democracia como a que vivemos hoje (e ter um chefe absolutista, não eleito, escolhido apenas porque os seus pais tinham ido para a cama, não é democrático). Se lhe causa espécie a I República, então é melhor começar a contar o tempo democrático e livre deste país a 25 de Abril de 1974.
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    Xico

    26.11.09

    Se a monarquia derrubada em Outubro era ou não uma democracia levar-nos-ia a outra discussão. Tinha sem dúvida um universo de eleitores muito maior que o regime depois implantado, mas adiante. Se bem reparou não fiz comparações entre monarquia e república. Fiz, sim, comparações entre ditaduras e repúblicas e sem qualquer dúvida prefiro as segundas. E sim. Só tivemos democracia (como hoje a entendemos) desde o 25 de Novembro, ou Abril, como queira! Começo a ter dúvidas que tenhamos república! Salazar nada fez quanto à liberdade, uma vez que ela já não existia antes do Estado Novo.
    Os reis não precisam de ser chefes absolutistas e não há nada de mal em sermos o que somos por os nossos pais terem ido para a cama. Afinal acontece-nos a todos!!! Ou também acha um horror essa coisa da procriação, da família, etc!
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    Miguel Marujo

    26.11.09

    não, não nenhum horror, mas acho que os homens que mandam em nós não devem ser escolhidos só porque Duarte Pio (é de quem se fala no caso português) casou com uma senhora e os filhos deles (foi isto de que falei, se não percebe, a culpa não é minha) estariam "predestinados" a serem os nosso líderes! cruz credo!
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    Xico

    27.11.09

    Em qualquer democracia, monárquica ou republicana, os homens ou as mulheres que mandam em nós não são predestinados. São eleitos pelo povo. Os filhos das rainhas, não mandam, representam, e representarão os povos se estes assim o desejarem, referendando as constituições que assim o determinem.
    As ditaduras com reis ou presidentes são isso mesmo. Ditaduras.
    As repúblicas podem ser monárquicas ou presidenciais, porque a coisa é pública e governada para todos e por todos.
    Nunca me verá defender aristocracias. Isso é outra coisa.
    Nós vivemos entre umas coisas e outras. Por um lado temos first ladies que não foram eleitas. Temos filhos que por o serem ascendem a determinados cargos. E a coisa pública distribui-se pelos amigos. Isto não é república só porque em Belém adormece um plebeu!
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