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Ela deitada, a olhar para a câmara

por Miguel Marujo, em 24.08.16

 

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Let it go: on a gagné

por Miguel Marujo, em 13.07.16

History has been made.

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sintonizados

por Miguel Marujo, em 05.07.16

 

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heaven's gate

por Miguel Marujo, em 02.07.16

Cimino.jpg

wiesel.jpg 

Rocard.jpg

 Um dia assim: Michael Cimino. Elie Wiesel. Michel Rocard

 

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O momento

por Miguel Marujo, em 01.07.16

Laurence Griffiths-Getty Images.jpg

foto Laurence Griffiths/Getty Images

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how long must we sing this song?

por Miguel Marujo, em 16.06.16

JoCox:Guardian-Yui Mok:PA.jpg
foto The Guardian/Yui Mok/PA

 

"Our communities have been deeply enhanced by immigration, be it of Irish Catholics across the constituency or of Muslims from Gujarat in India or from Pakistan, principally from Kashmir. While we celebrate our diversity, what surprises me time and time again as I travel around the constituency is that we are far more united and have far more in common with each other than things that divide us." - Jo Cox, deputada do Partido Trabalhista, morta esta quinta-feira.

 

 

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a voz que veio do nada

por Miguel Marujo, em 02.06.16

BenjaminClementine.jpg

 

Olhem para as mãos, reparem bem nas mãos longas, dedos esguios, o piano subserviente a essas mãos, a esses dedos, soltando os tons fortes que fazem da voz (e que instrumento senhores!), que fazem da voz, dizíamos, um templo, de um homem de quem os deuses se esqueceram, eu lembro-me de onde vim, eu vim do nada, até alguém ouvir como aquela voz falava de deus - aquele que tem amor no nome.

Olhem para as mãos e entenderão a voz. Esguia, linda, forte, grave, aguda, sussurrada, é esse o homem que se apresenta no palco do Coliseu, quase despojado como quando vivia nas ruas agarrado a um piano que o agarrou à vida. A acompanhar esta voz e piano, a percussão, forte e sincopada, que faz dançar as histórias que Benjamin Clementine canta. E também um quinteto de cordas que não é decorativo, também ele a tomar corpo nas palavras do contador de histórias - e como ele as conta entre as canções, ou nas letras das canções, com um humor inesperado numa noite quente, ainda bem, já estava farto do tempo de Londres.

O humor é também arma para melhor homenagear um público que bebe palavras e acordes sedento, indo buscar Seu Jorge, num português-clementine tão humilde e desarmante que tudo se perdoa. Ou Adiós, repetido em a cappella, para deixar então o palco, depois de dois encores exigidos por um Coliseu sedento (já dissemos), que termina em variação para um derradeiro e cantado obrigado. Olhem para as mãos e ouvirão a voz.

 

[Adiós - editado pelo Ricardo Conceição] 

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sagração do mês de maio

por Miguel Marujo, em 30.05.16

 

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say goodbye

por Miguel Marujo, em 25.05.16

 Rodrigo Leão, Scott Matthew: That's Life.

 

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sign "o" the times

por Miguel Marujo, em 21.04.16

NY-CoverStory-Staake-PurpleRain.jpg

 

há uma canção acima de todas - e não aquelas que se dançava (eu) sem ritmo ou coerência, no Etc. ou no Jamaica de outros tempos, clássicos feitos, Purple Rain ou Kiss... mas há uma acima de todas, daquelas que se me entranhou no corpo, pelo que era, o ritmo, o teledisco, a síncope, as palavras, Sign "O" The Times, desse álbum maior que tem o mesmo nome, era 1987 o ano, a sida coisa temível e desconhecida, o sangue como metáfora de tempos confusos, Oh yeah! In France, a skinny man died of a big disease with a little name By chance his girlfriend came across a needle and soon she did the same At home there are seventeen-year-old boys and their idea of fun. há esta canção acima de todas. pena que, na sua fúria eremita contra a internet (ou pelos direitos de autor ou...), pouco se consiga ver e ouvir para a homenagem (aqui) justa, nem nos youtubes nem nos spotifys. fica a capa da New Yorker, ficam os discos. e aqueles dias todos. e aquela canção acima de todas. - PRINCE. 1958-2016.

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Música para ouvirmos estes dias

por Miguel Marujo, em 18.04.16

 

Cheguei a Sorrow pelo inevitável Nuno Galopim (em escassos dias foram quatro belas descobertas, esta incluída), num texto na Máquina de Escrever que nos conta o que se ouve nestes mais de 50 minutos e nos dá o contexto todo (até como dizer corretamente Górecki). Escreve-se ali que, com este Sorrow – A Reimagining Of Gorecki’s 3rd Symphony, "o saxofonista Colin Stetson mais não faz do que juntar o seu nome a [uma] lista de ilustres intérpretes que “ousaram” (e ousar é sempre bom) olhar para uma obra clássica segundo o seu olhar, refletindo assim, também, as marcas do seu tempo".

Essas marcas, indeléveis, permanecem agarradas aos nossos dias, a estes tempos. Como nota Nuno Galopim, "as memórias do Holocausto e da presença nazi sobre a Polónia, que serviram de inspiração primordial para a Sinfonia Nº 3 de Górecki não estão assim tão distantes no tempo. E do presente chegam-nos, a cada ano, novos exemplos de intolerância e morte. Além disso, o clima toldado por um regime totalitarista – como o que caracterizava a Polónia de 1976 quando Górecki compôs a sinfonia – não é ainda meteorologia política erradicada do planeta".

Ontem, um deputado federal brasileiro ousou louvar um militar-torcionário para humilhar alguém que, independentemente das políticas mais ou menos corretas, foi torturada, cuspindo na democracia que o elegeu e que lhe permite estes dislates que a ditadura que ele venera nunca toleraria em sentido contrário. Hoje, ao descobrir e ouvir Sorrow, chego à conclusão que este lamento é uma banda sonora possível para o Brasil destes dias. Não há samba de uma nota só que lhes valha. E que nos conforte.

 

- o álbum na íntegra, no Spotify:

 

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Então.

por Miguel Marujo, em 17.04.16

pgabriel_so.jpg

 

"Avancemos logo para a segunda canção do álbum – e logo aí começa a explicação de como, ao quinto disco, Peter Gabriel tinha acertado na fórmula: ao elogio da crítica somava o sucesso comercial com So." - escrevi na Máquina de Escrever sobre um dos dez álbuns de 1986. É de ler - enquanto se ouve.

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Esta é a noite.

por Miguel Marujo, em 27.03.16

ao meu Pai, três anos e meio depois da sua Páscoa
(que se celebra amanhã, 28)

 

Esta é a noite em que velamos

a igreja estava às escuras quando entrei, vindo da rua iluminada, os olhos demoraram a adaptar-se às sombras que se adivinhavam, os andaimes postos a subirem ao céu que se pinta no teto bem no alto do templo, e assim ficaram templo e sombras a ganharem novos contornos mais definidos à medida que a noite se iluminava. Primeiro a palavra, as palavras, depois o cântico, por fim a luz que compôs rostos e corpos, andaimes e plásticos, numa metáfora que feiava a igreja mas embelezava a notícia da vitória da vida. Dos andaimes que precisamos de permanentemente manter na construção que é a nossa vida, esta vida - e Bruxelas e Paris e Aleppo e Abidjan e Ancara e o mar Mediterrâneo e o golfo de Aden e todos os mapas que preferíamos não escrever com as palavras da violência e da morte. A luz invadiu de vez o templo. Surrexit Dominus vere.

Esta é a noite... mais luminosa que o dia.

 

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But you don't need to hear me now
And every word I speak
It counts against me anyhow
A thousand kisses deep

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Sanders por ele próprio. Sem intermediários

por Miguel Marujo, em 12.02.16

Confesso que não compreendo a insistência de alguns jorna(l)is(tas) desta nossa praça em compararem Bernie Sanders e Donald Trump como "populistas", repetindo ad nauseam o argumentário de setores republicanos, como se "Tramp" fosse comparável no esgoto que é... Se esses senhores pelo menos se preocupassem em ler e ouvir o original.

 

 

"A lot of Donald Trump's supporters are angry. They are in many cases people who are working longer hours for low wages, they are people who are worried about what's going to happen to their kids. But I think what they have done is respond to Trump's false message, which suggests that if we keep Muslims out of this country or if we keep scapegoating Latinos or Mexicans then somehow our country becomes better. I think that's a false solution."

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