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Idiota salgado

por Miguel Marujo, em 30.01.04
Há um blogue que tem um bonito nome - Mar Salgado. Mas tem um senhor (não é marinheiro, certamente) que adorava ver Oliveira Salazar a governar-nos. É outro inimputável, claro. Mas quem o criticar é que leva com um processo em cima. Valha-nos a resposta de Ana Sá Lopes. Por que há quem não esquece.

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Inimputável

por Miguel Marujo, em 30.01.04
Sim, Celeste Cardona é inimputável, como disse Louçã. Os senhores do CDS-PP podem processar-me que eu não preciso de levantar qualquer imunidade parlamentar. Mais: é inimputável a senhora e hipócritas os seus comparsas que desviam a atenção de assuntos sérios com bocas idiotas.

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Estes jornalistas

por Miguel Marujo, em 30.01.04
Durão anunciou aumentos para 2005 (na linha das suas promessas anteriores). A maldosa da jornalista da SIC Notícias disse que essa medida aconteceria no ano anterior às eleições legislativas. Tsss, tsss. Estes jornalistas, lembram-se de cada uma!

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M-R-pum-pum

por Miguel Marujo, em 30.01.04
«Já o líder parlamentar do CDS/PP, Telmo Correia, apoiando o governo, acentuou: "O PS só se anima com o PREC, nunca com o PEC". Não haverá confusão? Isso era o Camarada Zé Manel do MRPP.»



[um leitor do PortugalDiário, a comentar o debate mensal na Assembleia da República]

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Quem nos dera! (wishful thinking)

por Miguel Marujo, em 30.01.04
«Senhor primeiro-ministro, o seu tempo esgotou-se!»



Mota Amaral, presidente da Assembleia da República, hoje no debate mensal com Durão Barroso.

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O escrutínio do Público

por Miguel Marujo, em 29.01.04
Diz José Manuel Fernandes no título do seu (previsível) editorial de hoje no Público, depois de divulgado o relatório Hutton: «Enganos Não São Mentiras». Não, não são enganos, caro JMF. São grosseiras mentiras. Ou não se recorda que Bush e Blair nos prometeram armas de destruição maciça para começar uma guerra que, ela sim, é uma arma de destruição lenta? E que o nosso primeiro-ministro (a despropósito: para quando um editorial escrito por si a criticar tão veementemente o Governo de Durão como fez em relação ao ex-governador da Califórnia?) disse ter visto provas de coisas que não existem?

Mais: o próprio JMF está a sacudir água do capote. O "seu" Público escreveu muitas vezes sobre a iminente descoberta de armas de destruição em massa. Onde estão elas?, pergunto.



A resposta pode ser dada por Hutton:

«(...) os responsáveis de editores tinham obrigação de averiguar a sua veracidade".

· "O sistema editorial (...) falhou".

· "(...) não [averiguou] apropriadamente as [afirmações de Durão] (...)».

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Novo exercício de memória

por Miguel Marujo, em 29.01.04
O cabeça-de-lista da lista conjunta do PSD e PP às eleições europeias será anunciado em Março. Lembro-me de, nas anteriores eleições europeias, o Nuno e o Zé terem ficado entusiasmados com a escolha de Pacheco Pereira (e também com Vasco Graça Moura). E zurziam na escolha do PS: Mário Soares. Entre outros motivos, havia sempre um à cabeça: o "bochechas" abandonaria Estrasburgo nos primeiros meses e assim se enganaria o eleitorado. Na imprensa, a generalidade dos "opinion makers" alinhavam pelo mesmo argumentário.



No momento em que se aproximam novas eleições europeias, é interessante constatar:

- Mário Soares abandonará o Parlamento Europeu ao mesmo tempo que Pacheco Pereira e (quase de certeza) Vasco Graça Moura.

- Duvido que o próximo nome venha a entusiasmar... Afinal, o Pequeno Partido (anti-federalista) imporá certamente uma agenda ao PSD. Essa agenda terá nome, sem rasgo nem rebeldia, como é o denominador comum entre a linha europeia dos dois partidos.

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A culpa é do macaco!

por Miguel Marujo, em 29.01.04
«Os alunos do 9º ano que em Maio de 2002 fizeram provas de aferição tiveram médias negativas a Português e Matemática, tal como os do 6º ano nesta última disciplina, revela hoje o Público. O ministro da Educação, David Justino, já justificou estes resultados afirmando que «a culpa é do antigo Governo socialista». «São dados que revelam o descalabro do antigo Governo», disse à TSF. David Justino afirmou ainda que a culpa não era das escolas ou dos alunos mas sim do Ensino Educativo. «É necessário uma remodelação dos conteúdos e dos programas», avançou.» [in PortugalDiário].



Exercício de memória: este senhor ministro, que se esqueceu de declarar uns dinheiritos, esquece-se também de algumas coisas essenciais sobre "isto" dos «conteúdos e dos programas»: que, quando da intenção dos governos PS mudarem o programa de Português (empurrando Camões do 9º ano para o ensino secundário), gritou-se "aqui d'el-rei" que querem afogar o poeta. David Justino e Vasco Graça Moura foram os porta-vozes contra o crime de lesa literatura. Postos em sossego no poder, Justino "cortou" ainda mais do programa curricular o senhor Luís Vaz e Graça Moura escrevinhou sobre ser Pipi ou nem por isso. E não houve sobressalto cívico algum. E o Big Brother num livro escolar também deve ter sido opção pessoal de António Guterres e dos seus ministros da Educação, (os muito suspeitos) Marçal Grilo, Augusto Santos Silva e Guilherme d'Oliveira Martins. Haja memória.

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No jardim da Celeste (II)

por Miguel Marujo, em 28.01.04
«Fui ao jardim da Celeste,

giroflé, giroflá,

fui ao jardim da Celeste,

giroflé, flé, flá.



O que foste lá fazer?

giroflé, giroflá,

O que foste lá fazer?

giroflé, flé, flá.



Fui lá buscar uns descontos,

giroflé, giroflá,

Fui lá buscar uns descontos,

giroflé, flé, flá.



P’ra quem é esse dinheiro,

giroflé, giroflá,

P’ra quem é esse dinheiro,

giroflé, flé, flá.



É p’ra a menina Manela,

giroflé, giroflá,

É p’ra a menina Manela,

giroflé, flé, flá.



Mas isso não é legal,

giroflé, giroflá,

Mas isso não é legal,

giroflé, flé, flá.



A lei não é para o Estado,

giroflé, giroflá,

A lei é só para os tansos,

giroflé, flé, flá.»



Parabéns, Daniel, por esta versão do «Jardim da Celeste».

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O Barnabé na praia

por Miguel Marujo, em 28.01.04
Às vezes gostava de poder ler o Miguel Fontes na blogosfera. Daria um país menos relativo?

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Tradução simultânea

por Miguel Marujo, em 28.01.04
Televisor 1: um funeral em longos directos, a partir de uma pequena cidade húngara, sob um manto de neve branco. E as câmaras sempre lá.



Televisor 2: um juiz, Hutton, com voz pausada, lê um longo texto cheio de argumentos sustentados e fundamentados. Claro como a sua leitura.



Televisor 3: Um debate irritado entre Celeste Cardona, muito "amiga" dos trabalhadores precários do seu ministério, e deputados da oposição que teimam em não pedir a demissão de quem cometeu uma ilegalidade.



O mundo traduzido em simultâneo mostra-nos como este nosso canto é pequenino.

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Lembra aqui o nosso Marujo que a morte de um jovem jogador de futebol está a ser tratada com uma ultra-sensibilidade e, adito, um sensasionalismo natural dos dias que passam.



Ora, por muito que lamente a morte de Fehér, e faço-o, já expressei noutros fórums que o choque por ver um jogador morrer em campo se dá não apenas pela juventude do mesmo ou pelo clube a que pretence, bastião do futebol nacional, mas porque a comunicação social explorou - e o público foi atrás - a morte que, nos dias de hoje, se trata com recato.



O bom senso nos livre de voltar às ideias da idade média, ou dos romanos, ou dos gregos, onde a morte era mais mística e, por isso, mais pública. Aprendemos, e creio que evoluimos, com o tempo e com a experiência.



Fehér foi, infelizmente, apenas mais um. No dia em que caiu redondo no campo de Guimarães noticiava-se algo que, pessoalmente, considero mais terrível: crianças que morrem asfixiadas por gás butano, por causa de um esquentador colocado numa casa de banho. Em pleno Portugal do século XXI. Mais: as mortes que se sucedem a nível laboral, de imigrantes incógnitos e ignorados, são também tenebrosos sinais de uma sociedade que se preocupa com os mortos mediáticos mas que depressa esquece os mortos incógnitos.



Isto não é de hoje, é de sempre. Mas os pressupostos que levam a «decidir» que morte «é mais importante» são viciados. O jogador, figura pública, tem direito à atrocidade maior que pode existir: três tv's em directo, câmaras apontadas à urna, adeptos a protestar contra a polícia porque esta não os deixava chegar ao local onde o corpo estava em câmara ardente. «Estamos aqui para a festa do Fehér», gritava um adepto aos microfones da TVI.



Apesar de tudo, continuo a pensar que a sociedade lida mal com a morte. E lida pior com a morte dos que são próximos, como era este jogador para os adeptos do futebol e, em especial, para os benfiquistas. Mas a resposabilidade da exposição é dos jornalistas e do público ávido de emoções fortes.



No sonambulismo a que a vida urbana nos obriga, só um choque eléctrico como este mobiliza. Terá sido isto que levou o presidente do clube do atleta falecido a declarar que tinha de ir repensar o seu futuro. Se estiver a ser sincero, compreendo-o. É que depois das guerrilhas mais ou menos sui generis do mundo do futebol, uma morte parece fazer com que os resposáveis pelo espectáculo se dêem conta que nem tudo vale a pena.



Não creio que existam grandes mudanças no comportamento. Aliás, não darei mais de uma semana para que, após o funeral, surjam as piadas sobre a morte do jogador. Mas a verdade é que nenhuma morte é mais importante que outra. Há é circunstâncias mais arrepiantes. O que prova ainda o nosso emotivo comportamento. E este é saudável. Pena que outras ideias, objectivos ou propostas não reúnam os portugueses como o fado da morte. Deve ser o nosso destino.

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Acreditar «na América»

por Miguel Marujo, em 27.01.04

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A morte pública

por Miguel Marujo, em 27.01.04
Talvez a comoção ou a indignação sejam resultado de uma morte pública, quase em directo. Arrepia. Mas (acho eu) a morte de Fehér impressiona mais por ser pública: hoje, a morte quer-se reservada, empurrada para os hospitais - ou nas clínicas de rectaguarda, para não afectar as estatísticas de produtividade dos "hospitais SA". Todos negam a morte. Todos fogem da morte. Sofrer em público já é criticável, morrer publicamente é inconcebível. Muito longe das "ars moriendi" - a arte de bem morrer ou a "boa morte"- da Idade Média.

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No jardim da Celeste

por Miguel Marujo, em 27.01.04
Vou formar uma empresa. Apetece-me. Mas depois não cumprirei as minhas obrigações com a Segurança Social e reterei os descontos dos meus funcionários. Durante um ano. Quando for "apanhado" direi que a situação está em vias de ser regularizada e que o farei nos próximos dias. Ora nem mais. E, ai da Ferreira Leite ou do Bagão!, que me ameacem. Digo-lhes para irem falar com a Cardona! Toma.

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