Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]


Uniões de facto não são casamentos

por Miguel Marujo, em 06.03.09

La Palisse não escreveria melhor título, passe a presunção. Note-se: sou a favor do casamento gay. Mas por isso mesmo não entendo que se dêem os mesmos direitos (apenas estes, nunca os deveres) às uniões de facto como se estas fossem casamentos. Quer dizer: volta e meia tenho amigos que dizem que não estão para se casarem, que ninguém tem nada a ver com isso. Mas depois trepam às paredes quando lhes dizem que, se assim é, não podem ter os mesmos direitos. Querem direitos? Casem-se* porra!

 

* heteros, homos, como quiserem, mas casem-se.

Autoria e outros dados (tags, etc)


46 comentários

Imagem de perfil

De jonasnuts a 06.03.2009 às 20:04

Mas então qual é a diferença?

Um papel?

(Solteirinha, ou unida de facto, como queiras :)
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 06.03.2009 às 20:09

mas há diferenças, certo? ;)
se não: acaba-se com uma ou com outra.
repara: nos direitos são iguais, mas os casais são penalizados fiscalmente; o casamento é um contrato estabelecido entre duas partes, com o Estado por testemunha; as uniões de facto já estão salvaguardadas actualmente; alargar os seus direitos "até" ao casamento é penalizar quem casou - sem que se perceba então a diferença, a não ser numa maior permissividade para os unidos, que só têm vantagens face aos deveres consagrados aos casados. por isso, o papelinho faz diferença: porque quem se uniu de facto não quis um contrato. isto é o meu ponto.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 06.03.2009 às 20:12

aliás: a defesa do casamento gay também assenta no facto de permitir aos homossexuais uma paridade com os heterossexuais, que o actual quadro da união de facto (que admite a união gay) não permite. se as uniões de facto passam a ser iguais ao casamento, qual o sentido de defender o casamento gay? só se for por masoquismo e quiserem pagar mais ao fisco... ou então: esta lei que alarga as uniões de facto vai esvaziar a dos casamentos homossexuais, que serão meia dúzia...
Imagem de perfil

De jonasnuts a 06.03.2009 às 20:20

Os casais não são penalizados fiscalmente, pelo contrário :)
A mim, saía-me mais barato ser casada, fiscalmente falando.

Não sei há diferenças do ponto de vista emocional, nunca fui casada :)

Mas a minha pergunta era genuína, qual é a diferença? Eu, unida de facto (que é um estado civil tenebroso) não sei qual é a diferença :)
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 06.03.2009 às 20:27

eu e a minha mulher subimos de escalão, só por casarmos, e passámos a descontar mais, e conheço muitos outros casos que foi assim; aqueles que vivem sem estarem casados podem entregar as declarações em separado, se assim o entenderem - tenho vários amigos que fazem esse deve e haver; emocionalmente também acho que não há nenhuma diferença, mas o casamento é um contrato estabelecido entre partes. se quem foge desse contrato, pelas mais variadas razões, tiver os mesmíssimos direitos de um casado-contratado, qual é o sentido então? frequentemente, e não digo que é esse o teu caso, tenho amigos que desdenham do casamento, que é coisa velha ou conservadora, isto e aquilo, mas querem chegar a "ele" sem o papel. mais: sem os deveres do contrato.
Imagem de perfil

De jonasnuts a 06.03.2009 às 20:34

Eu tenho colegas que casaram porque fizeram as contas e saía mais barato :)

Mas se eu, no relacionamento que tenho com o meu unido de facto (é lindo, não é? quase tão bonito como esposo), tenho as mesmas responsabilidades, os mesmos deveres e os mesmos direitos, a única diferença é, de facto, o papel.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 06.03.2009 às 21:03

a questão é essa: que deveres consagra a lei a uma união de facto?
Imagem de perfil

De jonasnuts a 06.03.2009 às 21:05

Não faço ideia, mas presumo que consagre as mesmas que ao casamento, as de assistência na doença e essas coisas.

Confesso que também não sei quais são os deveres que consagra a lei a um casamento.

Não faria nada de diferente, se fosse casada.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 06.03.2009 às 21:59

As diferenças essenciais: o casamento é um contrato; a união de facto rege-se por uma lei de economia comum. É um papel que faz a diferença, sim. Mas se equipararmos as duas, qual o sentido de manter o casamento? Acaba-se?
http://casamento.kazulo.com/6062/uniao-de-facto---lei-da-economia-comum.htm
Imagem de perfil

De jonasnuts a 06.03.2009 às 23:06

Não acho que deva acabar. Para quem ache importante a celebração (quer civil quer religiosa) acho que é uma instituição importante (sem diminuição das outras) :)

Eu sou madrinha de casamento da minha irmã, não tenho nada contra o casamento :)
Só não preciso dele :)
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 06.03.2009 às 23:09

mas também não tenho nada contra, nem quero obrigar-tea nada... mas tenho objecções à ideia da absoluta equiparação, porque aí algum deles deixará de fazer sentido ;)
Imagem de perfil

De jonasnuts a 06.03.2009 às 23:11

Não entendo porque é que um há-de excluir o outro :)
Se o casamento é importante para ti, casa-te, se não é importante para ti, não te cases. Desde que não haja atropelos, não percebo porque é que um há-de excluir o outro :)
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 11:52

Nesse caso o sentido do casamento é o que cada um lhe der. Não pode é ser obrigatório existir um para toda a gente, inibindo que toda a gente usufrua dos mesmos dirietos.

xaran!
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 11:54

Sim, mas existe o casamento - que tem direitos e deveres (e as uniões, têm deveres?).
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 12:32

uma coisa são deveres cívicos e fiscais, outra coisa completamente diferente são os deveres que uma pessoa *opcionalmente* adquire *perante o conjuge* no casamento. Entre os dois podem assinar os contratos que quiserem, que em termos cívicos e fiscais os deveres não são (ou n devem ser) diferentes. Não se tornam superiores. É inconcebível que quem case o faça como forma de ganhar vantagem sobre quem outrém.

Nenhuma das condições deve ser refém da escolha ou da ausência dela. As pessoas são todas diferentes e vivem a vida à sua maneira. Exigir que uns se casem para X ou Y é impor a nossa maneira de viver a vida aos outros. Os direitos cívicos e sociais n podem ser à nossa condição.
Sem imagem de perfil

De Cátia a 07.03.2009 às 23:06

A diferença entre o cadamento e a união de facto não é "um papel".

Por algum motivo as regras relativas ao casamento que constam no Código Civil, estão incluídas no livro IV, intitulado "Direito da Família". O casamento é definido na legislação como «o contrato celebrado entre duas pessoas (...) que pretendem constituir família (...)». O casamento cria laços familiares. A união de facto não.

O casamento é uma instituição jurídica, a união de facto não. No casamento é regulamentado pela lei, a união de facto, apesar da lei citada, praticamente não tem regulação específica.

Por exemplo, quanto ao casamento, estão afixados no Código Civil alguns deveres: respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência. Em união de facto as regras do relacionamento são definidas pelos "companheiros", cabendo a cada um deles fazer com que o outro cumpra as regras, sem possibildiade de recurso aos tribunais.

Quanto a direitos, um cônjuge pode adoptar o apelido do outro, se assim pretender. Quanto à união de facto não há essa possibilidade.

Quanto a bens há muitas diferenças a nível legal, desde a possibilidade de escolher um regime de bens (casamento) até outras regras como a resolução ou denúncia de um simples contrato de arrendamento de uma habitação.

Relativamente a filhos também haviam umas diferençasm que não sei se sofreram alteração após a recente "lei do divórcio".
Sem imagem de perfil

De Cátia a 07.03.2009 às 23:31

Para terminar. Concordo com o texto do Miguel Marujo.

Se querem os mesmos direitos têm de arcar com os mesmos deveres. Até porque, não é possível passar os direitos do casamento para a união de facto sem passar também os deveres. É que os direitos de um cônjuge correspondem fundamentalmente aos deveres do outro cônjuge. E não poderia ser de outro modo.
Sem imagem de perfil

De Mariana Pinto dos Santos a 08.03.2009 às 14:55

A visão de um casamento como um contrato com direitos e deveres é, a meu ver, a primeira razão para o rejeitar. Que deveres? Pode-se realmente obrigar alguém a assistir outro na doença? Parece-me que são deveres de ordem moral, demasiado subjectivos para que a lei possa intervir.
Houve uma altura que considerei indiferente, união de facto ou casamento, preferindo a primeira precisamente por causa dessa definição de contrato. Hoje já não considero indiferente, concordo antes totalmente com a definição do Rui Tavares: o casamento é a forma de duas pessoas que nada são uma a outra se tornarem nos parentes mais próximos perante a sociedade. Na união de facto também duas pessoas decidem ser os parentes mais próximos uma da outra, mas sem se importarem com a afirmação disso em sociedade. São cada vez mais questões de postura individual, ambas legítimas e equiparáveis, não se anulando uma à outra. E por isso, perante a lei, tanto o casamento como a união de facto se deveriam resumir a questões de direitos. Iguais, pois claro. É profundamente injusto que assim não aconteça.
Sem imagem de perfil

De Cátia a 08.03.2009 às 18:35

Que deveres? Respeito, fifelidade, coabitação, cooperação e assistência. Etc.

Se fossem meros deveres de ordem moral não estavam no Código Civil. As disposições do CC fazem parte da ordem jurídica.

Demasiado subjectivos? O dever de cooperação, o dever de assistência e o dever de constribuir para os encargos da vida familar estão explciados de forma objectiva no CC.

De qualquer modo, não era necessário que esses deveres estivessem bem explicados no CC, não faltam textos sobre o casamento de diversos juristas e não é necessário que as disposições legais sejam subjectivas para os magistrados as aplicarem.

A união de facto também assenta num contrato, mas não tem forma legal, praticamente não é regulado e normalmente não é reduzido a escrito. Está-se no âmbito da autonomia privada. São as partes, os "companheiros" que estipulam as regras da união e a cada um compete zelar para que o outro cumpra as regras.

Por exemplo, não há nenhuma norma que diga que são deveres das pessoas em união de facto a fidelidade. Mas perguntem à maioria das pessoas em união de facto se manteria firme se tivessem conhecimento de que (a) "companheiro" fosse infiel.

"Na união de facto também duas pessoas decidem ser os parentes mais próximos uma da outra, mas sem se importarem com a afirmação disso em sociedade."

Algo que não é aplicável às uniões de facto de que tenho conhecimento. Decidiram não se casar para fugir aos deveres matrimoniais, por motivos de poupança de custos e/ou por receio de perderem bens ou dinheiro para os "companheiros".

Explique lá, como é que é possível que ambos os "companheiros" ou cônjuges tenham direitos sem terem deveres?

Por exemplo, como é que um cônjuge pode ter direito ao respeito sem haver da parte do outro um dever de respeito.

Parece-me que resumir o casamento e a união de facto a questões de direitos é algo profundamente utópico.
Sem imagem de perfil

De Madalena a 02.09.2009 às 11:59

Não compreendo isto, como querem ter direitos sem ter deveres! Não compreendo como têm a lata de vir clamar direitos, quando querem fugir ao Estado, à lei, aos deveres.

Querem união de facto? Tudo bem, é uma escolha, nada contra. Mas se não querem o Estado como testemunha (e dizem bem, estão-se a marimbar o que a sociedade pensa, não querem ser reconhecidos pela sociedade), então também não estão sujeitos aos direitos que o Estado e a sociedade dão. É tão simples quanto isso!

É a típica mentalidade: EU quero receber tudo, mas NÃO quero dar nada. Comodismo.

Vamos o quê? Dizer "Eu estou em União de Facto!" E quem comprova isso? Exacto! Não querem comprovativos, logo não podem exigir aquilo que tem que ser comprovado.

Isto tudo tornou-se uma questão idiota de moda. As pessoas não querem casar, porque os velhos é que casam. Porque ser "casado" não é mais "porreiro". Tornou-se tudo "Eu quero não quero ser casado, mas quero tudo o que um casado tem". E eu pergunto, qual o raio da lógica nisto tudo?

Como dizem, e bem, na união de facto os companheiros é que fazem as suas regras e não querem saber do que a sociedade pensa. Então certamente conseguirão reger-se a si próprios (como é suposto a união de facto ser!) e não precisam de raio de lei alguma para dar benefícios ou deveres. É suposto estarem-se a reger por si mesmos, de modo privado, então porque raio vêm pedir benefícios legais? Não passa tudo de uma autêntica contradição.

Querem ser casados, sejam. Querem ser unidos de facto, sejam. Mas mantenham-se coerentes.

Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 11:22

LOL mas casem-se pq!? já mandas?! a tua vida n te chega e tb queres mandar na dos outros?

pq é que eu tenho de viver a minha vida à tua maneira para ter os mesmos direitos que tu, ein?

E olha, ainda compilei mais ideias abjectas para o teu pequeno mundo em que os outros só têm direitos à (tua) condição:
Querem direitos? Baptizem-se porra!
Querem direitos? Sejam sócios do benfica porra!
Querem direitos? Comprem um Opel porra!
Querem direitos? andem de calças porra!
Querem direitos? façam madeixas no cabelo porra!
Querem direitos? cortem as unhas porra!

ahahahaha tenho de cá vir mais vezes.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 11:23

percebeu alguma coisa? tome lá o seu direito
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 11:44

olha q eu n sou casado.. de certeza que me keres dar direitos? é que ali em cima está escrito "Querem direitos? Casem-se* porra!" E coitado de mim q não csgo encontrar motivos para tal!!! devo ser mm tapadinho.

E sim, percebi bem que só queres que os outros tenham os mesmos direitos que tu à condição. Se fizerem as mesmas escolhas que tu, Ó Senhor. Faz lembrar os tempos em que só os homens tinham certos direitos.. ou só os brancos.

Ja agora, no meio do pagode, diz-me duas coisas
- pq é que o estado há de legislar sobre as relações emocionais das pessoas, classificando-as e categorizando-as (quase como se fossemos gado)
- pq é que eu como unido de facto nao posso usufruir dos mesmos direitos que os casados se eu tenho e cumpro exactamente os mesmos deveres cívicos e fiscais?

aguardo :)
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 11:46

o que dizes é simples: porque há-de o Estado legislar sobre uniões de facto?! Não tem de. Por isso: acabe-se com essa legislação...
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 12:14

precisamente! ou há legislação e agrada a todos, ou não há. Normalmente é melhor a segunda pq agradar a todos é impossível, (como diz o senso comum).
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 12:43

sim, mas há legislação sobre uniões - e foi exigida por quem vivia unido... não sou eu a sublinhar a incoerência, então
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 14:43

er.. que haja!?.. tem é de ser justa! ou então não há pa ng.. que me interessa o que se fez no passado as razões por que se fez.. eu nem estava cá. Se foi exigido é pq na altura era preciso.. nem percebi bem onde querias chegar man Se está mal agora muda-se.

Agora, POR FAVOR, corrige lá o post da exigência ignóbil do "casem-se porra!* que hj em dia não fica nada bem dizer aos outros como viver a vida deles. Isso de impor comportamentos (e deveres) aos outros era antigamente, pa. Deixa lá os outros serem diferentes sem serem prejudicados e perderem direitos por isso. Deixa lá os outros escolher em liberdade, sem condicionamentos. E já que nesta sociedade democrática e tolerante uns têm de pedir coisas aos outros, olha, não sejas meu paizinho.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 14:52

lamento, não tenho de corrigir nada, nem é ignóbil!... acho graça: a Saramago tudo se permite, em nome da liberdade da expressão e de opinião, a mim já não! Eu não estou a impor nada - o que digo e defendo é: se querem direitos iguais, assumam esse estatuto.
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 15:20

opah, eu n queria oprimir! peço desculpa! eu estava era convencido que já tinha conseguido expor a patetice do post, fui ingénuo!! mas sim, claro, se ainda (sigh..) defende isso, que o diga! é como diz o voltaire, n concordo com nada do que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dize-las! :)

E para terminar...
"Eu não estou a impor nada" > Claro que estás. Estás a mandar os outros casarem-se! vê em cima, está no post!! E até diz "porra!" Estás a impor uma condição, um comportamento a quem apenas deseja ser igual. Que grandes palermas, estes gajos que querem ser iguais, já viste?

Mas sim, olha, eu tb n quero q apagues nada. Eu quero mostrar este blog a mais gente. Por momentos, cheguei a acreditar que era mesmo isso que ias fazer por já teres percebido o ridículo do post. Ingenuidade minha, claro está. Tal como voltaire, "n concordo com nada do que dizes, mas defenderei até à morte a liberdade de o dizeres".

Já agora, que estatuto que se tem de assumir é esse onde os direitos são iguais? Ainda é a coisa do sangue azul?
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 15:23

eh pá, posso dizer que a tua é que é patetice! lê português, caraças! não se inventa uma coisa nova quando já existe. ponto final. o teu argumentário é de quem quer tudo, sem deveres - lê o post e lê bem. ponto
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 15:42

"não se inventa uma coisa nova quando já existe."
=> tu próprio admites acima que são coisas diferentes.

"teu argumentário é de quem quer tudo, sem deveres"
=> Primeiro, eu n disse isto por isso nada de por palavras na minha boca.
Segundo, por favor, elucida-me que deveres que tu tens é que achas que eu tb devia ter para estar ao teu nível de cidadania (direitos). Enquanto pensas nisso, permite-me caracterizar-te no que diz respeito às liberdades civis. Tu és o justiceiro, O juiz, O castigador da sociedade. Tu és aquela pessoa que se sente incomodada pelo facto de os outros terem os mesmos direitos que tu fazendo escolhas diferentes. Ainda bem que tu existes, que é para por essa gente no lugar! Ai não casam? PUMBA, CASTIGO! menos um direito. Ai queres direitos? então faz como eu, O "Homem do Filtro", rei da moral e dos comportamentos. A por as pessoas no devido lugar. Jovem, se não fores tu a proteger a sociedade destes libertários que gostam de usufruir dos mesmos direitos que nós, um dia corremos o risco de sermos todos tolerantes e justos. Amén para ti, Ó Justiceiro.

(ora deixa ca ver os outros comentários...)
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 15:44

Ámen (acentue-se no "a"), para ti também. Eu não sou nada disso. Tu sim, mas gostas de atirar aos outros isso. Eu por mim, assino com nome. É a diferença sobre justicialismos.
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 15:49

E EIS que o tema perde o foco!!!! sintomático :D

Por acaso és, és isso tudo que eu disse e é por demais óbvio que a metáfora te assenta como uma luva no que tu defendes. Deixa lá. Melhores dias virão.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 15:59

isso tudo pá, tu conheces-me como caraças, pá! leva lá a bola de Berlim! perde o foco? sim: quando começas a adjectivar só por adjectivar sem me conheceres de lado algum e sem saber ler o que está escrito de base. deixa lá: é normal acusar os outros assim. eu por mim trabalho, não tenho tempo para explicar mais.
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 18:19

peço desculpa, mas não foi intenção adjectivar a pessoa nem a personalidade, mas sim a atitude e o pensamento. Eu aprecio-te como pessoa e jornalista, mas a atitude por detrás desta teimosa defesa de ideias conservadores e opressores é que me fez caracterizar-te no que diz respeito às liberdades civis. Apenas isso. Retiro a afirmação do "és" e reitero a caracterização que fiz da tua forma de ver e analisar as coisas. Tá bem? Amigos? :)
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 18:21

conservador é coisa que não sou, mesmo. muito menos opressor. eu, como pessoa-personalidade, ou a minha atitude e pensamento. basta ler os posts deste blog para o perceberes.
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 15:28

a patetice do teu argumentário também é linda, nunca apagaria: mostra como nem toda a gente consegue ler. reproduzo o post: "Note-se: sou a favor do casamento gay. Mas por isso mesmo não entendo que se dêem os mesmos direitos (apenas estes, nunca os deveres) às uniões de facto como se estas fossem casamentos." e dizias tu que não queres o Estado a legislar: pede ao Estado - não se meta na minha vida, não me dê deveres, nem direitos!
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 15:57

whaa?

man, das duas uma... ou o estado legisla (n concordo) e tem de haver igualdade para todos, chamamdo-lhe casamento, uniao de facto, vrrnheck ou outra coisa qualquer, ou então n legisla nada e é tudo igual para todos na mesma. Kerem finanças comuns? façam contratos no notário. Kerem partilhar a herança? Façam o mesmo. Qual é a dificuldade? Agora andar a categorizar as relações que as pessoas mantêm umas com as outras é que é difícil... difícil, não, tem é de haver etiquetas e juizes. Como tu gostas de fazer.

Mas eu bem digo, tu lá por seres casado julgas-te num pedestal perante os outros, é algo superior, algo que não é nem pode ser comparável a uma simples união de facto.. afinal de contas, TU ASSINASTE UM PAPEL!! (sim, pq apesar de tudo, aqueles chatos das uniões de facto tb podem assumir deveres uns com os outros sem papel, uma chatice!)

Porra que isto das sociedades tolerantes e justas dá trabalho!
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 11:48

ah, e como unido de facto tens mais direitos fiscais que um casado: podes entregar a declaração em separado, beneficiando eventualmente de um regime mais fácil; os casados não (até hoje; soube-se há dias que vão ser equiparados a unidos de facto).
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 12:12

pronto, então daqui a uns dias este argumento foi-se. menos um! não te esqueças de nca mais referir isto...
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 12:42

não me esqueço; embora os casados mantenham deveres que não são exigíveis às uniões...
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 14:28

deveres q não são cívicos *perante o conjuge* e que adquiriram por *livre vontade* Não é argumentável que lá pq o fizeram, os outros tb o têm de fazer para obter o mesmo estatuto. Por aqui estamos conversados!
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 14:50

eu sei que os adquiri de livre vontade, e fi-lo com gosto, mas não percebo então porque querem os unidos de facto os mesmos direitos, se não estão interessados em assumirem deveres "por livre vontade"?!
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 15:12

LOL a pergunta é.. e porque não?!? Desde quando é que é preciso justificar a demanda por direitos iguais para todos!? lol por amor de deus..!! porque é que o direito há-de ser só teu?! Porque é que há-de ser o teu comportamento, as tuas escolhas a definir os critérios de igualdade na sociedade?!? Tens de perceber o ridículo da coisa. Porque é que os *meus direitos* têm de estar reféns de um dever que tu achas que se deve assumir??? Não há espaço há diferença sem castigo?? quem és tu para castigar?

lol opa, isto é como aquela coisa do Ford "podem ter um carro da cor que quiserem, desde que seja preto". man...
Imagem de perfil

De Miguel Marujo a 23.10.2009 às 15:24

iá man, eu não apago nada, descansa... fica-te com a tua, que no mundo há mais cores para "fordes"
Sem imagem de perfil

De brk a 23.10.2009 às 15:44

Haver mais cores, há.. o motor é que pode n ser tão bom! Sabes que isto quem quer direitos, tem de cumprir deveres, logo... se quiseres o motor dos bons, tens de comprar preto! Os outros malucos do vermelho e do cinza.. têm de assumir o estatuto!!

Comentar post





Seguir

foto do autor


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2003
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D


Links

KO! [EM DESTAQUE]

  •  
  • OS QUE LINKAM A...

  •  
  • MUITO CÁ DE TODOS OS DIAS

  •  
  • CÁ DA CASA TUDO PARADO

  •  
  • MUITO CÁ DO PRÉDIO

  •  
  • MUITO CÁ DO BAIRRO

  •  
  • ESPECIALISTAS [CINEMÚSICA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [COMUNICAÇÃO]

  •  
  • ESPECIALISTAS [ESCRITA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [HISTÓRIA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [FOTOGRAFIA+ILUSTRAÇÃO]

  •  
  • ESPECIALISTAS [IGREJA]

  •  
  • ESPECIALISTAS [HUMOR]

  •  
  • ESPECIALISTAS [SABERES]

  •  
  • PARA DESCOBRIR

  •  
  • FORA DOS BLOGUES





    Sitemeter