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Estes tempos

por Miguel Marujo, em 29.04.11

«A partir de hoje e até à próxima sexta-feira, dia de 6 de Maio, o Blogue de Esquerda acolhe a primeira «Semana do Blogger Convidado».
Estarão a blogar connosco Ana Gomes (Causa Nossa), Miguel Cardina (Arrastão), Mariana Mórtagua (Adeus Lenine), Tiago Mota Saraiva (5 Dias), Tomás Vasques (Hoje há Conquilhas), Palmira F. Silva (Jugular), Paulo Guinote (Educação do meu Umbigo), Nuno Ramos de Almeida (5 Dias) Miguel Vale de Almeida (Jugular), Vítor Dias (O Tempo das Cerejas) e Miguel Marujo (Cibertúlia).»

 

(A ver se a Marta não se arrepende do convite que me fez.)

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Diálogos na feira

por Miguel Marujo, em 28.04.11

O segurança reconhecia à funcionária da Porto Editora:

- nunca vim cá em lazer, só em trabalho.

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Primeiras impressões

por Miguel Marujo, em 28.04.11

Abriu hoje a feira do livro, ainda pela manhã. Vizinho, não me fiz rogado e dediquei-lhe a hora do almoço, qual incrível rapaz que comia livros. As primeiras impressões são as de sempre: pavilhões ainda fechados, muitas barracas ainda em fase de instalação, o mapa da feira que ainda não existe ("só amanhã"), catálogos também adiados e os livros do dia cada vez menos visíveis, duas feiras-praças (da Leya e da Porto Editora) dentro da feira e um corredor-pavilhão (da Babel) que capta a atenção mas poderá afunilar em dias de enchentes. Há cupcakes, mas as pipocas estavam fechadas, a pita shoarma continua demorada e as farturas ficam para melhores dias. O calor era muito, apesar de todas se terem distraído com a meteorologia quando saíram de casa. O gelado estava com gelo a mais e o rapaz afinal não devorou livros. Guardou-se para um dia mais composto - porque há muitos livros em destaque a lembrarem-nos que o FMI anda aí, e isso, meus caros, não sei se é o melhor marketing para a feira.

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Há 37 anos

por Miguel Marujo, em 27.04.11

 

 

Os ventos no rosto feliz. (À X.)

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Assinar por baixo!

por Miguel Marujo, em 26.04.11

Claro que Diogo Leite Campos não é aldrabão


«O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda ou abono de família - sem saber onde realmente gastam os beneficiários o dinheiro. Não deixa de ser um raciocínio económico estranho, já que a despesa - os filhos ou a casa - estão lá. Para resolver o problema, quer fazer como se faz com os mendigos: dá-se-lhes uma sandes em vez do dinheiro. Através de um cartão de débito e recorrendo a instituições de caridade, como "albergues" ou a "sopa dos pobres". A leitura de Oliver Twist, de Charles Dickens, pode ajudar a perceber o modelo social de Leite Campo.

Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Leite Campos explicou que "quem recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem mais precisa".

Seria impensável eu dizer que o senhor Leite Campos é um "aldrabão". Longe de mim pôr em causa a honorabilidade de tão distinta figura. Os insultos, já se sabe, são coisa que deixamos para os miseráveis. O direito ao bom nome vem com o cartão de crédito e quem não o traz na carteira só pode deixar de ser suspeito se lhe derem um cartão de débito. Os pobres são, até prova em contrário, mentirosos. Como não insulto o senhor, fica apenas este facto: estando ainda a trabalhar, já recebe uma reforma do Banco de Portugal. Quando se retirar da Universidade de Coimbra, juntará o que recebe já hoje ao que receberá dali. Acumulará duas reformas vindas do Estado.

Seria um argumento "ad hominem" atacar o professor Leite Campos, competente fiscalista, por causa das suas duas reformas. Dizer que ele é "esperto" e que gasta recursos do Estado que podiam ir "para quem mais precisa". Espertos são os pobres que ficam com os trocos. Quem consegue acumular reformas por pouco trabalho é inteligente. Os pobres enganam o Estado, os outros têm direitos. Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm carreiras. Fico-me por isso pelos factos: a reforma que o senhor Leite Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho naquela instituição.

Cheira-me que se a generalidade dos portugueses recebesse reformas, estando ainda no ativo, por seis anos de trabalho e as pudesse acumular com outras dispensaria bem o abono de família e até o cartão de débito para ir à sopa dos pobres.

Aquilo que realmente está esgotar o crédito da minha paciência é ver tanto "esperto" que vive pendurado nas mordomias do Estado a dar lições de ética aos "aldrabões" que recebem subsídios miseráveis. É mais ou menos como dizia o outro. Já chega. Não gosto de tanto cinismo. É uma coisa que me chateia, pá.

Sobre os subsídios, Leite Campos disse: "O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95 por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões". Sobre as escandalosas reformas do Banco de Portugal, faço minhas as palavras do vice-presidente do PSD.»

 

Daniel Oliveira

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Há um ano

por Miguel Marujo, em 25.04.11

A esta hora, neste instante: "Ela nasceu para o mundo num dia assim. O braço levantado, numa manobra tantas vezes ensaiada a horas certas na barriga da mãe, a atrapalhar a obstetra, os olhos abertos, vivos, o cordão umbilical que eu lhe cortei, o sangue limpo pelas mãos da mãe. O dia limpo. Inteiro. Livre." Há um ano, Clara.

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25.

por Miguel Marujo, em 25.04.11

 

 

 

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Nesta manhã, Sophia

por Miguel Marujo, em 25.04.11

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

 

(25 de Abril)

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Neste dia, Sophia

por Miguel Marujo, em 25.04.11

NESTES ÚLTIMOS TEMPOS

Nestes últimos tempos é certo a esquerda fez erros
Caiu em desmandos confusões praticou injustiças

Mas que diremos da longa tenebrosa e perita
Degradação das coisas que a direita pratica?

Que diremos do lixo do seu luxo — de seu
Viscoso gozo da nata da vida — que diremos
De sua feroz ganância e fria possessão?

Que diremos de sua sábia e tácita injustiça
Que diremos de seus conluios e negócios
E do utilitário uso dos seus ócios?

Que diremos de suas máscaras álibis e pretextos
De suas fintas labirintos e contextos?

Nestes últimos tempos é certo a esquerda muita vez
Desfigurou as linhas do seu rosto

Mas que diremos da meticulosa eficaz expedita
Degradação da vida que a direita pratica?

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Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «r» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

 

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode  significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.

 

O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida.Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

 

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar e algum caminho, ainda que na penumbra, tem sido trilhado. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação, e estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista,esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

 

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta naimposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.
Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!

 

[assinam 74]

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Jejuns

por Miguel Marujo, em 21.04.11

Estes dias de semana santa, deviam-nos obrigar a cuidados redobrados. As abstinências, os jejuns dos dias de hoje não passam por comer peixe e deixar de lado o prato de carne. Aquele está mais caro do que esta. Os jejuns de hoje passam por observar um país que está entregue a três senhores que não dizem ao que vêm, limitam-se a ouvir aqueles que nos conduziram ao desastre - do Governo a uma oposição que avalizou sempre a destruição de direitos sociais, aos banqueiros e patronatos que só pedem para eles, nunca para os trabalhadores. O jejum tropeça num país que se tolera no ponto de uma quinta-feira santa, apenas celebrada para pôr os pés a andar, não para o lava-pés. O país jejua de homens e mulheres com grandeza. Nós jejuamos assim - preferindo olhar para uma pequenina lá em casa, que nos diz olá! e nos acena sorridente à saída. Pode parecer pouco para quem tem o FMI cá dentro. É muito. É uma Páscoa.

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O bombástico do plástico está aqui

por Miguel Marujo, em 19.04.11

A esquerda parlamentar à esquerda deste PS (PCP, BE, Verdes) falhou um momento único: dizer na cara dos senhores do FMI que há alternativas à sua receita. Até a CGTP percebeu isso. (Como também diz bem o Daniel.)

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A triste figura dos discípulos

por Miguel Marujo, em 18.04.11

«1. Há muitas maneiras de nos deixarmos alienar. Diz-se que alguns cristãos, sensíveis às acusações de alienação religiosa e decepcionados com algumas atitudes da Igreja no pós-Vaticano II, transitaram, com armas e bagagens, para a actividade política, julgando encontrar nela a salvação. De "vencidos do catolicismo" parecem, agora, vencidos da política. Segundo os Evangelhos, Jesus teria aconselhado os discípulos a distinguir essas duas áreas de intervenção: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." Porque não são necessariamente incompatíveis, podem coexistir, no mesmo cidadão, sem esquizofrenia.

Tal distinção não basta para encontrar o caminho da conversão das religiões, nem o da transformação permanente das práticas políticas, expostas ambas a lamentáveis distorções.

Hoje, está na moda fazer dos políticos os bodes expiatórios de todos os nossos males, precisamente, porque transferimos, para eles, de forma mágica, a salvação do país, distraindo-nos da nossa intransferível responsabilidade cívica. Alienamo-nos, repetindo que eles não deixam espaço à sociedade civil, mas é esta que se demite da sua vocação e entrega tudo na mão dos partidos, que, por natureza, são apenas parte da acção política.

A vida em sociedade tem muitas dimensões e expressões e, por vezes, os meios de comunicação, cegos pela poeira dos acontecimentos políticos e por tudo o que corre mal, roubam, aos cidadãos, o país real, na sua complexidade. A verdade passa a ser a representação que eles nos distribuem. Por outro lado, a publicidade torna as pessoas infelizes, se não comprarem as suas propostas. Ora, é a civilização expressa nessas propostas que está falida.

 

2. Perguntam-me, muitas vezes, que pode e deve fazer a Igreja na situação actual. O que de pior poderia acontecer é que alguém fingisse que o sabe. Não faltam, aliás, na actualidade portuguesa, comissões de sábios que só aparecem depois do irremediável.

Nesta semana, proponho uma breve reflexão sobre o contraste entre Jesus e os seus discípulos.

Jesus, ao contrário de Buda, não é pela extinção do desejo, até o excita. Prega o reino do infinito amor. Exige, no entanto, a regeneração das raízes dos nossos apetites desencontrados, implicando a conversão e a hierarquização dos nossos desejos.

O Nazareno levou muito tempo a encontrar o seu próprio caminho e, quando pensava que já o tinha encontrado - foi iniciado e baptizado por João Baptista -, sentiu-se surpreendido, ao entrar em oração, por uma Voz que o fez estremecer: "Tu és o meu Filho muito amado." A partir daí, o rumo da sua existência mudou radicalmente. Não interpretou tal revelação como um privilégio, mas como uma missão que o levou a arriscar tudo: mostrar, por palavras e gestos, que o seu Deus nada tinha a ver com uma religião e uma prática social que colocava uns à mesa e outros à porta. Foi por isso que escolheu todas as más companhias, contrariando as normas religiosas e morais mais prestigiadas e aprovadas.

 

3. Não era o que os grupos dominantes esperavam. Queriam alguém que fosse um líder, um messias que, em nome de Deus, resolvesse, miraculosamente, as questões económicas, políticas e religiosas com que se debatia um povo dominado. Jesus não foi insensível a essa esperança. Há, porém, uma narrativa, na qual Jesus interpreta essas tentações como diabólicas, isto é, que o separavam do sonho que o habitava: subverter tudo aquilo que gerava a exclusão das mulheres, dos classificados como pecadores, dos doentes, dos pobres, dos estrangeiros, dos que estavam sempre a mais (Lc 4). Era o sonho infindável de reunir todos os filhos de Deus dispersos, como dirá S. João (Jo 11, 52).

Se Jesus venceu essas tentações que o acompanharam até à morte, elas eram o próprio desejo dos discípulos em luta pelo poder. Conta-se, no Evangelho de S. Marcos, que era, precisamente, essa a questão que os movia e impedia de entender o caminho do Mestre que, afinal, seguiam por equívoco. A questão azedou-se tanto que, um dia, dois foram ter com Jesus e disseram claramente ao que andavam: quando tomares conta do poder, queremos ser os primeiros da lista. Acontece que os outros dez ficaram indignados com esta jogada de antecipação. Jesus foi obrigado a uma reunião de emergência e declarou-lhes que escusavam de insistir em o desviar do seu rumo. Eram eles que tinham de mudar: aquele que quiser ser o primeiro, seja o último e ponha-se ao serviço de todos, porque ele, Jesus, também não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos (Mc 4 - 10).

Calaram-se, mas não acreditaram no que ele dizia: se Deus estava com ele, tinha de ir à luta e Deus não o deixaria mal.

Esta semana é, realmente, santa pela fidelidade de Jesus. É criminosa por quem o assassinou, mediante uma farsa judicial. É, sobretudo, a semana da triste figura dos apóstolos, dos Doze, nosso retrato, quando criticamos o comportamento dos políticos e reproduzimos, no interior da Igreja, os esquemas e as atitudes que Jesus reprovou.

Para crentes ou não, as narrativas do Novo Testamento, que contam o que se passou, no Jardim das Oliveiras, na prisão e no desfecho do processo de Jesus, são a maior parábola da humanidade a que pertencemos.

Jesus era e é o ser humano com temperatura de Deus e um sonho que nem a cruz conseguiu quebrar.» 

 

Frei Bento Domingues, O.P., no Público de ontem (sem link para não assinantes)

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Nobre barraca

por Miguel Marujo, em 17.04.11

É interessante ver como Nobre passou de folclore esquerdista nas presidenciais para cidadão sério que merece encómios, visto pela direita blogosférica. A narrativa de uma semana explica-se em três linhas: no domingo passado, Passos anunciou-o como cabeça-de-lista. E futuro presidente da Assembleia da República - e o novel político diz que só assim entrará em São Bento. Uma semana depois, os laranjas têm dúvidas, mas a entourage passista sacode o capote e acha que o médico da AMI tem sido incompreendido. Eu, por mim, aguardo uma frase lapidar: que me dêem um tiro se não for indicado presidente da Assembleia da República.

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