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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Novembro 22, 2009

Vai-se andando

Miguel Marujo

A sala é confortável, moderna, nada que lembre teatros velhos, o dinheiro de casino investido com pompa e luz. É ali que, num cenário minimalista, José Pedro Gomes enche o palco durante perto de duas horas em "Vai-se andando", texto e interpretação (com alguns desequilíbrios, mas) que reflecte ao espelho os portugueses, todos. Do tuga ao político, do juiz ao jornalista, do burocrata ao progressista. A plateia ri-se e talvez dali se saia a pensar que estes defeitos se resolvem e se mudam. Nem que seja com o chinês, o paquistanês, o brasileiro, o ucraniano e o africano que são os novos portugueses. Lá fora, o casino parece a metáfora que acabou de ser corroída em palco. Ou talvez andemos ao engano.

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