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The man who mistook his wife for a hat

por Miguel Marujo, em 30.08.15

 Oliver Sacks, 1933-2015.

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[lento regresso]

por Miguel Marujo, em 23.08.15

 

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7000 posts!

por Miguel Marujo, em 19.08.15

(ainda de férias, mas com o mundo à nossa frente)

 

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foto de Hélène Vallas

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MiloManara.jpg

não fomos ao fim do mundo, nem iremos (ainda). mas viajamos há tanto tempo que o tempo faz-se assim, surpreendente, por vezes de forma solitária e outras acompanhado por skippers inesperados.

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dia de assunção. lament(o)

por Miguel Marujo, em 15.08.15

 

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linhas paralelas

por Miguel Marujo, em 06.08.15

 

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Atualizar: nove anos

por Miguel Marujo, em 05.08.15

Oito anos - por Miguel Marujo, em 05.08.14

Ontem, dia 4, passaram [9] anos desde que fui despedido sem justa causa (mas causa "ganha" em tribunal, três anos e meio depois) de um jornal, pelo maior fdp com quem trabalhei na vida, daqueles que fazemos por nunca mais tropeçar na vida. E o que a vida nos ensina não é que o desemprego é uma oportunidade (é um desenrascanço, porque nos lixa a vida toda), mas sim que voltamos a tropeçar em gajos quase-assim. E que todos os dias nos apregoam virtudes alheias, os mesmos que atiraram o mundo ao charco em 2008, mas que continuam a querer convencer-nos que a receita certa é a deles. Eles não ganharão, mesmo que demore outros "três anos e meio".

 

[este texto, como se vê, tem um ano; escrito há um ano, atualizei apenas a passagem do tempo; porque o tempo permanece igual; sobre estes tempos, e como iguais estão, republica-se, sobretudo agora que o tempo de desemprego é arma de arremesso político.]

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[babadíssimoooooooooooo]

por Miguel Marujo, em 02.08.15

Caetano.JPG

Este domingo, Caetano Veloso postou um elogio público ao meu texto no DN online, na sua página do facebook. Pronto. Vou ali dançar ao som da lua.

[E reproduzo o texto revisto e aumentado, publicado hoje na edição em papel do DN...]

 

A noite em que Caetano e Gil
dançaram com a lua azul

Concerto. Eles vieram da Bahia e por uma noite voltaram lá, para cantar como poucos o jeito que a Bahia tem. Canções de vozes cheias

 

Vamos ao meio do caminho para apontar a história toda: já ia o concerto na sua hora, quando Gilberto Gil fez do violão percussão e a voz foi o instrumento que soou mais alto. “Não tenho medo da morte mas sim medo de morrer.” E de um público fácil de convencer, que reagia quase instintivamente ao repertório, finalmente veio o arrebatamento. Aplausos de pé, e mais soltos ficaram Caetano Veloso e Gilberto Gil em palco, no Parque dos Poetas, em Oeiras.

Um e outro ouviram-se, respiraram as palavras e os acordes de cada um, numa cumplicidade de vozes e gestos. Dois amigos que não ficam pela metade. São duas vozes e dois violões, muitas vezes só um violão e uma voz só, que encheram na noite de sexta-feira um estádio, em Oeiras, onde Caetano e Gilberto se celebraram em Dois Amigos, Um Século de Música, a digressão que festeja 50 anos de carreira de cada um deles.

Num concerto em que o vento passou pelas trovas de um e outro, Caetano e Gil seguiram imperturbáveis, completando as sílabas, acrescentando a expiração, soletrando o gesto, atentos ao que o outro dizia e fazia. E indiferentes ao vento e ao murmúrio constante de um público que, por vezes, parecia mais preocupado em contar as férias ou as fotos do Facebook. Eles, Gil e Caetano, um de 73 anos, o outro quase a fazê-los, vieram da Bahia e por uma noite voltaram lá, para cantarem como poucos o jeito que a Bahia tem.

Com o recolhimento que pedia a canção Não Tenho Medo da Morte, a tal do meio do caminho, Gilberto espantou uma plateia que, por fim, se concentrou na música. E que viria a dançar e a acompanhar o alinhamento que se seguiu até ao final, mesmo nas canções menos óbvias. Logo depois Gilberto pediu “canta Lisboa” em Se Eu Quiser Falar com Deus, e Lisboa cantou, enquanto em palco um e outro pegavam nas músicas de um e outro (ou de outros) e faziam-nas suas, como É Luxo Só, de Gil, mas também em De Manhã, de Veloso e de Maria Bethânia.

O alinhamento arrancou com os anunciados Back in Bahia e Coração Vagabundo - como Gil tinha antecipado na sua conta no Spotify - e prosseguiu com Tropicália e Marginália II. Em noite de lua cheia azul, Terra parecia falar dessa lua: “Porém lá não estavas nua/E sim coberta de nuvens...” Nada que esmorecesse o público (aquele que, pelo menos, não se distraía durante todas as canções), que começava a trautear os versos dos errantes navegantes sentados com os seus violões, ou os passos de Caetano, que se levantou da cadeira em Andar com Fé e foi à boca do palco dançar. E alguma plateia sentada também pulou das cadeiras.

Foi esse público que ouviu de seguida Nine out of Ten, Tonada de Luna Llena e Tres Palabras, variações noutras línguas que não se limitam a responder a uma plateia europeia (por onde anda esta digressão), mas explicam o percurso destes dois baianos universais. Os exílios em Londres, o reconhecimento internacional, mas mais ainda a experimentação sonora a que nunca fugiram estes dois amigos em 50 anos de carreira.

À vez, a quatro mãos, em Oeiras, foi essa a celebração. Se a fé não costuma falhar, como diz a palavra da canção, a dança, essa, foi certeira: o palco despojado, Caetano e Gil, um de preto, o outro de branco, ocupam os tempos com os corpos em movimento.

Já se disse: foi Caetano, o gaiato, quem começou por se levantar a puxar passos de um jeito seu, foi Gilberto quem deixou, já no tema final do encore, A Luz de Tieta, o palco a dançar. A Bahia tem um jeito, ouviu-se em Terra. Estas duas metades de música, abraçadas no final sem qualquer artifício que não o da amizade, têm jeito - e fizeram a lua azul dançar.

 

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Não tenho medo da morte

por Miguel Marujo, em 01.08.15

não tenho medo da morte
mas sim medo de morrer
qual seria a diferença
você há de perguntar
é que a morte já é depois
que eu deixar de respirar
morrer ainda é aqui
na vida, no sol, no ar
ainda pode haver dor
ou vontade de mijar [...] 

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