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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 01, 2009

Ignorantes e fatalistas (o Freeport em Belém do Pará)

Miguel Marujo

Leio em blogues e na imprensa que o país está outra vez deprimido, sem referências, nem ideias novas. Olho à minha volta, aqui em Belém, e vejo uma quantidade extraordinária de projectos a fervilharem um pouco por todo o mundo.

E não, não são apenas ideologias esclerosadas as que passam aqui. Há missionários católicos em Moçambique, na Colômbia ou no Roraima a fazerem aquilo que o Estado, ou o mercado ou quem quer que seja não faz. Há associações que participam activamente a definir a vida da sua cidade, da sua região, até do país. O orçamento participativo não é verbo de encher páginas de jornais em muitas terras. Sim, também há folclore, também resiste um ideário velho e gasto, mas o que me surpreende é que um evento que mexe com 100 mil pessoas seja apenas uma nota de rodapé em telejornais ou uma breve nos jornais.

Somos fatalistas sobre o nosso país, mas permanecemos ignorantes sobre o muito de bom e de diferente que se faz no mundo. Talvez aprendêssemos um pouco mais e deixássemos de cantar o fado da saudade sobre sebastiões que nunca chegarão.

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