Regresso sempre a Veneza, por estes dias. Para recordar uma semana a calcorrear os passos de Corto, para ver a água a rasgar a terra, os barcos a sulcarem os canais. Da Biennale de arte ao Festival de Cinema, há desculpas para regressar a Veneza por interpostas pessoas - páginas de jornais, ecos de posts em blogues ou facebooks. O cinema traz-nos o brilho das estrelas, mesmo que aquela Veneza esteja mais longe, no Casino do Lido, na frente marítima, a barreira natural que separa o mar e a cidade. A Biennale mostra como a Serenissima Republica sempre cuidou das artes. Estes regressos têm uma marca e essa é toda nossa. Saudade. De uma cidade que não se explica nem se conta - vive-se, entranha-se.
foto: a actriz Valeria Solarino chega ao Lido.


