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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 19, 2009

Se Portugal fosse um país sério,

Miguel Marujo

... não tinha opinadores, que ganham rios de dinheiro para o fazer uma vez por semana num jornal que se prepara para cortar dez por cento dos ordenados de quem lá trabalha a sério (e não, certamente, aos seus opinadores), dizia, se isto fosse uma país sério, riria dos dislates de Pacheco Pereira sobre a Igreja que diz que "o seu Reino não é cá da Terra, e a caridade com o bom e o mau ladrão faz parte da sua missão" (pasmai, tamanha ignorância sobre a Igreja), num texto torpe para justificar os seus supostos comentários politicamente incorrectos (quando alinham com a ortodoxia dominante) mas que, no fundo, se travestem de tiradas racistas. Como sou sério, num país que quero sério, gosto de chamar alguns bois pelos nomes, mesmo que o senhor debite faladura num jornal, numa revista, na rádio, num programa de tv, num blogue e se queixe todos os dias que há censura e falta de liberdade de expressão. Haja pachorra.

6 comentários

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    Nuno Gaspar

    19.05.09

    Li. Fiquei a gostar ainda mais do texto de JPP.
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    Miguel Marujo

    19.05.09

    bem me parecia que tudo nos afastava Nuno: a tua Igreja não é da Terra... o meu Reino começa cá, com a mão metida na massa, sem ser racista e a compreender que a violência é gerada pela pobreza e pela miséria... Mas pronto: fico-me aqui. Não pretendo evangelizar ninguém.
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    Nuno Gaspar

    19.05.09

    "o meu Reino começa cá, com a mão metida na massa, sem ser racista e a compreender que a violência é gerada pela pobreza e pela miséria..."

    Nisso estamos de acordo.
    Agora que a pobreza (ou noutros casos a riqueza) seja desculpa para deixar de cumprir a lei, não.
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    Miguel Marujo

    19.05.09

    A pobreza de 99,9 por cento da população do bairro da Bela Vista serve para justificar uma ocupação militarizada em força naquele bairro, como a que vi?! Não. Mas que os 30 por cento de desempregados e o abandono escolar excessivo e um bairro arquitectonicamente inconcebível possam levar à violência, ninguém duvida. Só senhores de cu tremido no sofá como PP (Pacheco Pereira, ou Paulo Portas, estranhamente próximos) podem dizer que isto é assim. Mas como o meu Reino é de cá, eu como cristão digo que as questões sociais geram a violência enorme de todos os dias, ali. E noutros sítios. É isto que nos separa e que Pedro Magallhães tão bem demonstra.
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    Nuno Gaspar

    19.05.09

    "Mas que os 30 por cento de desempregados e o abandono escolar excessivo e um bairro arquitectonicamente inconcebível possam levar à violência, ninguém duvida"

    Não. Acho que disso ninguém duvida (tirando a arquitectura). Mas também não é difícil perceber que os primeiros prejudicados pela acção desordeira de alguns são precisamente os que menos têm.
    No sofá cabemos todos. Arranjem lá empregos para estas pessoas, criem empresas, criem riqueza que permita ao Estado ter mais dinheiro para lhes dar. O Pedro Magalhães, pelo que diz, já arranjou. Mas foi para ele próprio.i
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