Quem me lê, já sabe: fui despedido ilegalmente pela administração MediaCapital/Prisa/Metro Internacional do jornal "Metro". Há três anos e espero julgamento. Mas deixei lá bons amigos, e sempre achei que (bem feito) aquilo tinha pernas para andar, apesar da incompetência de muitos que mandavam. Há menos de um mês, a Cofina e Holdimedia compraram o título. Hoje já anunciaram a sua grande medida de reestruturação: o despedimento colectivo de 19 pessoas (sobram 4, amigos, bodes expiatórios para aguentar o jornal nos próximos dias). Estes empresários são uns gajos muito bons: ao mínimo aperto despedem quem menos custa, quem é mais fácil! Os chefes incompetentes que afundaram o Metro vão continuar, quem deu o litro pela casa é posto a andar. O mexilhão lixado, não é fábula. Tem nomes.
De
Pedro Sá a 3 de Julho de 2009 às 12:45
Conversa de virgem ofendida, para ser honesto.
Então agora ALGUÉM faz planos de reestruturação que impliquem despedir-se ? Ninguém, meu caro, sejamos sérios.
virgens há muitas, eu não sou... a ofensa é esta gentalha que despede... e leia melhor o que se escreve para perceber que quem reestrutura (novos empresários) não despede quem afundou o jornal (chefes incompetentes). depois sim: sejamos sérios...
e se quiser informar-se, antes da virgindade ofendida, isto já é meio caminho andado para explicar:
«Luís Pimenta, director do diário, não está entre o lote dos dispensados, e quando contactado pelo M&P não quis comentar este assunto, nem o seu futuro no jornal. Na equipa de direcção do jornal apenas o director de distribuição foi incluído no lote de 19 funcionários dispensados, não tendo o despedimento colectivo abrangido Tiago Bugarin, director-geral e comercial do Metro, e Luís Rebola, director de marketing, este último também com funções no Metro Internacional.»
[in Meios e Publicidade
http://www.meiosepublicidade.pt/]
Não é o primeiro caso de um jornal onde há despedimentos colectivos ao ponto de ficarem só quatro jornalistas a aguentar o barco. É lamentável que haja empresários que achem que quatro pessoas podem aguentar um barco, mantendo-o a navegar com qualidade e sem meter água. Mas há, pelo menos, dois títulos que andam numa situação idêntica (um deles ainda pior do que a imaginação nos autoriza a sonhar).
O Luís Pimenta é o director do Metro? Hum, não sabia. Mas explica muita coisa (cruiz credo!).
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