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1. A derrota do PSD só apanha desprevenido quem insiste no discurso do caminho único - apesar da hecatombe ter sido maior que a inicialmente prevista. Na estrada, durante 15 dias, o PSD escondeu-se, só saiu à rua em bastiões certos ou em ruas desertas, evitou as populações, receou o ar livre. Na noite eleitoral, o partido escondeu-se dos jornalistas e fez deles pés de microfone. Um conceito peculiar de democracia.

 

2. A hecatombe só é travada ou mitigada por algumas vitórias saborosas ao PS (em Braga e na Guarda; mas também com a "manutenção" de Faro, Aveiro e Santarém).

 

3. Seguro conseguiu uma vitória muito expressiva, com votos como nunca e o maior número de câmaras, ajudando a acalmar os socráticos-costistas que afiavam as garras. Mas, aquelas duas derrotas socialistas, são-no mais por culpa do PS que empenho a sério do PSD. E somem-se as derrotas no Porto, Matosinhos, Évora, Beja, Loures, ou Portalegre e Setúbal, para perceber porque os socialistas, no atual quadro, são uns vencedores com alguns amargos de boca.

 

4. O CDS de Portas canta vitória, mas as câmaras que ganhou foi ao PSD. E o discurso do líder centrista, "vice" do Governo, voltou a desafinar no tom do de Passos.

 

5. O dia da reflexão não é anedótico de agora. Já o é há muito: desde que a maturidade democrática se implantou, mais ainda quando a internet e as redes sociais caducaram o anacronismo da lei.

 

6. A interpretação alargada da lei de limitação de mandatos foi (salvo 3 exceções, se não me falha a memória) derrotada nas urnas.

7. As eleições locais sempre tiveram interpretações nacionais. Nestas eleições discutiram-se temas nacionais, não por culpa das televisões, mas por culpa da política-da-troika-e-do-Governo que tudo secou em volta: não se podem pedir autarcas com contas certas e austeros e depois apregoar que a austeridade nacional não deve ser tida nem achada. Foi tida e achada: a troika também mexe nas freguesias e nos municípios.

 

8. Cavaco Silva tem um problema entre mãos. Uma maioria derrotada e humilhada nas urnas tem uma legitimidade cada vez mais estreita.

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Depois de amanhã acordamos mais perto do inferno

por Miguel Marujo, em 28.09.13

«... Pensam que estou a exagerar? Na verdade, nestes dois anos, a realidade tem sido sempre pior do que a minha mais perversa imaginação, porque as coisas são como são, tão simples como isto. E são más. A partir de amanhã, haja convulsão mansa no PSD, ou forte no PS, acabarão por milagre as pontes, túneis e medicamentos gratuitos, que ninguém fará, nem pode fazer, e vai começar o discurso puro e duro da violência social contra quem tem salários minimamente decentes, quem tem emprego no Estado, quem recebe prestações sociais, quem precisa de serviços de saúde, quem quer educar os seus filhos na universidade, quem quer viver uma vida minimamente decente, quem quer suportar uma pequena empresa, quem paga, com todas as dificuldades, a sua renda, o seu empréstimo.

 

O que nos vai ser dito, com toda a brutalidade, é que os nossos credores entendem que ainda não estamos suficientemente pobres para o seu critério do que deve ser Portugal. Apenas isto: vocês ganham muito mais do que deviam, não podem ser despedidos à vontade, têm mais saúde e educação do que deveriam ter, trabalham muito menos do que deviam, vivem num paraíso à custa do dinheiro que vos emprestamos e, por isso, se não mudam a bem mudam a mal. Isto será dito pelos mandantes. E isto vai ser repetido pelos mandados da troika, sob a forma de não há “alternativa” senão fazer o que eles querem. Haver há, mas nunca ninguém as quer discutir, quer quanto à saída do euro, quer quanto à distribuição desigual dos sacrifícios, de modo a deixar em paz os mecânicos de automóveis e as cabeleireiras e olhar para os que se “esquecem” de declarar milhões de euros, mas isso não se discute.

 

Por que é que, dois anos depois de duros sacrifícios, estamos pior do que à data do memorando, por que é que nenhum objectivo do memorando foi atingido, por que é que o Governo falhou todos os valores do défice e da dívida, porque é que o desespero é hoje maior, a impotência mais raivosa, o espaço de manobra menor, isso ninguém nos explicará do lado do poder. Vai haver um enorme atirar de culpas, à troika, do PSD ao CDS ao PS, à ingovernabilidade atávica dos portugueses, aos sindicatos comunistas, aos juízes conservadores do Tribunal Constitucional, e o ar ficará denso de palavras de raiva e impotência. Mas “vamos no bom caminho”, dirá o demónio de serviço à barca do Inferno. Depois de amanhã ouviremos essas palavras. (...).»

 

José Pacheco Pereira, Público, deste sábado

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Da (falta de) memória de alguns

por Miguel Marujo, em 16.09.13

«Fazendo um imenso esforço de simplificação que me parece pouco informativo das intenções do povo a nível nacional, enquanto José Sócrates foi líder do PS, pelas minhas contas, o PS perdeu duas eleições autárquicas (a menos que se contem só os votos que cada partido obteve isoladamente).
Por exemplo, como já aqui escrevi, em 2005, ano de maioria absoluta para as legislativas o PS perdeu as autárquicas. Como interpretar isto? E em 2009 PSD e CDS conseguiram mais votos nas autárquicas do que vieram a conseguir nas legislativas voltando a ganhar claramente em votos e mandatos.

E porque é agora tão "fácil" interpretar as próximas autárquicas sob um prisma nacional? É possível haver leituras nacionais? É, mas necessariamente pouco ambiciosas e (desconfio) de particularmente difíceis com a provável ascensão de um número inusitado de movimentos de cidadão. Muito raramente as autárquicas fizeram cair governos (Guterres foi um rara exceção e, até hoje, muito mal aceite por muitos dos seus camaradas de partido) ou fizeram até mudar de líder da oposição. Alguém que me ajude neste particular caso a memória me esteja a falhar...

Porquê esta chantagem emocional junto dos eleitores?
As autárquicas não são uma espécie de legislativas. Nunca foram. E contudo o sr Sócrates conclui uma semana em que se têm repetido os recados (são recados para dentro do PS, não são?) no mesmo sentido. Sócrates foi um pouco mais afoito e acabou de encher a barriga do epiteto de "ridículos" todos os que venham a decidir mais pela qualidade intrínseca dos seus autarcas do que pela política do governo ou a qualidade da oposição a nível nacional. Cada um sabe de si, mas no meu caso, devolvo-lhe a ofensa. Simplesmente ridículo simplificar de forma tão singela a leitura da noite que se segue.

P.S.: A concordância ou discordância face à atual direção do PS acaba por ser pouco relevante nesta matéria. Nem todos os fins justificam todos os meios. Not this time, not this way.
»
Rui Cerdeira Branco
(no seu facebook, título nosso)

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Há um ano

por Miguel Marujo, em 15.09.13

Um ano depois, a TSU dos pensionistas aí está. Um ano depois, os cortes continuam. Um ano depois, a austeridade mata. Um ano depois, o Governo insiste. Um ano depois, a troika vem para nos sufocar mais. Um ano depois, ninguém aprendeu: BASTA!

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Do sobressalto

por Miguel Marujo, em 13.09.13

O Carlos escreveu-nos a dizer que fará a sua Profissão Solene - "o que significa que me consagrarei como monge do Mosteiro de Sobrado". Há sobressaltos como estes num dia assim.

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La Disney

por Miguel Marujo, em 10.09.13

 

O Handy Manny (Manny Mãozinhas em português) é o rapaz que conserta tudo na Cidade Ladina. Os mais atentos (que espreitam a ficha técnica) ficam a saber que o tema original é interpretado pelos Los Lobos, mas só os mais distraídos se podem surpreender. Quem conheça o património musical da Disney (apesar da omissão espantosa deste património na Disneyland Paris ou nas stores) só pode achar óbvia a escolha... Ou não fossem eles um dos grupos que reinterpretou temas clássicos da Disney num álbum imprescindível em qualquer discoteca (adulta), Stay Awake.

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Da escola

por Miguel Marujo, em 09.09.13

À escola cheguei aos 6, escola pública de tempos pós-revolucionários. Nem um pingo de queixume: sou como sou, também por causa desse percurso. Hoje, quando a minha filha chega à escola (na 'pré-primária'), a escola vive outros tempos, muito mais complicados. O Governo, que tanto usa o memorando da troika como costas largas para justificar o que lá não está, rasga o memorando quando este aponta a necessidade de baixar o financiamento das escolas privadas, as mesmas que Cavaco usou e que usaram a candidatura de Cavaco para se fazerem de vítimas num jogo em que a escola pública saía diminuída. Como agora se vê. Na última semana, o cheque-ensino veio mostrar a linha com que se cose este executivo: dá-se dinheiro aos privados (que se queixam sempre do Estado até o Estado lhes dar dinheiro) enquanto se corta na escola pública.

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A nêspera

por Miguel Marujo, em 07.09.13

Uma nêspera

estava na cama

deitada

muito calada

a ver

o que acontecia

 

chegou a Velha

e disse

olha uma nêspera

e zás comeu-a

 

é o que acontece

às nêsperas

que ficam deitadas

caladas

a esperar

o que acontece


Mário-Henrique Leiria, in Novos Contos do Gin

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porque sim

por Miguel Marujo, em 06.09.13



«Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.» [1 Cor., 13]

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The second time that I followed you home

por Miguel Marujo, em 05.09.13

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"Estão a matar..."

por Miguel Marujo, em 03.09.13

... o Colégio Militar. Fui ver: a instituição não vai acabar (apesar de ser acessória e sem razão de existir), vai apenas passar a ter alunos e alunas. Ah, que horror, uma escola mista. Ainda m'espanto com os espantos que a normalidade provoca nas mentalidades de certas gentes.

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«Uma sociedade define-se pelo modo como promove as capacidades dos seus membros mais frágeis. Em Portugal – país em que os recursos agregados permitiriam suprir as necessidades básicas de todos os cidadãos – uma fração significativa da população vive com carências alimentares. De acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, conduzido pelo INE, cerca de 450.000 indivíduos reportam incapacidade de ter uma refeição de carne ou peixe pelo menos de dois em dois dias. Por seu turno, as estatísticas publicadas pelo Banco Alimentar contra a Fome revelam que o número de pessoas assistidas pelas instituições apoiadas pelo conjunto dos Bancos Alimentares ascendeu a mais de 300.000 em 2011.

A existência destas situações de carência alimentar é revoltante e irracional. Revoltante, pela violação básica dos direitos humanos que representa. Irracional, pela perda de bem-estar que implica para a sociedade como um todo. De facto, é bem sabido que uma nutrição de qualidade desde o nascimento (e mesmo antes) está relacionada com a saúde e o desenvolvimento cognitivo futuros (veja-se E. Duflo e A. Banerjee, 2012, A Economia dos Pobres, Temas e Debates). Estes são fatores decisivos no nível de desenvolvimento e no crescimento económico de cada país. Neste sentido, a erradicação de situações de carência alimentar deve ser não só um objetivo solidário de cada cidadão, mas materializar-se também em políticas públicas centradas na correção destas falhas na concessão de direitos (veja-se A. Sen, 1999, Pobreza e Fomes, Terramar).

Em Portugal, um dos instrumentos mais eficazes e polémicos de combate à severidade da pobreza é o Rendimento Social de Inserção (RSI). Este instrumento visa inter alia satisfazer as necessidades básicas dos beneficiários, através de uma prestação em dinheiro. A questão que se coloca imediatamente é saber se esta prestação é de facto suficiente para atingir aquele objetivo.

Tomemos como exemplo uma família com dois adultos e dois menores. Na ausência de qualquer outra fonte de rendimento, a prestação mensal do RSI desta família ascende, desde fevereiro de 2013, a €374 (uma redução de 6 por cento face a 2012). Este valor compara com uma despesa média mensal de cerca de €1660 dos agregados familiares portugueses com aquela mesma composição (dados do Inquérito às Despesas das Famílias 2010/11 do INE, excluindo habitação, despesas com água, eletricidade, gás e outros combustíveis).

A prestação do RSI permite assim assegurar um nível de despesa correspondente a menos de 25 por cento da média nacional. Na verdade, o valor da prestação de RSI é pouco superior à despesa média dos agregados familiares portugueses unicamente em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (€328 no caso das famílias com dois adultos e dois menores). A prestação do RSI situa-se assim muito abaixo do nível que permitiria a cada família uma verdadeira liberdade de escolha. Por outras palavras, estas famílias vivem abaixo do que deveriam ser as suas possibilidades. Não surpreende assim que o acesso aos bens alimentares tenha de ceder face ao conjunto alargado de necessidades básicas adicionais de cada família. Esta cedência tenderá a aumentar no atual contexto de contração económica, em que o peso do ajustamento recai sempre de forma desproporcionada, em termos de bem-estar, naqueles com menor capacidade de absorver choques económicos: os mais pobres.» Nuno Alves, na revista Cáritas (n.º 1, abril de 2013)


[O Nuno é economista e tem esta coisa de pensar para lá das ideias feitas e dos clichés batidos de que não há alternativa. E é meu amigo, e já escreveu há muito tempo aqui na Cibertúlia. Por tudo, nestes tempos de insulto a desempregados e aos mais pobres, recupero este texto.]

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Da política e do jornalismo

por Miguel Marujo, em 01.09.13

 

Há um debate que volta e meia aflora no espaço mediático sem grandes consequências - da qualidade dos partidos e da formação dos quadros dos partidos. Esta semana, que termina, dei por mim a refletir algumas vezes sobre isso, em conversas laterais ou breves, com camaradas de profissão e participantes da Universidade de Verão do PS, em Évora, que acompanhei como jornalista. O ponto de partida era a comparação, inevitável, com outra Universidade de Verão, a do PSD, que decorria em simultâneo e só hoje terminou em Castelo de Vide. Sublinhava-se para pior a do PS: sem estrelas, sem soundbites, quase sem interesse jornalístico, argumentaram-me.

 

Dei por mim a pensar na crítica (tantas vezes) justa da falta de qualidade do discurso político e político-partidário em Portugal. Exigimos (mais ainda os jornalistas, num quotidiano relacionamento com políticos) que haja competência nesse discurso, competência técnica, argumentativa, retórica. Mas depois, ao primeiro confronto com um espaço que foge ao ditame mediático do minuto e meio televisivo ou do título que encha o olho, damos por nós (jornalistas) a suspirar por Castelo de Vide e a desdenhar Évora. Os pressupostos dos dois encontros são diferentes, percebe-se logo no programa e nos "professores", e o espaço reflexivo proposto pelo PS é porventura mais académico. Abel Caballero jantou com Pedro Reis, António Covas competiu com Santana Lopes, Fonseca Ferreira enfrentou Paulo Rangel, Gustavo Cardoso mediu forças com Marcelo Rebelo de Sousa e Caldeira Cabral competiu com Alexandre Relvas. Dir-me-ão que são apenas nomes. Não acho: é uma intenção clara, com uns e outros.

 

O jornalismo ainda não encontrou a fórmula para sobreviver: o Público tem ensaiado, todos os dias e não apenas ao fim de semana, um jornal menos breaking news e mais ensaíastico, com mais ou menos sucesso, qualidade e equilíbrio. Sem particular reflexo nas audiências e vendas. Mesmo o jornal i deixou um pouco de parte um modelo de notícias breves para a atualidade e aprofundamento longo de poucos temas por dia.

 

É difícil pois encaixar nos atuais modelos discursivos da comunicação social eventos da academia (sem a inevitável dose de político-governante-visitante-interpelado-por-outros-temas) ou de algo como a Universidade de Verão do PS. No caso dos eventos desta semana, um e outro modelo têm lugar como espaço de formação político-partidária, talvez falte tempo e disponibilidade do espaço mediático para descobrir como encaixar algo como o encontro do PS. Para que não nos fiquemos por soundbites muito coloridos nas manchetes noticiosas, mas encontremos outros discursos muito significativos - e sim, Caballero, Covas, Cardoso ou Caldeira Cabral foram estimulantes. Sem particulares soundbites.

 

Declaração de interesses: foi a primeira vez que acompanhei um evento deste tipo, pelo que o que refiro é impressionista (mais ainda sobre o encontro do PSD). E sim, também é uma autocrítica ao meu trabalho como jornalista. Na foto (de MM, ago/13): transmissão em direto da intervenção de Correia de Campos, na sexta-feira à noite, pela RTP I, vista no iPad.
E sim, também senti esta disfunção de comunicação quando organizava encontros estimulantes e importantes no Movimento Católico de Estudantes...

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