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Aberto ao Público

por Miguel Marujo, em 29.10.12

O despedimento colectivo de 48 trabalhadores do jornal PÚBLICO ameaça a identidade e sustentabilidade do diário detido pelo grupo Sonae enquanto publicação de referência. Em protesto contra esta decisão e para lembrar que sem pessoas não é possível fazer jornalismo de qualidade, um grupo de trabalhadores vai organizar a mostra “Aberto ao PÚBLICO” no próximo dia 1 de Novembro, quinta-feira, na Casa da Imprensa, em Lisboa. Porque é preciso preservar os fundamentos que estiveram na origem do PÚBLICO e aproximá-lo dos leitores e da sociedade, a mostra pretende retratar o que o diário representa e representou em momentos marcantes da História. Alguns objectos que simbolizam a vivência dos trabalhadores do jornal serão vendidos. As receitas revertem para um fundo dos trabalhadores do PÚBLICO que será entregue à Comissão de Trabalhadores.

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"Carta ao diretor", no Público, de 24/10

por Miguel Marujo, em 26.10.12

Reclamação
Um dos motivos pelos quais
sou comprador e leitor regular
do PÚBLICO desde o primeiro
número tem sido a qualidade,
atualidade e ponderação da
abordagem da problemática
religiosa em Portugal e no
mundo pelo jornalista António
Marujo. É, sem dúvida, o
profissional mais qualificado
da imprensa portuguesa na
abordagem da questão religiosa
nas sociedades contemporâneas.
As suas oportunas entrevistas,
reportagens, análises, artigos
de opinião não têm paralelo
nos meios de comunicação
portugueses.
Por isso, ao dispensá-lo
estão também a dispensar um
comprador e leitor habitual.
Paulo Melo
(leitor do PÚBLICO desde o
primeiro número; sublinhado meu)

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terra de fogo

por Miguel Marujo, em 25.10.12

[foto MM, out/12]

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O País

por Miguel Marujo, em 24.10.12

Chove.

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Um rotundo sim

por Miguel Marujo, em 22.10.12

Agora que acalmaram as piadinhas sobre as rotundas do Marquês de Pombal, com a prática a mostrar que se calhar aquilo até faz sentido, volto a insistir para sublinhar a minha prática, como peão. Hoje de facto, é muito mais fácil fazer a praça como peão. E isto, meus caros, é algo que todas as notícias (muito preocupadas com os carros que entopem o centro da cidade, bem servido de transportes) ignoraram. E isto, meus caros, é muito bom. Pronto.

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Os homens bons vão-se.

por Miguel Marujo, em 19.10.12















[da Helena Teixeira da Silva] «Uma vez perguntei-lhe se a intenção de Jorge Luís Borges - "Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo" - servia a dele.

Manuel António Pina respondeu assim: "Sim, a única salvação (estranha palavra) é pelo amor. A melhor literatura é sempre, de algum modo, um acto de deslumbramento e amor (ou de amizade, que é a mais alta forma do amor), mesmo quando é – e, às vezes, justamente porque o é – assassina ou suicidária. E, se quer que lhe diga uma coisa surpreendente, acho que o melhor jornalismo também."»

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Pelo jornalismo e pela democracia

por Miguel Marujo, em 18.10.12
A crise que abala a maioria dos órgãos de informação em Portugal pode parecer aos mais desprevenidos uma mera questão laboral ou mesmo empresarial. Trata-se, contudo, de um problema mais largo e mais profundo, e que, ao afectar um sector estratégico, se reflecte de forma negativa e preocupante na organização da sociedade democrática. 
O jornalismo não se resume à produção de notícias e muito menos à reprodução de informações que chegam à redacção. Assenta na verificação e na validação da informação, na atribuição de relevância às fontes e acontecimentos, na fiscalização dos diferentes poderes e na oferta de uma pluralidade de olhares e de pontos de vista que dêem aos cidadãos um conhecimento informado do que é do interesse público, estimulem o debate e o confronto de ideias e permitam a multiplicidade de escolhas que caracteriza as democracias. O exercício destas funções centrais exige competências, recursos, tempo e condições de independência e de autonomia dos jornalistas. E não se pode fazer sem jornalistas ou com redacções reduzidas à sua ínfima expressão. 
As lutas a que assistimos num sector afectado por despedimentos colectivos, cortes nos orçamentos de funcionamento e precarização profissional extravasa, pois, fronteiras corporativas.
Sendo global, a crise do sector exige um empenhamento de todos – empresários, profissionais, Estado, cidadãos - na descoberta de soluções. 
A redução de efectivos, a precariedade profissional e o desinvestimento nas redacções podem parecer uma solução no curto prazo, mas não vão garantir a sobrevivência das empresas jornalísticas. Conduzem, pelo contrário, a uma perda de rigor, de qualidade e de fiabilidade, que terá como consequência, numa espiral recessiva de cidadania, a desinformação da sociedade, a falta de exigência cívica e um enfraquecimento da democracia.
Porque existe uma componente de serviço público em todo o exercício do jornalismo, privado ou público;
Porque este último, por maioria de razão, não pode ser transformado, como faz a proposta do Governo para o OE de 2013, numa “repartição de activos em função da especialização de diversas áreas de negócios” por parte do “accionista Estado”;
Porque o jornalismo não é apenas mais um serviço entre os muitos que o mercado nos oferece;
Porque o jornalismo é um serviço que está no coração da democracia;
Porque a crise dos média e as medidas erradas e perigosas com que vem sendo combatida ocorrem num tempo de aguda crise nacional, que torna mais imperiosa ainda a função da imprensa;
Porque o jornalismo é um património colectivo;
Os subscritores entendem que a luta das redacções e dos jornalistas, hoje, é uma luta de todos nós, cidadãos. 
Por isso nela nos envolvemos. 
Por isso manifestamos a nossa solidariedade activa com todos os que, na imprensa escrita e online, na rádio e na televisão, lutando pelo direito à dignidade profissional contra a degradação das condições de trabalho, lutam por um jornalismo independente, plural, exigente e de qualidade, esteio de uma sociedade livre e democrática.
Por isso desafiamos todos os cidadãos a empenhar-se nesta defesa de uma imprensa livre e de qualidade e a colocar os seus esforços e a sua imaginação ao serviço da sua sustentabilidade.
Proponentes: 

 

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Variação no IRS do trabalhador face a 2012

 

 

 

 

   

Casos tipo

         
 

Valor a pagar de imposto*

   

Salário base mensal, em euros

2012

2013

Var.

   

Menor ou igual a 570

0

0

     

600

15,53

28,01

80%

 O mais penalizado

1000

88,29

122,73

39%

   

1500

210,79

285,23

35%

   

3000

720,1

868,28

21%

 O menos penalizado

5000

1390,43

1725,51

24%

   

10000

3320,83

4081,23

23%

   
           

* Ainda sem deduções à coleta

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Gaspar, político

por Miguel Marujo, em 16.10.12

Desengane-se quem vê em Gaspar, Vítor Gaspar, o técnico que foi tomando gosto à política e, qual aprendiz, debita chavões ideológicos mal cosidos e escassamente alinhavados. Há no ministro das Finanças um reconhecimento técnico (público) alicerçado (por este público) em menos que nada: i) não se lhe conhecia uma ideia para o país e já percebemos que o currículo pode ser composto de nomes institucionais sonantes, sem que alguma vez o seu percurso seja questionado (e o exemplo de António Borges está aí escancarado para nos alertar para isto; ou noutro nível os de Vítor Constâncio e Durão Barroso); ii) todas as previsões técnicas pedidas a Gaspar caíram no imenso saco sem fundo de falhanços, retirando qualquer credibilidade a este "rapaz de Chicago".

Há nele, antes, um profundo jogo político disfarçado de suposta boa educação ou de ironia bem amanhada. Gaspar não dá ponta sem nó e é com indisfarçável gozo que desdenha de Krugman, manipulando Gaspar grosseiramente as conclusões do FMI e esquecendo de propósito as declarações de Lagarde e Blanchard, assim como é com toda a conta, peso e medida que se atira a Cavaco Silva, por interposto Krugman, para 25 minutos depois, "confessar com algum embaraço" que não leu nem ninguém lhe deu a ler as palavras do Presidente da República. O senhor que o convidou para o Conselho de Estado deve estar a esta hora a pensar que há precedentes que não se abrem - este, foi um deles.

 

 

PS: E não preciso de enumerar a forma autoritária como gosta de tratar a comunicação social, com ralhetes em público ou acabando abruptamente uma conferência de imprensa, como a de hoje, quando ainda estavam inscritos dois jornalistas e sobravam 5 minutos.

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genuflexão (felizmente vem aí novembro)

por Miguel Marujo, em 14.10.12

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oração.

por Miguel Marujo, em 13.10.12



Oh, Lord, help me walk
Another mile, just one more mile;
I'm tired of walkin' all alone.

And lord, help me to smile
Another smile, just one more smile;
Don't think I can do things on my own.

I never thought I needed help before;
Thought that I could get by - by myself.
But now I know I just can't take it any more.
And with a humble heart, on bended knee,
I'm beggin' You please for help

Oh come down from Your golden throne to me, to lowly me;
I need to feel the touch of Your tender hand.
Release the chains of darkness
Let me see, Lord let me see;
Just where I fit into your master plan.

I never thought I needed help before;
Thought that I could get by - by myself.
Now I know I just can't take it any more.
And with a humble heart, on bended knee,
I'm beggin' You please for help
With a humble heart, on bended knee,
I'm beggin' You please for help.

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as vozes que falam com Deus

por Miguel Marujo, em 13.10.12


Às vezes copiamos algo que tomamos (também) como nosso, como este vídeo e este texto que o acompanha: «Well closer to God is the one who's in love, disse-o tantas vezes Damien Rice, e ninguém o compreendeu tão bem quanto The xx. O que há de mais íntimo e incomunicável nisto de nos apaixonarmos está aqui, em verso, respiração e batimento cardíaco, e eu desafio qualquer alminha sobredotada para a poesia, tratado filosófico ou bruxaria a tentar o milagre. É a (minha) música do ano. Digamos que também ela está muito próxima de Deus.» [Menina Limão]


You move through the room
Like breathing was easy
If someone believed me
They would be
As in love with you as I am

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Da necessidade urgente e evidente

por Miguel Marujo, em 12.10.12

«O RESPEITO PELOS BENS DO OUTRO
O sétimo mandamento proíbe o roubo, isto é, a usurpação do bem de outro contra a vontade razoável do proprietário. Não há roubo se o consentimento [for] presumido ou se [a] recusa é contrária à razão e à destinação universal dos bens. É o caso da necessidade urgente e evidente, em que o único meio de acudir às necessidades imediatas e essenciais (alimento, abrigo, roupa...) é dispor e usar dos bens do outro.» [Do Catecismo da Igreja Católica]

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Da obscenidade

por Miguel Marujo, em 12.10.12

«As pessoas que estiverem a receber o subsídio de desemprego vão ficar sujeitas a uma contribuição para a Segurança Social de 6% a partir do próximo ano, de acordo com a versão preliminar da proposta do Orçamento do Estado de 2013. No caso de doença, o subsídio que a pessoa recebe vai igualmente ficar sujeito a uma contribuição de 5%.»

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Não há coincidências

por Miguel Marujo, em 12.10.12

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, exonerou uma das suas 11 secretárias pessoais, Helena Belmar Costa, por, alegadamente, ter utilizado indevidamente bens do chefe do Executivo, noticia hoje o “Correio da Manhã”. O despacho com a exoneração da secretária foi ontem publicado em Diário da República, com produção de efeitos a partir de 24 de Setembro. De acordo com o “CM”, citando fontes do PSD, o motivo que estará na origem da demissão é o uso abusivo de bens do primeiro-ministro. Questionado pelo jornal, o gabinete de Passos Coelho disse não ter “qualquer comentário a fazer”. O nome de Helena Belmar surge hoje na notícia do “Público”, sobre o favorecimento de Relvas, durante o seu mandato como secretário de Estado da Administração Local, à empresa que era então administrada pelo actual primeiro-ministro, Passos Coelho. Helena Belmar era, na altura, secretária pessoal de Relvas. A secretária colaborou com o PSD durante vários anos.» [in Negócios]

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