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40 anos depois do 25 de abril, a liberdade de imprensa sofre um dos momentos mais negros da sua história. Sabemos que as questões que afectam o jornalismo não lhe são exclusivas: esvaziamento das redacções, precariedade, concentração da propriedade. Mas o jornalismo tem responsabilidades específicas e, nesta altura, está em risco. Em causa está o próprio paradigma do direito e do dever de informar como sustentáculos fundamentais de uma sociedade moderna, livre e democrática.


A intenção anunciada de um brutal despedimento colectivo na Controlinveste constitui mais um golpe no panorama informativo e serve hoje de pretexto para nos encontrarmos sem nos esquecermos que este é um processo com décadas. Editorias devastadas, partes significativas do território sem cobertura. É demais para quem parte e é demais para quem fica.

 

Como garantir qualidade informativa sem meios? A falta de tempo, a superficialidade, as redacções amorfas, a precarização não são problemas novos. Temos grande responsabilidade pelo estado a que chegámos. Essa responsabilidade é colectiva mas começa por ser individual. Temos de ser exigentes com cada um de nós, com o colega do lado, com a chefia intermédia, a direcção e a administração. Mas só temos força e poder para exigir dos outros se nos organizarmos, se percebermos que somos classe. Da classe que somos fazem parte os que têm (ainda ou desde há pouco) redacções, os que são precários há 20 anos, os que estão a chegar à reforma, os que saíram pelo seu pé, os que não chegarão nunca a ter uma redacção, os que sonham com uma e a merecem. Juntos, somos e podemos. Cada um por si fica talvez muito pouco: a ilusão de um poder que já nem temos e que perderemos a oportunidade de recuperar se não agirmos já, com inteligência e exigência.


Noutros países, há órgãos colegiais ouvidos pelos partidos, pela tutela, pelos patrões, pelo público. Há fundos de greve usados para fazer greve, quando ela é a última possibilidade para salvar empregos, condições de trabalho, independência, liberdade, democracia. Sim, para tudo isso podemos contribuir, e tudo isso podemos ajudar a destruir. A indignação não pode desaparecer com a espuma dos dias. É obrigatório não prescindir de eleger os órgãos representativos em cada órgão de comunicação social (CR, CT e delegados sindicais) e importa pensar se não será útil formar um colégio que junte representantes de cada um para tornar mais eficazes acções de luta e projectos jornalísticos.


Por fim, mas não por último, é urgente pensar em soluções conjuntas para garantir que as centenas de jornalistas que nos últimos anos perderam os seus empregos possam, se essa for a sua vontade, voltar a trabalhar. Aceitar a inexorabilidade de decisões alheias sobre as nossas vidas e a nossa profissão é aceitar a nossa impotência e, em última instância, a morte do chamado 4º poder. Chegou a hora de acordarmos. Parafraseando o já tão saudoso Manuel António Pina: não é ainda o fim do mundo, mas já se faz tarde.

 

Ana Luísa Rodrigues
Myriam Zaluar
Sofia Lorena
Cláudia Henriques
Sofia Branco
Ricardo Alexandre
Nicolau Ferreira
Nuno Aguiar
Camilo Azevedo
António Granado
Fátima Mariano
Paulo Pena
Carla Baptista
Pedro Rainho
Tiago Contreiras
Paula Sofia Luz
Frederico Duarte Carvalho
Sara Figueiredo Costa
Augusto Freitas de Sousa
Guilhermina Sousa
Mariana Mata
Miguel Marujo
Alexandre Martins
Nicolau Ferreira
Luís Gouveia Monteiro
Maria João Guimarães
Cláudia Marques Santos
Ricardo J. Rodrigues
José Manuel Rosendo
Isabel Pereira Santos
José António Cerejo
Paulo Martins
Sandra Bernardes
Viriato Teles
Sandra Monteiro
Eugénio Alves
Sofia Quintas
António Loja Neves
Luís Reis Ribeiro
Catarina Almeida Pereira

(e quem mais queira assinar)

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Nouvelle cuisine farta-brutos

por Miguel Marujo, em 25.06.14

É de gozo bem português achincalhar os fiapos gourmet servidos em restaurantes caros, a batata acondicionada em cama de puré de esparregado, pouco mais de um dedo, e o vol-au-vent de frango a pedir meças no meio de um prato gigante imaculadamente branco e limpo em redor daquela pequena ilha de comida, que aprendemos a admirar no Masterchef Austrália. Depois, por contraste, pede-se a feijoada brasileira no snack a despachar do almoço junto ao trabalho e leva-se com o prato entupido de feijões e carne e chouriço e linguiça portuguesa, o molho quase a escorrer do prato, o topping de arroz qual torre que leva a serra da Estrela aos 2000 metros. Sentimos a falta da couve e da mandioca escorraçadas do prato sem estética que justifique a dose excessiva. Falta o meio termo entre a nouvelle cuisine e a cozinha farta-brutos. E não estou a fazer metáforas sobre o país e a política.

 

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Exigir a suspensão do processo de despedimento

por Miguel Marujo, em 18.06.14

MOÇÃO

 

Considerando que:

 

1. Os órgãos de comunicação social detidos pelo Grupo Controlinveste, pelo prestígio, qualidade e profunda ancoragem no território desempenham um papel insubstituível na sociedade e junto das populações, que pode e deve ser reforçado, assim como encerram um importante potencial de energia e criatividade que pode e deve ser aproveitado;

 

2. Os trabalhadores em geral e os jornalistas em particular têm demonstrado, ao longo da existência dos órgãos em que trabalham e em particular nos últimos anos, uma inigualável dedicação e empenho, estando disponíveis – dentro de limites aceitáveis – para redobrados esforços no sentido do fortalecimento dos projectos editoriais em que trabalham;

 

3. Não obstante os resultados económicos dos últimos anos – a que os trabalhadores são alheios – se perspectiva uma progressiva recuperação do mercado e o Grupo reforçou recentemente, de forma substancial, os seus recursos financeiros;

 

4. Um despedimento colectivo, além do mais com o volume anunciado (140 trabalhadores, além de 20 a abranger por rescisões ditas de mútuo acordo), representaria uma redução dramática da força de trabalho, nomeadamente nas redacções, já profundamente exauridas devido a idêntica medida em 2009, que atingiu meia centena de jornalistas, e, desde então, a sucessivas rescisões e encerramento de publicações como o “Tal & Qual”, o “24 Horas”, o “Global Notícias” e a “Notícias Sábado”;

 

5. Tal redução, tanto nas redacções-sede como nas redacções secundárias de Lisboa e Porto, bem como em importantíssimas capitais de distrito (Viana do castelo, Braga, Coimbra, Faro e funchal), colocaria seriamente em causa a capacidade operacional dos órgãos de informação abrangidos e comprometeria gravemente o serviço que prestam ao público;

 

6. O despedimento de 24 jornalistas no “Diário de Notícias”, 20 no “Jornal de Notícias”, sete na TSF, três no “Dinheiro Vivo”, dois em “O Jogo” e dois na “Notícias Magazine”, bem como a redução em metade do corpo de fotojornalistas da Global Imagens compromete fatalmente a sua capacidade de responder em tempo, quantidade e qualidade às necessidades de serviço;

 

7. Não pode ser aceite nem a substituição de jornalistas profissionais por colaboradores ou mesmo estudantes, nem a precarização ainda maior dos profissionais ao serviço do Grupo; 8. Apesar de apresentado como solução necessária e indispensável para a inversão dos saldos das empresas e do Grupo, embora ainda não se conheçam o projectos de relançamento, o despedimento colectivo pode revelar-se gravemente prejudicial e até fatal,

 

Os jornalistas ao serviço dos vários órgãos de informação detidos pelo Grupo Controlinveste, reunidos em plenários descentralizados no Porto e em Lisboa, em 13, 16 e 17 de Junho, decidem:

 

1.º - Exigir a suspensão do processo de despedimento e a abertura da discussão com as organizações representativas dos trabalhadores sobre medidas alternativas, de modo a preservar os postos de trabalho.

 

2.º - Realizar iniciativas de informação às populações, designadamente através de panfletos a distribuir nas ruas das principais cidades, alertando-as para a grave situação vivida pelos jornalistas e as consequências para o direito à informação.

 

3.º - Dinamizar um Manifesto público de apoio à luta dos jornalistas e dos trabalhadores, defendendo a manutenção dos postos de trabalho e a manutenção e relançamento dos órgãos de informação do grupo.

 

4.º - Realizar vigílias simultâneas, em Lisboa e Porto, abertas à participação de organizações sociais, cívicas, culturais, personalidades de amplos sectores e artistas.

 

5.º - Mandatar o Sindicato dos Jornalistas para convocar uma greve de 24 horas a observar em data a anunciar.

 

6.º - Os trabalhadores exigem às direções editoriais que assumam, consequentemente, a sua quota-parte de responsabilidade neste processo, já que os resultados provam que as dificuldades do grupo não se explicam apenas com razões externas.

 

OBS: O ponto 6.º da decisão foi aditado no plenário de Lisboa; a presente versão contém alguns acrescentos nos considerandos números 4, 5, 6 e 8, também aprovados no mesmo plenário.

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vidas e noites à volta de mim

por Miguel Marujo, em 15.06.14



O concerto dos Waterboys no Pavilhão das Antas tinha sido cancelado, descemos à Ribeira, entrámos no Meia Cave, o comboio que só partia de manhã para Aveiro, e bebemos e dançámos. Lá pelo meio este som resgatado ao álbum do Rock Rendez-Vous, "mergulho no álcool, vem à noite e traz o teu par", o cubo ali ao lado, o Douro, acho que estava frio, éramos adolescentes e as guitarras eram simples e os versos cantados a altos berros, são vidas e noites à volta de mim. Não me lembro do regresso a Aveiro e nunca cheguei a ver os Waterboys.

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A beleza que ganha

por Miguel Marujo, em 14.06.14
[foto Brasil-Itália, Mundial de 1982]

Agora regressava aos meus 10 anos, que me lembro como se fossem hoje, aquela tarde quente (também estava quente), estores em baixo, a sala numa semiobscuridade que protegia do calor, a porta fechada para o estádio sair melhor do televisor e só de vez em quando a minha Mãe a entrar para saber como estava o jogo, e Sócrates e Falcão e Éder e Zico e os outros todos a dançarem, a bailarem, a encantarem as serpentes de Xerazade, para soçobrarem perante o calculismo de um Paolo Rossi que me fez detestar a Itália do futebol de ferrolho durante anos. Não me peçam os minutos dos golos, a marcha do marcador, para isso há o google, aquilo que me lembro daquela tarde é que fiquei muito tempo parado no sofá sem entender como podia a beleza não ganhar. Engano meu, de um miúdo de 10 anos. A beleza ganha sempre. Ainda hoje me lembro daqueles brasileiros todos a dançarem, e daquela Itália campeã, só ficou Rossi, por ter sido o feio traidor da beleza - de quem também nunca mais se ouviria falar depois do título.

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As pessoas, todas

por Miguel Marujo, em 13.06.14

Escrevi a 29 de junho de 2010 no último número do 24horas este texto:

 

«Ana, João, Luís, Marisa, Hugo, Sofia, Nuno, Ricardo, Gonçalo, Pedro, Raquel, Patrícia, Mónica, Rute, Duarte, Francisco, Joaquim, Marco, Andreia, Fernanda, Paula, Olga, Dília, Alexandre, António, Alexandra, Fernando, Catarina, Vitor, Natália, Diana, Cynthia, Miguel, André, Carla, Vânia, Susete, Valdemar, Filomena, Lina, Carlos, Sónia, Vanda, Júlio, Rui, Luís, Sandra, Rogério, Guida – e mais uns quantos, sim. Pediram-me que registasse um momento que marcou estes meus 1142 dias de 24horas; prefiro registar os nomes de quem os fez.»

 

Hoje, ontem, amanhã, podia voltar a repetir um texto assim, agora com 160 nomes. Porque mesmo aqueles com quem nunca me cruzei não são culpados da crise nem das quebras de publicidade e vendas e menos ainda dos erros de gestão, administração e direção de um jornal e de outro e outro e de uma revista e outra e outra e de uma rádio e uma agência.

 

Mas atrevo-me a nomes alguns porque sim: Fernando, Francisco, Lília, Nuno, Eurico, Cipriano, Helder, Madalena, Joana, Alfredo, Paulo, Telma, Ana Paula, Jorge, Vitor, Paula...

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Um dia na vida

por Miguel Marujo, em 13.06.14

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Um dia na vida

por Miguel Marujo, em 11.06.14

Do Pedro Santos Guerreiro, hoje no Expresso Diário

 

«Hoje. Ao fundo, um homem sai de um gabinete. O gabinete do chefe. Do ex-chefe. Do ex-chefe que ainda é chefe, ex é ele: ex-empregado. Acaba de ser despedido. É um de um rol de muitos, um nome a mais numa lista, uma fila a menos numa folha de cálculo. Sai calado, pelo espaço aberto, outros olhos viram-se primeiro para ele, depois para baixo. Outro nome é chamado, lá vai ele, o mesmo gabinete, o mesmo destino. Hoje a empresa não é uma empresa, é um matadouro. Morrem empregos. Saiu nas notícias e tudo. É um dia na vida.

A vida já continuará, mas hoje não. “Fui eu? Foram eles? O que fiz de errado? O que farei agora? Como vou dizer? Como vou fazer? Quero um abraço. Não quero ver ninguém. Quero viver. Quero morrer. Merda para isto. Respira fundo. Mas para quê? Rosna. Chora. Põe-te de pé! Desaba… Com esta idade? Com esta idade.”

Todos os dias são um dia na vida. De quem é chamado para sair. De quem não é chamado e fica, às vezes com mais culpa que alívio. Ou mais raiva que tristeza. Fuma-se lá fora, conversa-se lá dentro, recebe-se chamadas aflitas, “não, eu safei-me”. O que se faz aos braços, esmurra-se, cruzam-se? Num jogo de cadeiras, só os que tocam música não estão a jogar. De manhã, a empresa fora sacudida pelo comunicado. Alguns diretores são chamados para a consumação. Outros diretores tiraram férias, fugindo à notícia da razia. Veio o administrador, despedimento coletivo, reestruturação, corte de custos, a crise.

Ontem. Dez de Junho. “Portugueses, este ano de 2014 abre um caminho de esperança. Mas, para ter esperança no futuro, devemos continuar a trabalhar no presente. Não podemos ficar à espera, passivamente, que a situação se altere por si mesma.” Passivamente.

O discurso político é o mesmo desde 2011. É tudo muito difícil, é tudo sem alternativa, é preciso reformas estruturais, é preciso um largo consenso entre partidos e que inclua também os parceiros sociais. Tirando o não-há-alternativa, o discurso fazia sentido em 2011 e faz sentido em 2014 e é isso que não faz sentido nenhum. A devastação económica e social destes três anos tinha de ter tido um propósito de regeneração que não teve. Se tivesse tido, o discurso já seria outro. Isso é o imperdoável. Esse é o falhanço. Se ainda precisamos do que precisávamos ainda estamos como estávamos. Tirando estarmos mais pobres. E mais desiguais. E mais desempregados. “A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor”.

Todos os dias são um dia na vida de alguém. Hoje foi naquela empresa, ontem foi noutra, e tudo seria compreensível se fizesse parte do ciclo da vida. Faz parte do ciclo da morte. O desemprego de longa duração, o desemprego de jovens e de velhos, a redução dos apoios sociais (flexisegurança sem segurança) não é sentido de justiça nem uma sociedade a funcionar. É uma nação que exclui. Quem perde sai. Às vezes até é notícia. Hoje foi. Um dia de cada vez. Um dia é de vez.

Amanhã?


"I read the news today oh boy

About a lucky man who made the grade

And though the news was rather sad

Well I just had to laugh

I saw the photograph

He blew his mind out in a car

He didn't notice that the lights had changed

A crowd of people stood and stared

They'd seen his face before

Nobody was really sure

If he was from the House of Lords"

A Day in the Life, The Beatles»

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PZP

por Miguel Marujo, em 06.06.14

Um cortejo de um presidente estrangeiro cortou o trânsito numa rua junto às Amoreiras, em Lisboa. Chovia a cântaros, mas pais e miúdos tiveram de esperar à chuva, e esperar dois sinais verdes para peões que caíram sem que o agente da PSP se comovesse. "Também estou à chuva", comparou-se aos miúdos o zelota que "cumpria ordens". Mal o cortejo passou, não teve o gesto de parar o trânsito e deixar passar quem travou durante minutos à chuva e à espera dos carros-dignatários. Correu para a motorizada e fugiu. É agente da polícia de zelotas públicos. Merece a denúncia.

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11 anos

por Miguel Marujo, em 04.06.14

A Cibertúlia faz hoje 11 anos. A resistir aos facebooks e à morte anunciada de blogues. Aqui vou escrevendo o que me apetece, como me dá na gana e quando quero. Desse lado há resistentes. Fica o meu obrigado.

 

 

E coincidência: começa hoje um blogue coletivo que pretende ser uma coisa já vista mas sem nunca ter sido vista: Solteiros e Casados. O Ricardo convidou-me, nem sei bem no que me meti; pior: ele não sabe bem no que se meteu.

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