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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Março 06, 2009

Uniões de facto não são casamentos

Miguel Marujo

La Palisse não escreveria melhor título, passe a presunção. Note-se: sou a favor do casamento gay. Mas por isso mesmo não entendo que se dêem os mesmos direitos (apenas estes, nunca os deveres) às uniões de facto como se estas fossem casamentos. Quer dizer: volta e meia tenho amigos que dizem que não estão para se casarem, que ninguém tem nada a ver com isso. Mas depois trepam às paredes quando lhes dizem que, se assim é, não podem ter os mesmos direitos. Querem direitos? Casem-se* porra!

 

* heteros, homos, como quiserem, mas casem-se.

8 comentários

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    Miguel Marujo

    23.10.09

    percebeu alguma coisa? tome lá o seu direito
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    brk

    23.10.09

    olha q eu n sou casado.. de certeza que me keres dar direitos? é que ali em cima está escrito "Querem direitos? Casem-se* porra!" E coitado de mim q não csgo encontrar motivos para tal!!! devo ser mm tapadinho.

    E sim, percebi bem que só queres que os outros tenham os mesmos direitos que tu à condição. Se fizerem as mesmas escolhas que tu, Ó Senhor. Faz lembrar os tempos em que só os homens tinham certos direitos.. ou só os brancos.

    Ja agora, no meio do pagode, diz-me duas coisas
    - pq é que o estado há de legislar sobre as relações emocionais das pessoas, classificando-as e categorizando-as (quase como se fossemos gado)
    - pq é que eu como unido de facto nao posso usufruir dos mesmos direitos que os casados se eu tenho e cumpro exactamente os mesmos deveres cívicos e fiscais?

    aguardo :)
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    Miguel Marujo

    23.10.09

    o que dizes é simples: porque há-de o Estado legislar sobre uniões de facto?! Não tem de. Por isso: acabe-se com essa legislação...
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    brk

    23.10.09

    precisamente! ou há legislação e agrada a todos, ou não há. Normalmente é melhor a segunda pq agradar a todos é impossível, (como diz o senso comum).
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    Miguel Marujo

    23.10.09

    sim, mas há legislação sobre uniões - e foi exigida por quem vivia unido... não sou eu a sublinhar a incoerência, então
  • Sem imagem de perfil

    brk

    23.10.09

    er.. que haja!?.. tem é de ser justa! ou então não há pa ng.. que me interessa o que se fez no passado as razões por que se fez.. eu nem estava cá. Se foi exigido é pq na altura era preciso.. nem percebi bem onde querias chegar man Se está mal agora muda-se.

    Agora, POR FAVOR, corrige lá o post da exigência ignóbil do "casem-se porra!* que hj em dia não fica nada bem dizer aos outros como viver a vida deles. Isso de impor comportamentos (e deveres) aos outros era antigamente, pa. Deixa lá os outros serem diferentes sem serem prejudicados e perderem direitos por isso. Deixa lá os outros escolher em liberdade, sem condicionamentos. E já que nesta sociedade democrática e tolerante uns têm de pedir coisas aos outros, olha, não sejas meu paizinho.
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    Miguel Marujo

    23.10.09

    lamento, não tenho de corrigir nada, nem é ignóbil!... acho graça: a Saramago tudo se permite, em nome da liberdade da expressão e de opinião, a mim já não! Eu não estou a impor nada - o que digo e defendo é: se querem direitos iguais, assumam esse estatuto.
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