Pecado original, a do PEC que atormenta a Europa desde não sei quando. Primeiro, com Durão, tivemos de apertar, Santana alargou-se só no disparate, e com Sócrates voltou a obsessão do défice. Antes, ainda tínhamos um Presidente que nos dizia que havia vida para lá do défice, agora temos um senhor que só faz continhas e avança para Belém através da SIC. O défice desta história é outro: a função pública e a classe média que paguem a crise. Eu por mim, era mexer no défice, só depois de apostar no que é prioridade: o emprego para todos, a distribuição mais equitativa da riqueza, a taxação das mais valias. Arrumada esta casa das pessoas, aí sim podíamos dar o bombom à Europa, ao senhor que deixou um défice bem acima dos 3 por cento e que agora, qual frei Tomás, prega o rigor dos números.

