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Nem sequer em Portugal

por Miguel Marujo, em 31.01.13


«Bárbara Bulhosa, editora da Tinta-da-china [e minha amiga], acaba de ser constituída arguida e sujeita a termo de identidade e residência. "Crime" cometido, segundo os queixosos: ter publicado o livro “Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola”, da autoria do jornalista angolano Rafael Marques. Os nove generais angolanos que moveram o processo querem que se saiba que há certa coisas que não podem ser ditas. Nem sequer em Portugal.» Carlos Vaz Marques, no seu facebook

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some days

por Miguel Marujo, em 28.01.13

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é mesmo

por Miguel Marujo, em 27.01.13

[foto Aventar]

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10:10 deste tempo

por Miguel Marujo, em 27.01.13

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Este tempo

por Miguel Marujo, em 25.01.13

Tempos estranhos estes em que a oposição se esquece de um secretário de Estado que prevaricou, de um Governo que rejubila com o foguetório pago a peso de ouro a quatro bancos, esquecendo-se que as pessoas começaram a receber esta semana o recibo de vencimento onde já se espreita o verdadeiro corte que começará em fevereiro. Tempos estranhos estes onde se corta o debate, fechando a porta à comunicação social ou obrigando-a a reproduzir a ata para ser fidedigna, mas o que verdadeiramente se questiona é os jornalistas pensarem por si. Tempos estranhos.

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we, the people

por Miguel Marujo, em 22.01.13

«For we, the people, understand that our country cannot succeed when a shrinking few do very well and a growing many barely make it. We believe that America’s prosperity must rest upon the broad shoulders of a rising middle class. We know that America thrives when every person can find independence and pride in their work; when the wages of honest labor liberate families from the brink of hardship. We are true to our creed when a little girl born into the bleakest poverty knows that she has the same chance to succeed as anybody else, because she is an American, she is free, and she is equal, not just in the eyes of God but also in our own.» [Barack Obama, no discurso da tomada de posse, aqui na íntegra]

 



[não se pense que o silêncio mais ou menos prolongado significa uma menor atenção às coisas; apenas significa outras coisas vividas lá fora.]

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Lama

por Miguel Marujo, em 14.01.13

Ouvir Miguel Relvas defender os funcionários públicos, hoje, por causa do episódio da ADSE, é quase obsceno. Será que a discordância política se tem de fazer com o cinismo e a falta de memória (ou vergonha) como a que o ministro adjunto demonstrou?!

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cores

por Miguel Marujo, em 11.01.13

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Uma aselhice completa do Governo

por Miguel Marujo, em 10.01.13

«Não aceito discutir esta matéria sem que haja, em primeiro lugar, uma explicação cabal das razões que levam o Governo a cortar 4 mil milhões. O partido já tem reclamado esclarecimentos, mas eu vou mais longe. Era fundamental saber, porquê, para quê? E porque não negociar, em alternativa a este corte gigantesco, melhores condições com os parceiros da troika, designadamente no que se refere ao pagamento da dívida e às metas do défice que temos de atingir? Em segundo lugar, contesto de forma muito enérgica a solicitação do Governo ao FMI. O Governo deveria liderar um processo democrático de debate interno sobre a reestruturação do Estado e a eventualidade de proceder a cortes radicais, apresentando as suas propostas. Não percebo, sinceramente, porque consulta o FMI. É para desculpar os cortes nos itens que não são da iniciativa do Governo, mas por sugestão ou imposição do FMI? Mas isso não colhe. Cabe ao Governo o conhecimento da realidade portuguesa. São as próprias entidades que nos empurraram para este caminho, através de medidas de austeridade que provocaram uma espiral recessiva, como falou o senhor Presidente da República, com toda a razão, e que propõem agravar, ainda mais, a atual situação quando está provado que estas medidas têm um efeito perverso na economia. Por que razão não pedem ao FMI que nos dê palpites sobre a forma de relançar a economia, talvez tivessem ideias menos disparadas. Isto foi, de facto, uma aselhice completa do Governo. Talvez quisesse ter um pretexto para começar a entrar nestes domínios mas é um pretexto que provoca a indignação generalizada das pessoas. O FMI seria a última entidade a quem pediria um parecer sobre esta matéria. Era preferível terem-no solicitado a entidades privadas que conheçam Portugal e consciência de quais são os problemas sociais e económicos deste país. Portanto, não é por aqui.» [António Capucho, in DN, do PSD, ex-conselheiro nacional]

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Sempre atual, sempre atual

por Miguel Marujo, em 09.01.13

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Agarrado

por Miguel Marujo, em 04.01.13


«Um bebé agarrou o dedo do médico assim que nasceu. A criança estava ainda dentro do útero da mãe quando agarrou o dedo do médico que estava a realizar a cirurgia. O momento aconteceu em Phoenix, nos Estados Unidos. "O médico chamou-me e disse: "Veja, ela está a agarrar o meu dedo!", contou Randy Atkins, pai de Nevaeh, a protagonista da história.» [jornal i]

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Ricochete

por Miguel Marujo, em 04.01.13

 

Lembram-se das promessas de Passos, a 8 de julho de 2011, acabadinho de tomar posse? «Ministros deixam de ter direito a carro para uso pessoal ou fora da agenda oficial, acabam os cartões de crédito para despesas de representação e passa a haver limites salariais para os requisitados. Passos Coelho decidiu acabar com as regalias nos ministérios. O primeiro-ministro (PM) quer que seja o Governo a dar o exemplo e vai cortar a eito nas despesas dos vários gabinetes. Assim, proibiu os ministros e todos os membros do Governo de usarem viaturas oficiais ao fim-de-semana ou nas deslocações pessoais – aliás, o próprio chefe do Governo compromete-se a usar o seu carro pessoal sempre que não estejam em causa deslocações no âmbito do cumprimento da sua agenda oficial de primeiro-ministro.» E soprou-se para os jornais outros limites, no uso de carros e avençados e telefones e tudo o que fosse gordura.

O que veio dizer o Tribunal de Contas, agora mesmo, entre várias críticas? «No atual dispositivo legal, à semelhança do anterior, não constam critérios sobre a atribuição de regalias como o cartão de crédito, uso de viatura e despesas de telefone.»

 

Não era preciso esperar muito pelo TC. Basta estar num qualquer evento político público, como esta quinta-feira no Seminário Diplomático, para ver a plêiade de ministros, secretários de Estado, assessores, funcionários de organismos, todos com viatura. Basta saber que Nuno Crato, ministro da Educação, foi a um evento do PSD em Viana do Castelo em viatura oficial. E será que Passos Coelho deixa de lado o carro de primeiro-ministro e pega no do PSD sempre que vai para um encontro social-democrata? Pois, pois. O populismo costuma dar nisto: ricochete.

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A loja do senhor Joaquim

por Miguel Marujo, em 02.01.13

Hoje o senhor Joaquim já não abriu a porta. A C. não mais poderá parar à porta da pequena drogaria-onde-se-encontrava-tudo-o-que-precisávamos para dizer olá à mulher do senhor Joaquim. Os velhotes do bairro deixam-no com calotes, sim, mas o senhor Joaquim estava ali há cinquenta e tal anos, "desde os 17 anos", e gostava, disse-me ele na véspera de ano novo, quando lá fui comprar o tubo de supercola. "Já não volto a abrir", anunciou-me. E hoje, de facto, a loja estava fechada. Fez contas e achou que não valia a pena nos seus quase 72 anos investir uns 3000 euros na nova máquina registadora que Vítor Gaspar mandou comprar, sem cuidar de que há negócios pequenos que não têm essa capacidade de investimento. "Fui ao registo comercial, saber como dava baixa da atividade, estavam lá uns 20, 30 como eu." O senhor Joaquim contava histórias, tinha a porta aberta para se ocupar e tinha tudo o que se precisava, quando mais precisávamos. A 100 metros da loja do senhor Joaquim, mais acima na rua, fica a Presidência do Conselho de Ministros. Uns senhores que nunca pararam à sua porta, nem conhecem lojas como as do senhor Joaquim.

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2013. As pessoas não são números.

por Miguel Marujo, em 01.01.13

[Lisboa, Ministério das Finanças, foto MM, Jan/13]

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